Heroes: 3×22 – Turn and Face the Strange (NBC)

[SPOILERS] Vingança. É este o foco do mais recente episódio de “Heroes”. E como a vingança é um prato que se serve frio, não é de surpreender que “Turn and Face the Strange” seja um episódio algo morno. Mas, ainda assim, qual o episódio desta terceira temporada de “Heroes”, sem ser o “Cold Snap”, que não seja facilmente caracterizado como “morno”?

Tivemos então o episódio centrado no desejo de vingança de Matt Parkman (Greg Grunberg) sobre Danko (Zeljko Ivanek), pela morte da Daphne, e na ideia do Sylar (Zachary Quinto) em utilizar o seu novo poder metamórfico para fazer a vida negra ao Bennet (Jack Coleman). Se a segunda triunfou sobretudo por ter tido umas cenas bem fortes entre o Bennet e a mulher (Ashley Crow) – além de ter servido como forma de conduzir o Bennet ao encontro da Claire (Hayden Panettiere) e dos restantes membros da família Petrelli, acabando de vez com a farsa de que estava do lado do Danko –, a primeira história, a da vida alternativa do Danko, além de ter sido algo demasiado visto (c-l-i-c-h-é), não teve mais que o propósito do Hiro (Masi Oka) cumprir o seu destino e salvar finalmente o Matt Parkman (apesar deste já ser o segundo, visto que também salvou o filho dele), numa daquelas cenas totalmente c-l-i-c-h-é quando o japonês aparece mesmo na altura certa, quando o Danko se preparava para matar o Matt, só faltando a bala ter ficado a um milímetro da sua testa para ser ainda mais c-l-i-c-h-é (não me perguntem o porquê de hoje estar a separar a palavra letra a letra, pois não há qualquer explicação racional).

A parte mais inútil do episódio foi, sem qualquer dúvida, terem tornado o trio Hiro, Ando (James Kyson Lee) e Matt Parkman Jr. (Quin Baron) numa espécie de “Três Homens e Um Bebé”, mas com um elemento a menos. Desde a primeira vez que esta storyline foi introduzida que sempre temi que o caminho escolhido fosse este, mas as primeiras desventuras em torno do bebé até me deram alguma esperança em ver algo que envolvesse a dupla japonesa e que realmente tivesse piada. Infelizmente, neste episódio as coisas descambaram por completo, e até colocaram um texano com descendência asiática à mistura (e nesse momento tornou-se mesmo no “Três Homens e Um Bebé”). É incrível que haja quem ainda ache que tornar esta dupla o comic relief da série é algo acertado quando é bem visível que os risos que estes personagens proporcionam são, há muito, nada mais do que risadas de simples desdém.

No final, temos um novo mistério que a série decidiu levantar agora a poucos episódios do fim. E tudo está relacionado com algo que se passou em 1961, num sítio chamado “Coyote Sands”. O problema é quando a Angela (Cristine Rose) diz que foi “ali que tudo começou” e me deixa a pensar que raio vai a série inventar desta vez e se não irá entrar em contradição com tudo o que já vimos no passado. É que já foram feitas não sei quantas histórias relacionadas com a origem dos “heróis”. Espero mesmo que saia daqui algo de positivo para a série e não mais um daqueles enleios resultantes de má gestão da história. Fuller, do not disappoint me!

[starrater]

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13 Respostas para “Heroes: 3×22 – Turn and Face the Strange (NBC)” Subscribe

  1. cristiano 08/04/2009 às 22:21 #

    Foi um bom episódio, um payback do Sylar ao Bennet(até bem dado), e claro, concordo que a parte do Hiro, Ando e o bebé foram uma espécie de pausa no episódio e acabam por ser secantes, claro que a cara do Ando até foi engraçada mas não vamos andar lá com o antes e o depois disso, enfim! Quanto ao Hiro parece que tem o poder, mas só parte dele, vamos lá ver se o recupera totalmente, assim como gostava que desenvolvessem mais este Peter que está muito longe do Peter interventivo que conhecemos, está muito limitado!

    Quanto ao que foi o final do episódio, enfim, podia ter dado mais informação, mas foi aquele final de nós ficarmos em suspense até ao próximo episódio.
    Sim, que o Fuller não nos desaponte :)

  2. Ricardo 08/04/2009 às 22:33 #

    A palavra mais indicada para descrever este episódio é seca.

  3. carolinafs 09/04/2009 às 00:30 #

    1 – O Matt Parkman não sabia que tinha um bebé?! Escapou-me aqui qualquer coisa…

    2 – Qual é a necessidade de estarem ali a desenterrar corpos? Não era muito mais fácil explicarem logo o que se passou? Eu voto num campo de concentração onde faziam experiências com as pessoas, ao género do que se passou com o Wolverine.

    • Ricardo 09/04/2009 às 00:45 #

      1 – Não. Esqueceu-se. Até eu já me tinha esquecido que ele tinha um filho na primeira temporada.

      2 – A Angela prefere mostrar a contar. Para além disso, a família já não tem uma luta há muito tempo e precisa de se pôr em forma.

      • carolinafs 09/04/2009 às 00:52 #

        Lol, ups, esqueci-me que tinha um filho. Isso é conveniente quando se tem de pagar a pensão de alimentos do miúdo…

    • ZB 09/04/2009 às 09:01 #

      Realmente, pareceu-me estranho ele não saber que tinha um filho na altura, mas não fiz mais caso disso, muito menos para ter o trabalho de ir procurar essa info… Mas agora que penso melhor no assunto, não há uma cena qualquer em que ele lê os pensamentos da mulher descobrindo que ela está grávida? Ou estou a inventar algo que nunca aconteceu?

      • musicslave 09/04/2009 às 11:32 #

        exactamente, ele leu-lhe os pensamentos de que ela estava gravida…

        quanto ao episódio, foi um pouco secante, muito por culpa de trio de bebés.. que so teve algum interesse quando o Hiro salva o Matt..
        o texano foi deveras irritante :machinegun:

        gostei da historia da reunião da família, e gostei que a Angela não contasse o que se passou, assim talvez fosse dado tudo muito rapidamente..
        aqui gostava de saber como raio é que a Angela falou com o Peter, não me lembro, este que deveria nesta altura ter um papel mais importante..

        o problema das asneiras cometidas anteriormente é visivel com o que se passa agora com o Matt, porque quando a Daphne supostamente tinha morrido, ele pouco se tinha importado com isso, agora, é que ele realmente se importa e que vingança, isto deveríamos ter visto à uns episódios atrás..

        apesar de tudo a serie conseguiu sair um pouco do buraco onde se estava a meter..

      • syrin 22/05/2009 às 14:33 #

        Ele sabia que a mulher estava grávida, mas penso que depois descobriu que o bebé não era dele ou qualquer coisa assim. Parece que afinal estávamos todos enganados… :s

        • musicslave 22/05/2009 às 14:37 #

          mas o bebé não era dele??
          já não entendo nada disto..

  4. PUTA_FINA 10/04/2009 às 03:08 #

    Ora, lá por Matt Parkman saber que tinha um filho não significa que possa ficar intigrado ao ver o bebé, pois há muitos bebés no mundo e que eu saiba o poder dele é de ler a mente e não de processar análise de DNA à primeira vista.
    O problema mesmo acho eu é estarem a dizer que em Coyote Sands ou lá como se chama o local é que tudo começou, pois põe-se a pergunta: e o gajo so segundo episódio que Hiro conheceu no japão há 400 anos atrás e que depois tentou soltar o vírus no segundo volume, não me lembro do nome dele, ah, Adam Qualquer-Coisa? Esse é bem anterior que qualquer experimentação do governo americano.
    Eu gostei da forma como foderam o Bennett. E me irrita que Hiro tenha sabido onde é que foi o Parkmann quando nem o Parkmann sabia onde é que vivia o Danko.
    Enfim, vamos deixar o absurdo e esperar que a Angela mande os filhos desenterrar um baú com um pérola mágica que vá resolver todos os problemas, visto que não acredito que um livro de história consegue resolver o problema da crise mundial e do efeito de estufa.

  5. syrin 22/05/2009 às 14:32 #

    Bom, a história do Ando e do hiro com o bebé foi mesmo má, não me cativou nada e só serviu para dar uns grandes bocejos. Mas pior ainda foi a resolução da vingança do Parkman, não só por ser demasiado cliché, mas porque já se sabia que ele nunca iria conseguir levar aquilo até ao fim. Pena, porque eu gosto do evil!Parkman do primeiro futuro alternativo (ou seria o segundo? Já lhes perdi a conta)

    A Mamã Bennet anda com umas cenas poderosas, muito bem feito. E as metamorfoses do Sylar também estão bem feitas.

    E continuo a gostar da mamã Petrelli, embora me pareça que o episódio seguinte não vá dar em nada…

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