[SPOILERS] Graças à maravilha que é a Internet, o primeiro episódio da quarta temporada de “Dexter” foi disponibilizado mais cedo do que o previsto (é do conhecimento público que, noutros anos, foram os próprios responsáveis da série que o fizeram). Aqui fica a crítica ao episódio, ainda feita por mim. E digo “ainda” porque, no futuro, a responsabilidade de comentar a série será do Miguel Ferreira.
É difícil levar uma vida normal quando aquilo que somos é tudo menos comum. E é esta luta que “Dexter” promete mostrar ao longo da sua quarta temporada.
Os primeiros minutos do episódio são, definitivamente, o seu melhor. Desde o “esta é a noite… que vou finalmente dormir alguma coisa”, passando pelo nosso primeiro testemunho do Trinity Killer (John Lithgow) em acção, e terminando com algumas cenas que nos lembram o genérico inicial adaptadas à nova vida de Dexter (Michael C. Hall), tudo parece prometer um episódio memorável. Ao longo do que resta, surgem novas imagens que nos ficam facilmente gravadas na memória: o trocar dos casos no tribunal; o descobrir daquele ringue de boxe abandonado que servirá como palco ao mais recente sacrifício que o Dark Passenger requer; o adormecer enquanto espera pela vítima e o ser acordado pela polícia do ABC; a primeira cena que revela o regresso de Lundy (Keith Carradine) através apenas da sua silhueta; o confessar da sua verdadeira natureza ao filho enquanto lhe dá o biberão; a LaGuerta (Lauren Vélez) e o Batista (David Zayas) sorridentes, lado a lado no elevador, e o surgir, de trás, sem estarmos à espera, do Masuka (C.S. Lee); o rodopio do carro quando Dexter adormece ao volante, deixando-nos na expectativa de que aquele vislumbre dum saco da farmácia signifique que ele já se teria livrado do corpo mutilado antes do desastre. Mesmo não sendo o melhor episódio da série, todos estes momentos representam um excelente arranque para uma temporada a que se pede que traga de volta o sentimento de completa satisfação gerado por cada capítulo da primeira e que afaste a perspectiva de interesse dúbio em relações previsivelmente sem saída (apesar do interesse do Dexter no Trinity Killer apontar de novo para aqui).
Mas se tudo o que envolve Dexter consegue sempre deixar-nos a desejar mais, o resto já é mais complicado. O maior problema desta série sempre foi uma dificuldade em manter o equilíbrio entre a principal storyline e as restantes. E este primeiro episódio da quarta temporada volta a evidenciar esse desequilíbrio.
O interessante:
A Deb (Jennifer Carpenter) que continua a investigar o passado do pai. Apesar de ainda não ter feito grandes progressos, mesmo já tendo passado uns quantos meses desde que ela começou a investigar a questão.
O mais ou menos:
O facto do Batista ter deixado de lado a sua relação com a Barbara, o que só prova o quão inútil foi essa mesma linha de argumento durante a temporada passada, e agora andar com a LaGuerta (lembram-se de, na crítica ao primeiro episódio da terceira temporada, eu ter referido que havia uma certa sensação no ar de que se estaria a criar um certo ambiente romântico entre estes dois?). Veremos que caminho será percorrido aqui. Para já, coloco-o no lado positivo da cerca, visto que as cenas entre eles até tiveram alguma piada.
O dispensável:
Bem, a Astor (Christina Robinson) está uma autêntica pirralha. Tudo bem que é próprio da idade, mas toda a conversa do iPod já chateava logo ao fim de 30 segundos.
O Quinn (Desmond Harrington) continuou na série, e até acho que pode ser uma boa aposta, mas toda a linha de argumento com a jornalista… Totalmente dispensável.
A Deb finalmente tem uma relação estável com o Anton (David Ramsey), até que chega o Lundy e estraga tudo. Definitivamente, prefiro uma Deb em conflito do que uma Deb estável, mas era mesmo necessário criar mais um triângulo amoroso? Parece que não há série que não os tenha por estes dias. Deve ser requisito obrigatório para quando se escreve uma série lá para aquelas bandas. Só pode.





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OK…. :cool7:
Eu ja saquei o episodio, mas ainda não vi, vou ver hoje à noite, estou ansioso! :electric:
Não li nada da cronica do episodio para manter a surpresa, mas pela nota ja vi que voltou com toda a sua imensa qualidade! :verycool:
Boa crónica, excpeto quando entra a opinião.
Fazer séries, como se sabe, nada tem a ver com filmes. por vezes temos uma linha para uma temporada apostando nas seguintes, mas há contratos que podem ser rescindidos, e por isso, tudo tem q voltar ao inicio.
Bem, adorei ! Acho que foi um excelente recomeço duma temporada que promete. O novo serial killer é incrivelmente creepy e acho interessante a forma como estão a jogar com esta nova vertente de Dexter (ele a cantar para adormecer o filho ao mesmo tempo que vê as imagens brutais das vitimas foi um momento genial). Estou ansiosa para o começo “oficial”.
Holy crap. :s
Acho que nunca me encolhi tanto a ver um assassinato numa série como neste episódio.
A introdução do John Lithgow à história foi… :whhhattt:
Simplesmente ADOREI!
Mas que episódio, mas que regresso em grande desta série.
Não tendo eu achado piada à terceira temporada, por falta de um vilão consistente, deparei-me logo nos primeiros minutos com aquele que será, possivelmente, o mais assustador de todos. A cena do ataque do Trinity Killer foi assustadora, mesmo assustadora. Acho que nunca me encolhi tanto ao ver um assassinato na TV como ao ver este.
John Lithgow FTW!!!
Já tinha saudades das asneiras da Debra. E das bocas foleiras do Masuka (blood bath. hehehe)
E o que dizer deste final então? Soberbo!
E hoje à noite há mais!
O mais interessante para mim foi mesmo a introdução do John Lithgow, concordo plenamente com a Syrin.
Este senhor é fenomenal e acho que nos vai brindar com um serial killer soberbo.
O trio amoroso pode não interessar a ninguém, mas gostei do regresso do Lundi a sua personagem é muito interessante como detective.
Será que o Quinn se vai tornar uma espécie de Doakes para o Dexter?
Visto hoje. E, primeira impressão a qualidade continua intacta. Foi bom ver o outro lado do nosso anti-herói. Homem de família, constantemente assaltado pelos seus demónios interiores, procurando no entanto manter-se à tona, desempenhando os diferentes papéis: profissional, pai e, claro, carrasco.
E o acidente que encerra o episódio foi brutal, pelo que deixa em suspenso. O que acontecerá de seguida, dado que o corpo desmembrado da mais recente vítima ía na bagageira do carro?
Já estou em pulgas para ver o 2º episódio…
Finalmente, comecei esta temporada. E começou muito bem. Devo admitir que este Trinity Killer agucçou-me a curiosidade.