[SPOILERS] “When dad took off. You didn’t owe us anything. You could’ve left, too. No responsibility, no debts. I know you never wanted a family. Why did you take care of us?”
Foi com enorme decepção que vi desfazerem o que tinham alcançado com o final do episódio anterior, onde o Pete (Tom Aldredge) escolhera a morte em vez de entregar às mãos do FBI a sua própria sobrinha. Era uma despedida da série para o personagem com honra. Mas não, tiveram de o colocar numa cama de hospital, basicamente, apenas para nos lançarem na dúvida se a Patty (Glenn Close) iria ou não matar o tio. Passaram o episódio em torno da infância dela, da importância que ele teve na sua vida, e numa aparente escolha dela entre matá-lo ou deixá-lo viver. Ele conta-lhe que está a ser pressionado pelo FBI, a própria Ellen (Rose Byrne) pressiona-a a tomar uma decisão e até no final há uma troca de cenas com chamadas de telemóveis a tentarem-nos elevar a dúvida se foi ou não a Patty que o mandou matar. Felizmente, não deixaram arrastar a dúvida e sabemos logo no momento que não foi ela que o mandou matar.
Metade do episódio pareceu pouco mais do que uma maneira de arrastar a história principal ainda mais, colocando a Patty perante um dilema em vez de avançarem com o caso judicial contra a UNR. O único desenvolvimento que o mesmo teve foi o Tom (Tate Donovan) ter conseguido convencer a prostituta de serviço constante ao Finn Garretty (Kevin Corrigan) – o tal homem que a UNR está a pagar para manipular o mercado energético de modo a que um grande fluxo de capital seja investido na empresa –, a passar-lhe informação. Isto para não falar no passo atrás que é o Frobisher (Ted Danson) desistir do processo. Mas, pronto, parece que agora já existem outros clientes que façam com que o processo continue em pé, por isso não faz mal. Vamos por o Frobisher atrás da Ellen outra vez e pronto.
Outra coisa que não deixa de ser engraçada é o facto de terem-nos dado uma overdose de Daniel Purcell (William Hurt) nos primeiros episódios e, agora, retiraram-nos o personagem a “cold turkey”. Nem sequer apareceu numa única cena neste último capítulo. Ou então, terem desenvolvido um pouco da personagem da Marcia Gay Harden durante um episódio e voltarem quase a deixá-la cair no esquecimento a partir daí.
Depois temos ainda o típico episódio de “Damages” dos últimos tempos. Sinceramente, não sei se foi por ter visto a primeira temporada de seguida e não me tenha apercebido tanto, ou se, simplesmente, a série está a ser conduzida de forma diferente (talvez seja uma boa altura para rever os episódios iniciais), mas todo este modelo de passar um episódio inteiro a passo de caracol e deixar para os últimos cinco minutos o conteúdo de interesse, começa a ser demasiado cansativo. Talvez seja melhor passar a ver sempre apenas o final.
E, por falar em final, assim chegamos ao que interessa. Sim, voltámos ao futuro e finalmente ficámos a saber quem é que a Ellen está a apontar uma arma desde o primeiro episódio: Patty. A mais óbvia das escolhas acaba por ser tão óbvia que talvez tenha despistado muita gente devido a sua obviedade. Claro que, a partir do momento em que sabemos que essa pessoa é a Patty, também sabemos que a Ellen não atirou contra ela ou, pelo menos, não a feriu mortalmente. E porquê? Porque quando a série foi renovada para uma segunda temporada, foi também renovada para uma terceira. Pronto. Aí está. Um mistério resolvido.

[starrater]






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Eu confesso que estou um pouco desiludida com o rumo de algumas coisas. O ritmo tanto é acelerado como depois esmorece um bocado. De qualquer maneira, continua a ser interessante ver como é que eles vão explicando algumas cenas que já vimos, não deixando claro, tudo respondido.
Fica o mistério na ida daquele detective, que ajuda o Arthur, ao quarto da Ellen.
Também não gosto muito que nos deem grandes doses de certas personagens e depois simplesmente desapareceram com elas, nos episodios seguintes.