[SPOILERS] Agora que a decisão está tomada, agora que Ray (Thomas Jane) e Tanya (Jane Adams) estão mesmo decididos a seguir carreira como prostituto e chula, respectivamente, é altura de arranjar formas de estimular o crescimento do negócio (porque é que é tão fácil fazer trocadilhos com tudo o que envolva sexo?).
E, antes de mais, nada melhor do que criar uma espécie de empresa não legítima, mas com direito a logótipo e tudo: a “Hapiness Consultant” (ver site).
Lembrando-se de que uma das suas antigas colegas de trabalho (surpreendentemente, ou não, Tanya é poetisa nas horas livres, aspirante a chula, e ainda tem tempo para um trabalho normal, ou como é que pagaria as contas?), que se tornou uma profissional em “ir às compras” (ao que parece há mesmo uma profissão deste género e consiste em fazer compras para mulheres ricas), pode ser uma porta de entrada para um nicho de mercado importante para o seu novo negócio com Ray, Tanya decide procurá-la e apresentar-lhe o que pretende vender: sexo. Claro que, tal como uma boa profissional na sua área de “fazer compras”, para poder recomendar um qualquer produto às suas “patroas”, a amiga de Tanya, a sexy Lenore (Rebecca Creskoff), tem de experimentá-lo primeiro de modo a tirar as provas dos nove. E, assim, torna-se na primeira cliente a sério de Ray.
Houve dois motivos pelos quais este episódio não deu o que podia e devia: primeiro, foram apresentadas várias situações em que o potencial cómico era bastante e a dupla Dmitry Lipkin/Colette Burson desaproveitaram-no quase por completo, criando meios-sorrisos onde poderiam ter existido meias-gargalhadas; segundo, porque o mecanismo usado para o episódio, em nos manterem em suspenso sobre se a directora da escola teria descoberto que o Ray se andava a prostituir e se o iria despedir, não resultou.
Quer a Tanya a tentar ensinar ao Ray como ele deveria agir, como, posteriormente, o desconforto dele perante o primeiro encontro derivado da sua nova profissão eram óptimos catalisadores para a comédia, mas as situações acabaram por não conseguir criar a piada que poderiam ter criado, arrancando apenas um sorriso aqui e ali.
Já o colocarem o Ray perante uma hipótese de despedimento caiu por completo em “saco roto” porque o interesse vindo do episódio anterior era saber como aquele homem se adaptaria à nova profissão. Ninguém queria saber se ele seria despedido ou não. Se ele fosse despedido, era da maneira que tinha mais tempo livre para se prostituir. Além de que a resolução apresentada pareceu demasiado simplista.
E depois, à primeira vista completamente à margem da história principal, surge a ex-mulher de Ray, Jessica (Anne Heche), a tentar voltar a ganhar o amor dos filhos. Esta storyline pareceu algo deslocada, mas tem pertinência na medida em que soubemos que os miúdos querem voltar a viver com o pai. E o facto deles terem revelado essa intenção ao pai foi um impulso para que ele ganhasse ainda mais coragem para se prostituir, de forma a ganhar dinheiro para pagar as reparações da casa, de modo a que os filhos possam regressar à sua vida a tempo inteiro. E arranja-se uma justificação válida para as mudanças e os riscos a que este homem está disposto a sujeitar-se.

[starrater]






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Eu continuo a gostar desta série. Muito.
Eu gostei. Podia ter sido melhor? Claro. Mas foi mais que “satisfatório”. Foi engraçado. A primeira cliente é que parecia muito engraçada e acabou por se revelar sem graça.
É uma série que vou continuar a ver porque acho engraçada. Eu nunca fui muito com Californication e esta é uma boa alternativa.
Californication é muito mais hardcore que esta série..E teve um arranque muito mais sólido.
Sinceramente eu vi e não gostei. Não sei explicar, mas senti uma antipatia muito forte pelo personagem principal. Como não gosto dele, não gosto da série.
São opiniões. Eu gostei muito mais do arranque desta do que do de Californication. E senti muito mais dificuldades em apegar-me ao Hank moody do que ao Ray.
Isso é um pouco off-topic, mas aquela imagem da sidebar é um novo X Marca o Local por vir? E o prémio é aquela edição livro de The OC?
Oxalá que sim… já estou a participar (apesar de ter mais sorte com os d0s 100 comentários :rayban: )
Falámos disso aqui.
Está é uma série que ainda não me aliciou nada para a ver. Mas vou ver esta semana o 1º episódio e tirar alguam conclusão.
Off-topic: a série The Unit teve final decente?
Foi giro sim, mas nada do outro mundo. Acho que agora ainda estão mais a experimentar o que podem fazer com a série.
Nada de especial, mas tem material para melhorar e ser uma boa série.