[SPOILERS] Primeiro que tudo, quero agradecer à RTP2 por ter emitido o último episódio quase 15 minutos mais cedo do que o horário habitual, fazendo que, por mera coincidência, eu não o tenha perdido, tendo conseguido apanhar o mesmo ainda no começo. Ou então, por outro lado, a culpa é minha que confio num horário estipulado e não vou ver diariamente a programação para saber se existirão alterações ou não. Felizmente, hoje em dia temos a Internet e, caso fosse necessário, teria sempre sítio onde procurar o episódio. Ainda assim, obrigado RTP2, por seres igual às outras! É tudo farinha do mesmo saco…
E agora, vamos ao que interessa: o último episódio de “Um Mundo Catita”.
Não vou fazer mais comentários sobre a possibilidade (necessidade) ou não de novos capítulos das aventuras de Manuel João Vieira. Já tomei a minha posição no último texto e acho que não vale a pena bater mais na mesma tecla.
Ontem, ao ver o Vieira num excelente número musical (o do sofá, que está na imagem), é que me apercebi que, na verdade, ele ainda não tinha mostrado a sua excelência como artista, o ser músico, em nenhum dos episódios até aqui. No primeiro concerto, deixou-se dormir. No casamento, estava bêbado. E só aqui, no derradeiro capítulo, é que nos decidiu agraciar com dois momentos musicais tão próprios e dignos daquele que é o Vieira, o verdadeiro artista. Sim, porque Manuel João Vieira provou neste “Um Mundo Catita” que consegue actuar. Não deslumbra, mas cumpre. Mas é a cantar que revela aquilo que o verdadeiramente torna distinto.
Apesar dos bons momentos musicais, o episódio em si não foi dos meus favoritos. Foram vinte minutos de conclusão, o que me parece bem, mas faltou ali algo mais que não fosse trazer de volta algumas das caras que foram desfilando pelo ecrã nos últimos tomos ou trazer de volta a Sofia (Ana Lúcia Chita), assim quase do nada, e dar a Vieira o seu final feliz. Isto para não falar na surpresa que foi para mim o facto de o grande nemesis de Vieira, o Tony Barracuda (Pedro Cavalheiro), nunca ter tido um tão grande impacto na história como eu pensava que teria.
Seja como for, esta foi uma interessante viagem. Curta, mas bastante apreciável.

[starrater]




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Fim. E fica já uma imensa saudade. De um produto nosso, genuinamente nacional, com algumas deficiências, mas notórias qualidades. Surpreendeu-me bastante, com um nível qualitativo que estava longe de imaginar que a série teria.
Agora, que tal uma edição de dvd, repleta de extras, para fazar perdurar quase eternamente esta pequena pérola?
Para mim a grande revelação da série: Ana Lúcia Chita, a doutora Sofia (que mulher)… momentos altos no meu entender, a cena da águia (hilariante), a cena do consultorio (brutal), a cena da declaração no casamento, e os momentos musicais no ultimo episódio…
:rockband: :pillowfgh :heeyyy:
obrigado por todo o apoio.
o dvd sai em setembro 2009, espero que não desiluda. estou a trabalhar para que tenha muitos, muitos extras interessantes!
abraços
melo