[SPOILER] Apenas três horas de sono e mal dormidas. Os olhos raiados a vermelho. E a cabeça cheia de ideias a pulular freneticamente, impacientes com a perspectiva de saltarem para o papel. Para mim, este é o efeito “Lost”.
Como o episódio foi rico em desenvolvimentos, talvez o melhor seja dividi-los por tópicos, até porque dessa forma será mais fácil eu não me esquecer de mencionar algo.
Então, vamos lá, sem qualquer ordem específica:
O aparecimento em cena da Danielle Rousseau e da sua equipa. 2004-16 = 1988. Em 1988 já haveria daquele tipo de botes de salvamento? Não sei porquê, mas a sensação que tive ao ver a equipa da Rousseau foi de que aquelas pessoas não tinham aspecto de quem vivia em 1998. Tirando isso, tal como já tinha sido bem engraçado conhecer o Charles Widmore quando este era novo, também o foi aqui. Mas assim que o Locke (Terry O’Quinn) perguntou se alguém sabia francês, não houve qualquer dúvida na minha mente de quem era o barco naufragado. Nem sei porque decidiram esperar até ao final do episódio para revelarem isso.
“Thank you lord!”, “I take that back!” Os objectos em contacto com eles são também transportados nos saltos temporais. Acho que isto não é propriamente uma novidade, pois já tínhamos testemunhado que uma bússola, pelo menos uma espingarda e até as próprias roupas, saltavam no tempo juntamente com os personagens. E, agora, uma canoa faz semelhante viagem. Apesar da estranheza da cena, da minha parte consciencializei-me que estas são as regras criadas para o jogo e que não há muito que rebater. Só haverá algo a dizer caso, no futuro, eles infrinjam as suas próprias regram.
O Jin está na ilha. Vivo. Ora, quanto ao facto dele estar vivo, acho que não será surpresa para a maioria das pessoas. Tal como eu já tinha tido oportunidade de referir, o nome do actor continuava a constar dos créditos iniciais e, neste ramo, ter o nome nos créditos iniciais significa que se está a receber dinheiro. Dinheiro esse que não é distribuído com leviandade. Logo, nome nos créditos implica que ainda se esteja a fazer alguma coisa. Já quanto ao facto de ele estar na ilha, temos então aquela outra reflexão (que eu também já tinha mencionado anteriormente): O Jin (Daniel Dae Kim) estava no cargueiro quando este explodiu. Aquando da explosão, no porão, ele estava no convés, logo poderia perfeitamente ter sido projectado para o mar e sobrevivido. O problema que eu colocava antes residia no facto do cargueiro, tal como descobrimos logo no início desta temporada (quando o Sawyer e a Juliet, na praia, deixam de ver o fumo resultante da explosão), não estava no raio de influência da ilha e não foi transportado (seja temporalmente ou espacialmente, apesar de em relação à ilha propriamente dita, eu apostar mais numa deslocação espacial) para onde quer que a ilha tenha ido, ao contrário do que aconteceu com o barco onde estava o Faraday. Isto significa que o Jin nunca seria transportado juntamente com a ilha, a não ser que o cargueiro estivesse relativamente perto do limite do raio de influência da ilha e a explosão tivesse projectado o Jin para o interior do mesmo. Além de que também passaram alguns minutos (apesar de poucos) entre a explosão e o desaparecimento da ilha. É uma explicação que se aceita. Além de tudo isto, fica aqui a razão para a Sun (Yunjin Kim) querer/ter de regressar.
A Charlotte ainda está viva e há mais narizes a jorrar sangue. De certa forma, acabou por me surpreender que a Charlotte ainda estivesse viva, depois daquele final do terceiro episódio, com sangue a jorrar por todo o lado e ela a ficar inconsciente. E ainda bem que não a mataram! Por favor, não a transformem noutra Libby! Quanto aos restantes, agora o Miles (Ken Leung) e a Juliet (Elizabeth Mitchell) começam também a mostrar os primeiros sinais de mazelas resultantes dos saltos temporais. O Daniel (Jeremy Davies) tem uma teoria que os problemas podem ir revelando-se conforme a quantidade de tempo da ligação entre as pessoas que saltam no tempo e a sua permanência na ilha. E, numa conversa nada inocente onde só faltou dizer que ele era mesmo o filho do Dr. Muda de Nome Por Cada Vídeo de Orientação, o Daniel dá a entender que o Miles já tinha estado na ilha antes. E por uma boa porção de tempo ou ele não teria tido hemorragia nasal praticamente ao mesmo tempo que a Juliet.
O nascimento do Aaron. Outra vez. Ou não? Pelo que me recordo, da primeira vez não chegámos mesmo a ver o Aaron a nascer, tendo a acção mudado para o Jin e o Charlie enquanto se dava o parto (algo a confirmar no DVD). Desta feita, tivemos direito a ver o nascimento in loco. E foi um dos pontos altos do episódio. Não só pelo significado do momento, mas também pela emoção espelhada na cara do Sawyer (Josh Holloway), apesar de me parecer (a mim e, provavelmente, a toda a gente) que a sua expressão foi mais resultado de voltar a ver a Kate (Evangeline Lilly) do que propriamente o bebé.
Ajira Airways. Um novo mistério. Já antes da temporada começar que este nome se ia infiltrando na mitologia da série, com vídeos de promoção repletos de referências escondidas a esta misteriosa companhia aérea indiana (que tem ainda um site próprio), e agora passa mesmo a integrar a história com o aparecimento de estranhas canoas junto ao acampamento dos sobreviventes do voo 815 da Oceanic e, posteriormente, com os seus ocupantes (os alcunhados pelo Sawyer como “other Others”) a perseguirem os nossos heróis em pleno alto mar e com a Juliet quase a jurar que eles não são Outros. Pergunta: será que estes estranhos e ainda quase desconhecidos elementos têm quatro dedos em cada pé? Pergunto isto mesmo sabendo que aquele momento ou era do presente pré-saltos temporais ou até, quem sabe, do futuro. Ainda assim, pode haver um outro povo, com quatro dedos em cada pé, que esteja de alguma forma ligado à ilha e à sua protecção. Ou será que podemos ainda ir mais longe e admitir, tal como já li em comentários doutras pessoas, que os ocupantes da outra canoa são os “Oceanic 6” regressados? Até pode ser, quem sabe, mas qual a justificação para perseguirem os Losties e dispararem contra eles? Simplesmente, porque estavam longe e não os reconheciam? Humm…
O tempo. Uma coisa que me tem incomodado é saber em que altura (de tempo) é que os “Oceanic 6” voltarão à ilha. Ou seja, não «quando» eles voltarão à ilha, mas sim que, quando o fizerem como é que as duas linhas temporais se juntarão? É que na ilha passaram horas ou poucos dias depois dela ter sido movida. E no exterior passaram três anos. O que é que isto significa? Que por andarem a saltar no tempo, o pessoal da ilha vai encontrar os “Oceanic 6” com a percepção de apenas dias depois deles terem ido embora, enquanto para os outros já passaram três anos? Parece ser a opção mais óbvia, até porque, pelo que se está a ver, não me parece que os que ficaram na ilha resistam por muito tempo, caso o problema relativo aos saltos temporais não seja resolvido rapidamente.
Kate. Jack. Aaron. E Carole Littleton. Não é engraçado (no bom sentido) quando os próprios personagens falam abertamente uns com os outros sobre o pouco sentido de algumas coisas ou as demasiadas coincidências que lhe acontecem sucessivamente? Eu acho esse pormenor sempre bastante divertido. Quem está a ver o episódio, e se depara com a mãe da Claire a ter o mesmo advogado da pessoa que quer tirar o Aaron (William Blanchette) à Kate, mas que não é essa pessoa, tem de esboçar um sorriso e dizer para consigo (ou para alguém, caso se esteja a ver o episódio acompanhado) de que aquilo realmente é uma enorme coincidência. E, depois, ouvir uma das personagens que está a viver a situação (neste caso, a Kate), a dizer exactamente o mesmo, acaba por conseguir dar uma reviravolta completa numa espécie de sentimento de demasiada conveniência que ficou patente pelo que vimos, tornando-o algo mais aprazível. “OK, até ela está a admitir que isto é demasiado conveniente”. É como se fosse criada uma maior ligação ao personagem, uma maior aproximação, pois ele está a concordar exactamente com aquilo que eu estou a pensar de toda a situação. E eu gosto dessa particularidade que quem escreve os episódios, já por algumas vezes, adoptou.
Ben e Dan Norton. Tal como eu tinha suspeitado logo no primeiro episódio, o aparecimento do advogado, Dan Norton (Tom Irwin), praticamente do nada, a querer fazer testes sanguíneos ao Aaron e à Kate logo após o Jack (Matthew Fox) ter dito ao Ben (Michael Emerson) que ela seria a pessoa que mais dificilmente concordaria em regressar à ilha, não foi inocente. Agora sabemos que foi o Ben que mandou o Dan atrás da Kate. Provavelmente, o advogado até é um Outro. E gostei particularmente do facto dele ter confessado de imediato à Kate que o tinha feito. Aliás, não gostei. Adorei. Nesta série esconder informação é algo completamente recorrente e, às vezes, sabe bem que ela não passe secreta durante muito tempo. Só não sei como é que, agora que ela sabe que foi o Ben que orquestrou a ameaça, ele vai convencê-la a regressar à ilha. Deve ter de puxar um qualquer outro trunfo que tenha em mão (e ele têm sempre algo preparado) envolvendo, talvez, o Sawyer?
Badass Sun. A coreana está pronta para matar o Ben. Ela quer vingança pela morte do Jin e não me parece que alguém a consiga demover. Pelo menos, para já.
“The Little Prince” marcou o regresso da história que envolve os “Oceanic 6” e que tinham ficado de fora no episódio anterior. Enquanto a acção passada na ilha voltou a ser o grande propulsor de emoção do episódio, a (por vezes aborrecida) relação Jack/Kate acabou por lhe tirar um pouco da sua magia. Ainda assim, um óptimo episódio. Como é norma nesta série.

[starrater]




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Grande post. Tamanho e qualidade. E assim é que se quer.
Foi um grande episódio com excelentes revelações e pormenores interessantes.
Quero saber mais acerca da estátua dos 4 dedos.
Concordo com a ideia de que os O6 vão encontrar o resto que ficou na ilha com noções completamente diferentes do tempo que passou. Sawyer, Locke e companhia vão dar 1 salto para o futuro e encontrar os “retornados” nesse mesmo futuro, que para os O6 será o seu presente.
Quero saber mais acerca da estátua dos 4 dedos.
Também eu!
Já agora, hoje li uma cena de que tinha sido a ABC a pedir que se adiasse saber mais sobre a estátua porque era algo de muito esquisito. Não sei se isto é verídico porque nunca tinha ouvido isto antes, mas quem o escreveu foi um crítico de televisão, e estes, geralmente, não têm por hábito inventar coisas…
Eu, por acaso, neste episódio, gostei mais da acção fora da ilha. No entanto, acho que está a ser muito mal aproveitada. Não sei, mas acho que podiam fazer melhor com tudo aquilo que está a acontecer. Lembro-me de, na final da 3ª temporada, ter pensado no mar de possibilidades que se abriram quando eles saíram da ilha. E, se na quarta temporada eles fizeram coisas bem interessantes fora da ilha, porque não agora?
Uma pergunta: porque é que Fringe dá à terça e Lost dá à quarta, mas mesmo assim a review de Lost aparece sempre primeiro? Só por curiosidade.
Acho que isso é claro. Lost está numa posição superior na lista de prioridades. Na dele e na de (quase) todos (penso eu).
Foi um grande episódio este. Mais um.
Basicamente, é o que o Maciel disse.
Para ver Lost eu deito-me às 4 e tal da manhã quando me tenho de levantar às 8. Ou levanto-me mais cedo. Ou acordo a meio da noite.
Para ver o Fringe, que por acaso até já vi, posso deixar passar uma semana (ou mais) antes de pegar num episódio.
E para escrever, é o mesmo. Custa-me mais a escrever 10 linhas de Fringe do 100 de Lost. É assim, o vício. :rayban:
Bem, passados estes 4 episódios acho que estamos perante o melhor arranque de todas as temporadas, ou o melhor bloco de episódios seguidos. Sempre com um ritmo alucinante, bons desenvolvimentos na história e personagens cada vez mais cativantes.
Pensei mesmo que um episódio sobre o Aaron e a Kate ia ser um serão mais calminho. Acontece que eu estava muito enganadinho. A acção cá fora animou e os saltos na ilha continuam a ser fantásticos, relembrando o passado e introduzindo novos elementos.
Também me quer parecer que os que estão na ilha vão se encontrar com os restantes quando estiverem exactamente no mesmo tempo. O meio de regresso vai ser quase de certeza a Ajiira Airways (a teoria de que os da canoa são os Oceanica 6 é muito boa). Agora, se Locke vai rodar a roda de novo e é através disso que ele sai será que isso não piora ainda mais a vida de quem está na ilha?
No final da temporada passada fiquei com a ideia de que rodar a roda deveria ser algo feito excepcionalmente (aliás, o facto do Ben ter de quebrar uma película de gelo sugere que há muito tempo que ninguém ia lá abaixo). E agora, percebe-se porquê. Por isso, não sei se ele irá rodar aquilo outra vez, ou melhor, se a ilha, o Jacob ou os Outros o deixarão. Mas também não estou a ver de que outra forma ele conseguirá sair. O Richard disse que ele tinha de morrer… Talvez haja outra forma alternativa de sair, que implique algo semelhante a morrer.
Também reparei nisso do bote, e no tipo de lanterna que usaram.
E no carro da Kate, usam sempre o mesmo modelo (volvo s40), mas geraçãoes diferentes! :furious:
Achei o episodio um pouquito de nada abaixo dos outros. Pelo menos, achei que podiam ter dado mais dinamica a quem está fora da ilha. E aquela cena dos franceses pareceremm demasiado modernos ficou-me aqui atravessado..
Após este episódio começo a ficar com algumas certezas ( que de nada valem, porque a qualquer momento pode já nao fazer sentido nenhum ), como por exemplo aquelas vozes serem eles a viajar no tempo. E também o facto de haver sempre uma mulher grávida nos grupos que naufragam e vão parar à ilha estar relacionado com a impossibilidade de ter filhos na propria. Bem, parece também que a ilha gosta de rever os seus velhos amigos. Isto porque, ao que parece o Miles, Faraday e Charlotte já lá estiveram e agora voltaram, os oceanic 6 para lá caminham..E também já agora porque é que o Faraday não sangra do nariz já que anda nestas andanças à mais tempo que os outros.
Essa da ilha querer mulheres grávidas é bastante interessante. :cool7:
Quanto ao Faraday, eu acho que ele ainda não tinha estado na ilha. Tal como já tinha tido oportunidade de referir, a cena inicial da temporada parece-me mais uma peça de algo que ainda vamos ver no decorrer da temporada. Um momento em que ele saltou no tempo. E não ele ser daquele período de tempo, dos dias da Dharma, e de alguma forma ter viajado para o presente.
E não se esqueçam que o Faraday tem o Desmond como a sua âncora, algo que o poderá ajudar a não sofrer as consequências das viagens no tempo.
É isso mesmo, LOST está com um ritmo brutal.
Estou com curiosidade em saber como é q os Oceanic 6 e os Losties se vão encontrar mas concerteza q LOST não nos irá defraudar nesse aspecto.
Acho q estão a conseguir ligar os episódios e as histórias todas muito bem. Está muito bom este arranque de temporada.
“Em 1988 já haveria daquele tipo de botes de salvamento?” – É pá, fizeste-me sentir velho. Em 88 já não estavamos na idade da pedra. Os autores de LOST têm sido meticulosos em coisas de meros pormenores, duvido q fossem falhar em algo tão óbvio.
Olha que vinte anos é muito tempo. Se fores ver quantas coisas são tão comuns hoje em dia, mas que há meia dúzia de anos não existiam (ou não estavam acessíveis a qualquer um), encontras uma porção delas que até achas quase inacreditável. Eu na altura tinha sete anos. Não posso dizer que os botes não existiam. E também sei que as pessoas que fazem a série têm muita atenção a (quase) todos os pormenores, mas aquela cena não me deu a sensação de que estava perante de pessoas que viviam há 20 anos atrás.
Ótima review, deu até prazer de ler.
Eu não vou mentir e dizer que ficarei feliz se a diferença de três anos for esquecida, acho que esse espaço de tempo teria muita história pra contar e amadureceria a temporada, levando Lost a um novo nível e o que ocorreu nesses três anos pode ser tranquilamente contado até um final, seja como um episódio The Others 48 Days ou durante toda a sexta temporada.
Pela promo do próximo episódio, acho que para a semana já se poderá saber mais alguma coisa acerca deste assunto da diferença dos três anos.
Boas
Dá para por aqui um link para a promo do próximo episódio?
abraço e continuação de boa troca de ideias
Obri ZB
(aqui não posso ver youtube, mas mais logo em casa vejo)
Acho que uma das razões para a Rosseau ser chanfrada dos carretos talvez seja a possibilidade de ela também fazer parte do pessoal que anda aos pulinhos de um tempo para o outro, parando a certa altura lá pelo meio… enquanto que os outros continuam (quando pararem a roda por exemplo), dando aí a possibilidade de o bote ser de um tempo mais recente e não de 1988.
Tal como Richard é sempre novo, a Rosseau envelhece em diferentes tempos dos saltos.
Dissuadir a Sun será fácil, o Ben esteve com o Locke, o Locke vai saber que o Jin está vivo, logo o Ben também o saberá e assim a Sun não o puderá matar porque ele é a “key”.
Melhor ainda será ver a Sun virar-se contra a Kate para eles irem para a ilha sem objecções!!! Porque se ela será implacável com Ben para que este sofra por ter morto o marido, provavelmente também o será para Kate por esta não a deixar ver o marido.
Seria uma chick fight épica, mesmo daquelas que a equipa de escritores até baberia para escrever (é difícil o Sawyer dar uma razão plausível para a Kate voltar, até porque se for por sentimentalismos, como já vimos a Kate o fazer, ela irá por o bébé em primeiro lugar, à frente do Jack e à frente do Sawyer).
Por último, só um pormenor, se o sahid e companhia continuam a ser perceguidos novamente por “assassínos” que não querem assassinar ninguém, cada vez mais é óbvio que serão comandados pelo Ben! O que demonstra um total desespero do Ben em levar os OC6 para a ilha, acordados ou a dormir, não interessa.
E o que aconteceu ao Locke pode muito bem ter sido o que tem acontecido aos que estão na ilha (os nose bleeds) só que no sentido inverso.
Ele como é “a ilha” começa a sangrar fora dela e não nela…
Será possível que Locke esteja vivo, anestesiado com algo parecido q Sayd esteve adormecido?
O que eu gosto mais depois de cada episódio de Lost é mesmo as teorias que se vão formando de vozes, grávidas e assim. É entretenimento suficiente para ocupar os dias até ao próximo episódio e esperar aos poucos a revelação de algumas duvidas.
Adorei o episódio, como é óbvio, e aquele olhar do Sawyer para a Kate matou-me um bocadinho por dentro lol
Por acaso é fantástico chegar aqui e ver cada um a debitar as suas teorias xD.
Só faltava mesmo telefonar para os estúdios da rtp e propor um prós e contras sobre lost :yyupii:
Bastante bom episódio, para já a 5ª temporada, está com grande qualidade, felizmente.
A cena em que vemos o Sawyer observar o parto da Claire com a ajuda da Kate, acho que explica os sussurros que ouvimos ao longo das quatro temporadas anteriores, que para mim não são mais do que eles próprios a falar, mas numa altura temporal diferente.
As canoas, penso que serão mesmo os Oceanic 6, e o estado do acampamento é um bocado “estranho”, algo se passou para que no futuro o acampamento apresente aquele estado.
Quanto à forma como o Locke irá abandonar a ilha, não acho que seja da mesma forma que o Ben o fez, até porque seria pouco misterioso, e essa palavra não combina com Lost.
Gostei da narrativa fora da ilha, para mim não foi aborrecida, o Ben continua extremamente bem e cada cena com ele presente tem outro impacto.
Não sei se te estavas a referir ao que eu escrevi no texto, mas quando falei em aborrecida estava a referir-me especificamente à relação Jack/Kate. É que falta muita química entre os dois e as suas cenas, quando são relativas ao amores, são algo chatas. Por exemplo, nas cenas com o Sawyer, isso já não se passa.
Já agora, isto não tem nada a ver com ser Jater ou Skater. Por mim, dispensava os triângulos amorosos, a não ser um que envolvesse o Smokie, o Jacob e o Vincent!
Quanto à questão do Jin estar vivinho da silva e a saltar no tempo: tenho a ideia que nos últimos eps da temporada anterior o cargueiro já tinha entrado na zona de influência da ilha. Pelo menos lembro-me de uma cena em que alguém (o piloto do helicóptero?) dava indicações ao piloto do cargueiro para manter determinado rumo e seguir em frente.
Assim sendo – embora não me parece que haja grandes hipóteses disso – podem existir mais sobreviventes a saltitar no espaço-tempo. Sim, tipo o Michael, mas o problema é que ele morreu mesmo a sério.
Mas isso levanta a questão de porque é que o helicóptero com os O6 (que estava ainda mais perto da ilha que o cargueiro) ficou para trás… Por estar no ar?
E falando no Michael, deram tanta importância à cena do Walt ser bué da especial… Ainda alguém acha que vão voltar a pegar nisso?
Como eu referi no texto, quando começa a temporada, na altura em que o Sawyer e a Juliet estão na praia desolados a olhar para o cargueiro a arder, e a ilha salta pela primeira vez, o cargueiro desaparece. Logo, não estava no raio de acção da ilha.
Quanto ao helicóptero, a explicação pode ser essa de estar no ar. O que for que envolva a ilha, se for como uma bolha teria um raio mais largo na base do que no topo. A explicação pode passar aí.
O Walt… Não vejo porque razão ele não voltaria à série. Aliás, nós até sabemos que o Jeremy Bentham visitou-o. Quem sabe se não era para tentar levá-lo de volta também?
Pois, não me lembrei do desaparecimento do fumo do cargueiro. Além disso a bomba a bordo estava a interferir com o sonar do cargueiro, deixando-o cego e fazendo com que fosse perigoso aproximarem-se mais da ilha.
Mas depois de andar a ver umas páginas na lostpedia, encontrei uma ideia muito interessante sobre o assunto:
Se partirmos do princípio que apenas os objectos e as pessoas que se encontrem em contacto com a água (dentro da tal zona de influência da ilha) fazem o salto, isso irá excluir o helicóptero e o fumo largado pela explosão. Então, o que resta do cargueiro e dos sobreviventes também viajaram no tempo. Uma ideia nada má, não?
Também já não me lembrava da cena em que o Walt visita o Hurley no manicómio:
Walt asks why nobody came to visit him after their rescue. Hurley apologizes, but Walt adds that one person did come to see him: Jeremy Bentham. Walt asks why the Oceanic Six are all lying. Hurley whispers that they are lying to protect the people that remained on the Island. “Like my dad?” asks Walt. “Like your dad, yeah,” replies a visibly nervous Hurley.
Será que o Michael sobrevive, reencontra os sobreviventes na ilha e o Locke diz mais tarde ao Walt que o papá está vivo?
:nowa:
excelente episodio como ja vem sendo habito nesta season..
gostei do aparecimento da “nova” Danielle, se bem como ja referido, que a certa altura foi previsível, e o grupo tambem me pareceu ter hit-tech a mais..
tal como tambem não era novidade que o Jin iria aparecer..
aqui eu acho que simplesmente ele foi projectado aquando da explosão, e assim conseguiu ir longe o suficiente para entrar no raio de alcance da ilha..e aqui entra o o trunfo que o Ben vai usar para levar a Sun de volta
adorei o nascimento do Aaron, muito boa cena, ate ia ficando com pena do Sawyer..
tgostei da teoria de que os ocupantes da outra canoa sejão os O6, mas se assim for porque razão estavam eles a disparar, e por pontaria estavam naquele exacto local..
por falara em pontaria, gostei do facto da kate ter “brincado” com as coincidências, mas já não gostei assim tanto que ele fosse o advgado de tanta gente..
isto leva-me a referir que o que mais gostei foi toda a acção passada fora da ilha, criou um bom clima de tensão, com o Ben sempre à frente nas jogadas, estão assim quase reunidas as condições para eles voltarem..
“Thank you Lord!…
I take that back!!!!”
ROTFL
Sawyer cracks me up!
Olha o Jin! E a Rousseau!
É pá, perdoem-me, mas a Kate é um atraso de vida do caraças. Ela e o Jack bem que podiam ir dar uma curva! :S
É que na ilha passaram horas ou poucos dias depois dela ter sido movida. E no exterior passaram três anos.
O Daniel deu pela diferença temporal mal chegou à ilha. Foi uma das coisas que sempre me deixou intrigada.
Ben e Dan Norton.Vou ter de discordar aqui. Já estou a ficar farta deste Ben que sabe sempre mais do que todos os outros e muda de lado (ou finge) a cada epiódio. 4 temporadas disto já chega ou não?
Bad-ass Sun. Weeeeee
Já estou a ficar farta deste Ben que sabe sempre mais do que todos os outros e muda de lado (ou finge) a cada epiódio. 4 temporadas disto já chega ou não?
LOL. Se já estás farta, então olha, ainda vais ter muito que penar. O Ben é um dos meus personagens favoritos por isso mesmo, pela enorme ambiguidade das suas acções e por nunca sabermos que trunfo vai ele tirar da manga a seguir. E se ele de repente mudasse é que seria algo bastante estranho.
Além de que ele é o personagem que mais próximo temos tido para descobrirmos os segredos da ilha (o Richard, que será a principal chave para os deslindar, aparece muito pouco até aqui).