[SPOILERS] No vídeo promocional dizia-se a letras gordas e com música dramática: “Every season an episode comes along that is beyond words” e rematavam com “This is that episode”. Esperava-se uma bomba. Saiu-nos um estalinho de carnaval.
Então o que se passa é o seguinte: o Meat Loaf está doente, acamado, quase a morrer. A sua mulher, a seu lado, deita as antecipadas lágrimas da saudade. Até ao momento em que algo acontece e ela adoece. Também. O que, miraculosamente, dá forças ao moribundo marido. Entretanto no consultório, a equipa está desfalcada, falta Kutner (Kal Penn). Onde é que ele está? Ninguém sabe mas o casal Forteen trata de descobrir. Entram em casa do jovem indiano e descobrem o seu corpo inanimado no chão. Kutner matou-se com uma pistola. De volta ao hospital todos parecem tristes mas continuam intrigados…STOP E REWIND, o Kutner suicidou-se?! Sim. Assim?! Sim. Não aparece mais?! Não.
Ao que parece era este o grande acontecimento da temporada e se assim for a palavra é mesmo só uma: desilusão. Por mais reviravoltas que a narrativa dê por causa disto, esta “surpresa” não me parece ter a força suficiente para desencadear o que quer que seja. Parece-me uma frouxa plataforma para um final que se avizinha morno.
Voltando ao episódio, o facto de nos oferecerem a morte logo ao início transformou quase todo o tempo de antena numa busca impossível por respostas. É verdade que veio um pouco do nada e que ficámos com o sabor da martelada – ainda por cima quando não mostram o actor e só umas pernas, chiça será que não tinham dinheiro para lhe pagar mais uns minutos? – mas o suicídio é assim mesmo e como abordagem ao tema este episódio é um tiro em cheio. Ninguém – nem os protagonistas, nem os produtores, nem nós – sabia alguma coisa a respeito deste médico, apesar da convivência diária, das palavras e dos sorrisos. É esta a tragédia do suicídio, a imprevisibilidade e a posterior sensação de culpa. Foi um bom ensaio sobre esta tragédia mas ficou-se por aí.
Não passou de um folheto preventivo porque Kutner não criou o seu espaço, não criou laços connosco e por isso não vai fazer falta. É um acontecimento que não nos marca nem choca, deixa-nos assim, intrigados mas não emocionados. Reflexo de que esta personagem foi um tiro ao lado e que este foi o modo mais acertado de a mandar embora. Sim, o actor foi trabalhar para a Casa Branca, mas mesmo que não fosse, acho que já tinha os dias contados.
Sem grandes apertos no coração, ficamos então com o caso da semana que existiu apenas porque tinha de ser. Não houve qualquer analogia ao passado ou patologia dos doentes, não houve sequer uma tentativa de fazer a ponte entre esta doença e o suicídio. Estava lá, passou a correr e a paciente morreu sem darmos por ela.
O casal Forteen dá as mãos, Taub (Peter Jacobson) perde-se em lágrimas, House (Hugh Laurie) senta-se incrédulo. E nós que fazemos agora?

















April 7th, 2009 at 18:54
Lá tivemos então o tão badalado episódio do suicídio. Antes de mais, devo dizer que não sabia concretamente quem era, mas sabia que iria haver um suicídio, e apanhei uma foto que me faziam excluir duas pessoas (Foreman e a Thirteen) e um vídeo de uma partida de 1 de Abril da Fox nos bastidores da série, que me fizeram excluir outra (Taub). E tinha quase a certeza que eles não se atreveriam a mandar embora o Wilson ou a Cuddy. Caso o fizessem, seria a desculpa ideal para deixar de ver a série. Já a Cameron e o Chase, como já tinha lido que havia um plano para que os dois tivessem mais protagonismo na série, também estavam, à partida, excluídos. Restava uma possibilidade, o Kutner, nem que fosse porque era o personagem menos desenvolvido dos três novos e realmente nunca teve muito para fazer. Por isso, não me admirava que os produtores da série se quisessem despachar dele, simplesmente porque não saberiam o que fazer com ele. Pensava eu. Mas estava enganado. Para meu espanto, nesta entrevista, o actor revela que foi ele que pediu para sair da série porque vai trabalhar para a Casa Branca (ele já tinha estado envolvido com a candidatura do Obama e isso possibilitou este novo emprego).
Em relação ao episódio em si… Não é que não tenha desgostado muito, pois até achei razoável. Apenas não me pareceu tão “out of the box” como poderia ser. Pareceu-me “mais do mesmo” com um suicídio à mistura.
O facto de ser o Kutner a suicidar-se funciona muito bem para toda a história do “mas porquê?”. Ele era o único a quem não conhecíamos razões para tal acto e isso acaba a jogar muito bem com o facto de ninguém estar à espera (o que acontece muitas vezes nos casos reais), tanto personagens como espectadores.
Até o caso da semana era interessante, mas colocar o mesmo em simultâneo com o tentar descobrir o porquê do Kutner se suicidar não conjugou nada bem. Pareceu apenas uma desculpa para o Taub ter algo para fazer enquanto fingia não querer saber da morte do amigo.
Depois, algo que me tem deixado bastante desagradado em relação a esta série nos últimos tempos, que é o facto do House passar os limites do razoável com uma facilidade imensa. O House era uma personagem que eu gostava pelas suas tiradas sarcásticas, mas, esta temporada, por mais de uma ocasião, esse sarcasmo atingiu uma proporção em que deixou de ter piada e passou a ser simplesmente desagradável. Se dantes ele era um otário com piada, agora é simplesmente otário. E eu não gosto de otários em lado nenhum, seja na realidade ou na ficção.
Para finalizar, até vou implicar com a escolha da música para a montagem final… Podiam ter arranjado algo que apelasse mais ao sentimento que as imagens impunham…
E, para o final mesmo “fim”, deixo o site que a Fox construiu de memória ao personagem (lol), onde existe um obituário com mais informação sobre o personagem do que alguma vez a série nos deu… O mais engraçado disto é que, no episódio, o Foreman, quando telefona ao 112, diz que ele tem 28 anos. Aqui, dizem que ele tem 33… LOL
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April 7th, 2009 at 19:50
Concordo com muito do que disseste, achei o paciente feito pelo Meat Loaf com muito pouco interesse, e não sei se a postura do Wilson é exactamente a correcta ao longo de todo o episódio. Por muito que o inicio da temporada tenha demonstrado um afastamento entre os personagens, o facto de ele não querer “tomar conta” do House especificamente neste caso, pareceu-me demasiado frio e fora das caracteristicas a que o personagem nos tem habituado. A cena entre ele e a Cuddy, onde ela lhe pede que vá ter com ele é simplesmente arrepiante, no mau sentido, porque, por muito que eles tentem passar a imagem de que aqueles 2 personagens são os “pais” do House, a coisa não funciona lá muito bem quando o House está perto dos 50, e é duplamente mais inteligente que ambos. Nem toda a gente tem que se dar bem com os outros, e não há mal nenhum nisso.
Fiquei satisfeito por ter sido o actor a querer sair, e não o oposto, como costuma acontecer. E, não é qualquer um que abandona um cargo que deve ser com certeza muito bem pago (sobretudo pelos padrões portugueses), para ir atrás de ideais (especialmente entre a malta de Hollywood).
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April 7th, 2009 at 21:47
O episódio não foi mesmo nada de especial. Estava à espera de muito melhor. Mas mesmo muito melhor. Sem dúvida, esta é a pior temporada de House até agora.
Quanto ao “facto do House passar os limites do razoável com uma facilidade imensa”, concordo completamente contigo.
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April 7th, 2009 at 23:00
Tudo dito. Nada a acrescentar
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April 8th, 2009 at 1:27
Bom, eu não sabia que ia haver nada de especial neste episódio até apanhar hoje as reacções no Twitter. E claro, aí ficou tudo desvendado. Entre os tweets de “episódio especial do House”, “suicidio” e “Kal Penn junto de Obama”, não ficou muito para adivinhar, mas sinceramente isto surpreendeu-me. Assim?! O homem suicida-se assim? Um momento está lá, no próximo já não? Bah.
Enfim… olha, ao menos veio contradizer a minha teoria que, antes de morrerem, todas as personagens tinham o seu momento redentor. Este não teve. A não ser que contemos o facto de ter sido ele a “desvendar” o mistério no episódio anterior.
House… quem te viu e quem te vê. Obviamente a tentativa de igualarem o choque do final da temporada passada não funcionou assim mto bem.
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April 8th, 2009 at 1:31
Ah e o site em memória do Kutner? Lame!
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April 8th, 2009 at 2:09
O episodio não foi mau, mas talvez se espera-se mais um pouco…
A unica coisa que se torna altamente depressiva (além do tema em si), é o facto do episodio ser todo em tons de cinzento escuro…
Dispensava-se completamente o caso da semana, e aprofundava-se mais a historia principal. O vai e vira do Wilson ficar “enojado” com o House e depois já o compreender também ja cansa um pouco.
A série esta a precisar de descansar, acabar em grande para regressar em força. Continua a ser umas das minhas indespensaveis, mas precisa de umas ferias para ganhar folego…
Também consigo perceber quando dizes que ele agora é simplesmente mau, e não o zangão que era antes. Parece que quanto mais séria a situação, pior ele fica, lol! Não sei até que ponto isso não é planeado…Criar uma especie de “ponto de ebulição” da personagem. Planeando talvez o final da série, o momento em que tudo se rompe ou ele realmente muda de vez…
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April 8th, 2009 at 11:54
Eu como nunca vejo qualquer tipo de informação sobre os episódios, fiquei bastante surpreendido com este suicidio. Mesmo tendo apenas 2 min de antena, por episodio, da equipa que rodeia o House sempre foi a personagem por quem mais tive simpatia.
Quanto aos problemas da série, acho que já foram mais que debatidos noutros posts.
“O House era uma personagem que eu gostava pelas suas tiradas sarcásticas, mas, esta temporada, por mais de uma ocasião, esse sarcasmo atingiu uma proporção em que deixou de ter piada e passou a ser simplesmente desagradável.” Mas isto também me incomoda imenso..
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April 8th, 2009 at 19:22
O inicio do episódio, com a Thirteen a escorregar e depois a aparecer com sangue na cara foi para mim mais intenso do que tudo o resto. O funeral não teve grande impacto e a música não puxou nada o que acabou por não causar grande impacto. Esta acabou por ser uma morte que me foi algo “indiferente” porque nem sequer consegui estabelecer até aqui uma relação com a personagem. No fundo, um episódio que não conseguiu salvar a série do que tem sido um longo caminho descendente.
Acho que Kal Penn faz muito bem em trocar esta série por melhores futuros!
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April 9th, 2009 at 0:04
Eu tenho pena que o Kutner tenha saído da série, porque dos survivors, era o meu preferido, depois da Amber. Sim, não sabíamos nada dele mas, por outro lado, nesta altura do campeonato já sei tudo e mais alguma coisa sobre a 13 e não me sinto minimamente interessada na personagem.
Acho que o Kutner foi, como muito bem dizes, um tiro ao lado, e espero apenas que o actor consiga aquilo que pretende. Quanto à série… comparar este episódio com o “House’s Head”, ou mesmo com qualquer outro episódio da 4a temporada, devia ser proibido.
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April 12th, 2009 at 19:34
Qd vi a noticia q o “Kutner” ía trabalhar para o Obama rapidamente percebi q era ele q ía morrer dado q sabia q ía ocorrer uma morte.
Achei q foi um episódio banal tendo em conta o peso da questão: a morte de um deles.
A Amber morreu e tivemos dois episódios brutais. Podiam ter feito o mesmo com Kutner. Será falta de imaginação?
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May 13th, 2009 at 18:08
O casal Forteen dá as mãos, Taub (Peter Jacobson) perde-se em lágrimas, House (Hugh Laurie) senta-se incrédulo. E nós que fazemos agora?
house é ruim desde quando estreou, 3 temporadas repetitivas e idiotas ate q eles pensaram precisamos mudar algo(é eu acho q david shore pensa) colocoram 3 personagens toscos piores q os anteriores (pior que os anteriores??) sim eles conseguiram fazer isto e o pior é q os outros ainda continuaram no elenco personagens toscos(ate house)para uma serie tosca e se ha pessoas q ainda assistem é por causa do q ela ja fez(3 historias,sem motivo,cabeça de house)por q o resto em house realmente é o resto…
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