Nip/Tuck: 5×22 – Giselle Blaylock and Legend Chandler (FX)

[SPOILERS] Se há coisa que eu não gosto é ser tomado por parvo. Acreditar nas pessoas, acenar com a cabeça que sim, levar as mudanças a sério e depois, assim de uma bochecha para a outra, ser presenteado com um valente estalo. É que mesmo no fim, “Nip/Tuck” passa-me a perna!

Troy (Julian McMahon) estava a morrer. Estava a morrer tanto que tantas foram as vezes que eu aplaudi esta escolha e acreditei cego na redenção final da personagem – às vezes sou tão tenrinho. Eu sabia que esta não era a última temporada mas não encontrei na história uma escapatória possível para o protagonista. Era um caminho sombrio e interessante que trouxe esperança para as dez pessoas que ainda seguiam a série. Até a ideia “Homem Demolidor” dele ser congelado em criogénio me parecia aceitável. Troy estava a morrer, já não está! E porquê? Estão preparados e sentados? Então não é que o oncologista trocou as análises do protagonista com as de outra pobre senhora e afinal ele está são que nem um pêro!

A sério, já nem a Globo usa esta desculpa nas telenovelas! Tenham dó de nós! Não havia nada menos original para salvar o homem? Assim não dá e se, só por si, o telefonema já foi mau, é com ele que termina a temporada. Fechamos com um Troy afinal saudável e afinal casado com Liz (Roma Maffia). Lá vai ele despachar a pobre coitada e voltar para as suas trinta ninfas por episódio. Não, não e não!

A juntar a esta parvoíce tivemos a súbita revelação de que Teddy (Katee Sackhoff) tem duas identidades e trabalha também em Las Vegas como anestesista, noutro consultório, com outro namorado. Médico este que ela mata no final (???). Tudo o que a personagem tinha conseguido até aqui foi destruído neste twist sem pés nem cabeça, inserido apenas para tentar animar um final sem graça.

A única coisa minimamente interessante foi o caso semanal: um casal de vampiros modernos que querem fechar para sempre as marcas do prazer. As dentadas acabaram e é altura de não brincar mais com as suas vidas. Claro que eles não aprendem a lição e no final são apanhados a beber sangue às escondidas na clínica. Entram malucos, saem malucos. O mais engraçado de tudo isto foi ver o actor Graham Shiels voltar a pele de vampiro, depois de o ter feito em “True Blood”. Piscadela de olho interessante para quem segue as duas histórias.

Chegámos ao fim da quinta temporada e tristes perguntamos: o que trouxe esta segunda parte? Absolutamente nada. As personagens e conceitos que realmente estavam a reconstruir a série foram para o lixo. Resta a sombra de algo que em tempos foi um dos meus devaneios favoritos. Já nada me prende aqui e esta é uma despedida definitiva. Adeus “Nip/Tuck”, e até nunca mais.

[starrater]

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5 Respostas para “Nip/Tuck: 5×22 – Giselle Blaylock and Legend Chandler (FX)” Subscribe

  1. carolinafs 06/03/2009 às 19:56 #

    Quando este diagnóstico apareceu eu pensei logo que se tinham enganado com as amostras. Depois, claro, com o desenvolver da história lá aceitei a morte de Troy como uma volta interessante ao panorama habitual. Mas não, tinham de arruinar tudo! E ainda conseguiram estragar a história de Teddy! Por favor, a minha paciência acabou, não pego mais nisto.

    Fora isso, também achei piada terem escolhido o actor de True Blood!

  2. Paulo Ferreira 06/03/2009 às 20:13 #

    É toda uma temporada para apagar da memória.

    A história da Teddy foi muito mal contada, não se percebem motivos, não se percebe nada do que andou ali a fazer. Mas que raio é o objectivo dela?

    A Julia que já foi uma personagem fantástica foi tornada numa parvinha ali a rondar. As personagens secundárias foram deitadas ao lixo, ao menos davam-lhe um final digno e não andarem por ali a arrastarem-se como aconteceu.

    Nunca achei que o Christian fosse morrer, mas a forma como resolveram a história no último minuto só para fazer um razoável twist foi tomar todos por parvos realmente.

    Dito isto vou continuar a seguir, sempre foi série do meu Top 5, é a única onde fico parvo com certas coisas que nenhuma outra faz apesar de muita delas saírem terrivelmente mal, assuntos como o da creogenia e todo o seu design e boa execução estética da cena além de boas sequências de cenas com perfeita simbiose entre imagem e música que tivemos neste episódio com a Teddy apesar de ficar a sensação de banhada a perguntar para nós mesmos “Mas que raio é isto?” e uma banda sonora fabulosa.

    Tenho que ter a fé que melhore bastante e também não vou largar a 20 episódios do final. Nip/Tuck é sem dúvida único.

  3. Ramos 08/03/2009 às 21:43 #

    Bem… acho que este episódio não merecia uma nota tão baixa, foi melhor que alguns desta 2ª parte da 5ª temporada, talvez não tão forte quanto seria de esperar para um final de temporada mas enfim…

    Gostei bastante de ver a Kimber de volta e da troca ácida de palavras que ela teve com a Liz e de como ela continua a achar que consegue esconder a sua dependência e ambição pelo Christian sob a máscara do amor. A Liz esteve à altura.

    Os pacientes da semana, bem, mais uns cromos para a caderneta. Não sei porquê mas nesta temporada as “pessoas” foram substituídas por estas personagens esquisitas, pouco ou nada desenvolvidas, que nada acrescentam à série ou à vida dos Drs. (Candy Richards, Manny Skerrit, Gene Shelly, August Walden, Ronnie Chase, Raj… mereciam todos uma borracha passada por cima…)

    Espero sinceramente que a história da Eden não termine assim. Seria absurdo se não descobrisse que foi ela a responsável pelo que aconteceu á Julia, e espero que a morte da Olivia não tenha servido somente para tapar essa lacuna.

    O Matt é uma personagem que já exige um rumo, anda ali a passear-se, não estuda nem trabalha, diz que quer ser actor e não passa do mesmo, se era para andar assim aos trambolhões mais vale regressar para Miami ou ir para Nova Iorque ter com a mãe e a irmã.

    A Julia, enfim, que miséria, uma personagem quem já foi tão importante quanto o Sean ou o Christian nos tempos aureos da série agora é arrumada para Nova Iorque e aperece só num episódio. É uma personagem com imenso potencial e uma actriz fantástica que simplesmente estão a ser desperdiçadas em detrimento de balelas.

    A Tedy, bem foi uma surpresa. Para psicopata a Colleen fez um excelente trabalho – foi até uma participação demasiado curta – não vejo de que adianta trazer outra.

    Espero que não voltem a repetir a estupidez de colocar a vida de um dos protagonistas num limbo… Não sei porque é que havia quem achasse que o Sean (na 1ª parte) ou o Christian (na 2ª) poderiam mesmo morrer. O episódio da 4ª temporada CONOR McNAMARA, 2026 deixou bastante explicito que o Sean, a Julia, o Christian, a Annie e o Matt estarão todos vivos. E arruinou qualquer hipotese que criar suspense quando a vida de um deles é (ou será) colocada em risco. Todos sobreviverão pelo menos até 2026. Aquele episódio pareceu bastante original na altura, mas reduziu drasticamente o raio de acção dos escritores. Não percebo porque é que eles continuam a achar que as pessoas receiam que um dos Drs morra, quando, por uma questão de coenrencia com o referido episódio, nenhum morrerá. Agora a Liz ou a Kimber, que não aparecem nesse episódio, poderão sim morrer, mas acho pouco provavel.

    Resumidamente, a história do cancro ou das facadas nunca me iludiu.

    Esta 5ª temporada ficou áquem das primeiras 4. Hollywood não fez bem aos escritores nem à história por eles criada. No entanto não tenciono abandonar uma série tão boa apenas porque esta última temporada foi mais fraquinha – apesar de também ter tido alguns bons momentos.
    Espero que a 6ª temporada traga de volta as personagens bem construídas, os dramas da vida real, a Júlia, uma história bem definida com mais incertezas e dúvidas que nos deixem ansiosos pelo próximo episódio (algo que esta temporada não conseguiu fazer)!

    Até 2010 ainda faltan alguns meses :crying1: , espero que Ryan Murphy e a sua equipa não desiludam e encerrem a série com chave de ouro!

  4. daniel 06/08/2009 às 17:47 #

    to precisando o link dos episodios 17, 18,19 e 22 da 5 temporada…

    • ZB 06/08/2009 às 18:02 #

      Aqui não há trocas de informação sobre links.

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