[SPOILERS] E assim, quase como num piscar de olhos, encontramo-nos perante o penúltimo episódio de “Um Mundo Catita”, e as saudades já começam a bater à porta. Sugestão: porque é que em vez de balúrdios a gastar no “Equador” (que não vi, logo não posso dizer se foram bem empregues ou não), não investem algum dinheiro a contarem mais umas histórias do Vieira?
Eu sei que ambas as séries são de canais diferentes, e blá, blá, blá… mas deixa-me algo piurso (nova sugestão para as próxima adições à língua portuguesa) que não se dêem oportunidades a quem merece (e relembro, não quero com isto dizer que o “Equador” não o mereça, apenas que “Um Mundo Catita” o merece). E mesmo que os autores desta mini-minissérie digam que não teriam mais histórias para contar (ou algo do género), a verdade é que desde que haja pilim para as conceber, haverão sempre histórias para contar.
Mas, deixando-me de conversas e passando ao episódio em questão, este foi o tomo mais surreal da série até ao momento (veremos o que nos reserva o final). Sim, voltou a ter os seus momentos hilarios, mas toda a história do Corneto voltar e lhe dar a fórmula mágica para o sucesso, com a venda duma revista que tinha tudo que agradava a toda a gente, foi demasiado caricata. Até aqui, a série tinha tido os seus momentos de ridículo, como o Vieira a matar a Vitória, mas esses momentos sempre fluíram com naturalidade, e em consonância, com o resto. Aqui, não. Foi tudo levado ao exagero. Desde a revelação ao sucesso instantâneo, passando por uma reviravolta final saída do nada (ok, se já nos tivéssemos apercebido do que iria acontecer não seria grande reviravolta…).
Ainda assim, este “Um Mundo Catita” merece todos os louvores pela audácia que tem demonstrado, revelando-nos que “sim, em Portugal, se nos derem hipóteses (aka euros) também sabemos fazer televisão de qualidade”.

[starrater]




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Sim, havendo dinheiro há “disponibilidade” para tudo.
O problema é que o argumento podia sofrer com isso.
O João Leitão, numa conversa que tivemos há pouco tempo, disse-me que só havendo uma história muito muito muito boa (ou muito má, dependendo da perspectiva), e dependendo das escolhas do Filipe Melo e do próprio MJV é que fariam uma segunda série d’ O Mundo Catita.
Mesmo assim, eu espero é um final fechado. A série está a acabar, e seria injusto ter um cliffhanger final.