Ao ritmo de músicas que qualquer um facilmente reconhecerá, “Glee” agradará a toda a gente… que gosta de musicais. A nova série do criador de “Nip/Tuck”, Ryan Murphy”, tem cantorias alegres, excelentes coreografias e personagens com piada, mas o sentimento que fica é que mais valia terem dado microfones às “gossip girls” e tinham um resultado parecido poupando bastante dinheiro.
Independentemente de gostar ou não de cantorias (e, usualmente, não gosto) não preciso de comparar “Glee” ao “High School Musical” (que, aliás, nunca vi, logo não o poderia fazer) ou até ao “Sister Act 2: Back in the Habit” (“Do Cabaret para o Convento 2”, título português) para a criticar negativamente. E porquê? Porque a série tem clichés suficientes para dar e receber. Quem viu qualquer filme ou série – claro que há excepções, e lembro-me por exemplo de “Friday Night Lights” (série) onde as divisões sociológicas entre o corpo estudantil não são tão vincadas como na maioria dos produtos que abordam o tema – que tenha como cenário os corredores das escolas norte-americanas não terá dificuldades em reconhecer a de “Glee”.
O retrato feito da escola de “Glee” é igual a todos os outros retratos de escolas vindos do EUA. Há geeks, freaks, desportistas e cheerleaders. Há meninos populares e outros nem tanto. Há a cheerleader má (apesar da vertente religiosa ter sido uma boa surpresa) que namora com o quarterback e os jogadores de futebol americano que maltratam aqueles a quem não reconhecem valor (ou a quem vê “Anatomia de Grey” ao que parece). Há a estrela da equipa, o quarterback, que no seu íntimo sempre quis… cantar. Claro que para manter o estatuto que construiu ao longo dos anos ele terá de ser obrigado a juntar-se ao impopular glee club e, claro, que acaba por revelar ser pessoa integra o suficiente para mostrar aos outros que não tem vergonha de ser e fazer aquilo de que ele gosta, ou seja, cantar. E, claro, que o professor que decide pegar no clube é um antigo atleta que casou com uma cheerleader e cujo melhor momento na sua vida foi quando integrou um clube semelhante na altura em que era adolescente, criando-se o inevitável paralelismo entre professor/aluno.
Pelo menos, há que reconhecer a existência dum aspecto em que “Glee” é um triunfo sem quaisquer dúvidas: nas vozes. A diversidade vocal do elenco que compõem o grupo conjuga-se bastante bem – talvez até bem de mais para um primeiro episódio onde os elementos, aparentemente, estão a cantar juntos pela primeira vez (ainda que o glee club já existisse na escola previamente, nunca ficou esclarecido quem pertencia ao mesmo, excepto dois dos seus elementos) –, especialmente a dos dois jovens protagonistas e sobretudo a da Rachel (Lea Michele). Ainda assim, e mesmo que juntemos às boas vozes a divertida peculiaridade de algumas personagens (particularmente as que se encontram na sala de professores), será o suficiente para ter uma boa série?
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Mesmo com todos os estereótipos mais que badalados em tudo o que é filme ou série acho que Glee tem o potencial para se tornar uma boa série, se conseguir trazer um lado mais sarcástico ao de cima. Na parte das cantorias propriamente dita já se provou, especialmente em momentos como “Rehab” e “Don’t Stop Believing”.
Já vi o piloto e estava à espera de melhor. As cantorias foram fabulosas, mas o resto deixou um pouco a desejar.
Mais uma vez, a Jane Lynch faz um papelão.
Vou continuar porque acredito que esta série tem potencial.
Eu gostei da série e pretendo acompanhar se ela continuar neste estilo, não é uma série para levar a sério e é justamente por isso que eu gostei, uma série para desligar o cérebro e se divertir ouvindo.
Mas a série está longe de ser inovadora,Além da cópia a filmes, no ano passado uma série inglesa (Brithannia High)também teve jovens cantando na escola, mas num estilo diferente, já que a escola que eles estudavam era uma escola de artes, e músicas eram inseridas no meio das cenas para expressar o que os personagens estavam sentindo.
a escola que eles estudavam era uma escola de artes, e músicas eram inseridas no meio das cenas para expressar o que os personagens estavam sentindo.
Ah, ou seja… uma cópia de Fame.
Esta não é uma escola de artes. Se fosse, os “glee clubs” (porque existiram muito mais do que um) eram tratados com respeito. E as “meninas bem” corriam risco de não se conseguirem integrar.
Eles não cantam para expressar os sentimentos. Pelo menos, eu não vi nada disso no piloto…
Acho que não é uma série para se levar muito a sério e entrando no espiríto até que nos deixa bem dispostos ( e a cantarolar). Gostei muito de alguns mecanismos narrativos, com uma montagem dinâmica do avanço e do recuo. De resto acho que falta algum humor e sarcasmo. Vamos ver o que nos espera.
Claro está que depois de ouvir a música dos Journey tive de ir rever o final dos Sopranos
Jane Lynch rulez.
Tirando isso, não me convence. Tem cantorias a mais, clichés a mais, teenagers a mais.
O piloto convenceu-me e estou deserta para saber aonde esta série vai. Potencial tem mas vamos ver se o aproveita.