Dollhouse: 2×01 – Vows (FOX)

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[SPOILERS] A série regressa surpreendentemente (face à sua audiência da temporada de estreia) para um segundo ano. Com este novo alento, com novas personagens e, principalmente, depois daqueles últimos episódios, esperava muito mais deste episódio. Esperava uma série já estabelecida e conhecedora do seu (melhor) rumo. Em vez disso, “Dollhouse” regressa com velhos problemas que, de tão evidentes que o são, tornam-se irritantes.
Se era com este episódio que Joss Whedon (ele que até o escreveu e o realizou) queria cativar novos espectadores, o tiro nem pela culatra lhe saiu. A arma emperrou no caso semanal, na sua lentidão, na sua simplicidade e na sua forma atabalhoada de resolução, não servindo (mais uma vez) como ligação da narrativa. Nem é preciso que ele desapareça. Baste que ele tenha mais a ver com a narrativa (e menos tempo de antena) para os episódios funcionarem muito melhor. O que não foi o caso deste, que amiúde foi bem desinteressante. E nem foi precisa uma viagem ao Japão feudal.

Jamie Bamber é o primeiro dos actores convidados, para esta temporada, a mostrar serviço. No papel de um traficante de armas (a preparar-se para enfrentar o altar e os votos para uma vida a dois) ele irá proporcionar-nos um interessante confronto (duplo, para quem tenha seguido “Battlestar Galactica”) com Paul (Tahmoh Penikett). Este irá ser o cliente desta semana, numa cada vez maior união de esforços entre Paul e a Dollhouse.

Echo (Eliza Dushku) será a parceira de Paul neste antigo caso do FBI e irá entregar-se de véu a ele (ao caso, entenda-se). É assim num ambiente angelical e familiar que começa o caso desta semana. Pelo dia-a-dia do casal ele continuará, até à “reviravolta” final. Por aqui, nada de novo. Os casos resolvem-se quase sempre da mesma forma. Vão engonhando, engonhando, engonhando e depois… começa a típica cena de acção (punhos cerrados na cara dos maus, pernas bem altas a pontapear tudo o que mexe…). Não que elas não sejam boas, mas acaba tudo por se precipitar num ápice. Parece que o caso é só a desculpa perfeita para ter uma cena de acção durante o episódio.

No restante do episódio foi tudo mais interessante (haverá quem duvide?):

  • Amy Acker mostra mais uma vez como se torna (através da sua interpretação) uma personagem ainda mais forte. À procura de quem verdadeiramente é, Whiskey está em conflito consigo própria e com quem a transformou em Dra. Saunders. Numa bem interessante sequência com Topher (Fran Kranz), seguida de uma diálogo ainda mais interessante, ela transporta a narrativa para patamares bem superiores na minha escala de interesse. As cenas dela com Boyd (Harry Lennix) foram mais um número bem conseguido neste Amy’s Show.
  • Boyd agora é responsável pela segurança da Dolllhouse, mas não consegue “desligar” de Echo. De qualquer forma, a agulha da sua bússola paternal (mas não só!) já está a apontar noutra direcção. Mas enquanto a regula, tem tempo para se preocupar com o senador Daniel. Este investiga a empresa Rossom e esperam-se desenvolvimentos desta história nos próximos episódios.
  • O final do episódio foi (como sempre) bem interessante. O bilhete de Whiskey e a “secreta” aliança entre Paul e Echo, profetizam o que aí vem. Mais uma à procura da sua verdadeira identidade. Que venha rápido essa e outras histórias, pois a série precisa de mais desenvolvimentos.

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Liebe ist, was sich ergibt, wenn man Sex hat.

26 Respostas para “Dollhouse: 2×01 – Vows (FOX)” Subscribe

  1. syrin 27/09/2009 às 16:29 #

    Adorei as cenas entre a Whiskey e o Topher. O dilema que Whiskey sente – sabe que é uma doll, que é uma personalidade fictícia, mas não consegue regressar à sua vida anterior por medo de desaparecer, foi uma reviravolta muito interessante, e a cena entre ela e o Topher tornou-se uma das melhores que vimos até aqui nesta série.

    [Só fiquei foi complemente baralhada com uma coisa - no final da season 1 ela já sabia que era uma doll? Não me lembro. Ainda fui rever as tuas críticas, mas fiquei na mesma. :s]

    Também goste da reviravolta final, dos dolls começarem a ter dúvidas sobre quem realmente são. Poderá ser muito, mas mesmo muito interessante.

    Quanto ao resto do episódio… muito fraco. O caso da semana foi desinteressante ao máximo (e olha que com o Jamie Bamber em cena é difícil consegui-lo) e não fazia sentido nenhum. Há quanto tempo é que a Echo estava no caso? O Ballard agora é meio cliente/meio handler? WTF?? E o casamento? Completamente ridículo!!

    Se isto é o melhor que o Whedon consegue fazer neste ponto da série, o caso está mal parado.

    • Maciel 27/09/2009 às 20:09 #

      [Só fiquei foi complemente baralhada com uma coisa - no final da season 1 ela já sabia que era uma doll? Não me lembro. Ainda fui rever as tuas críticas, mas fiquei na mesma. :s]

      Eu confesso que a minha memória para esta série é mais curta que o habitual. Eu acho que ela não sabia. Deverá ter sabido depois dos acontecimentos do episódio 12.

      Por falar nisso, a série dá um salto enorme (eu era para escrever isto, mas decide não bater mais no ceguinho) e fica uma autêntica barafunda. O Alpha desaparece com a Echo, a Dollhouse está uma confusão e aqui está tudo normal. Enfim!

      • carolinafs 29/09/2009 às 15:15 #

        Não houve uma altura qualquer em que o Ballard pergunta à Echo há quanto tempo se conhecem e ela diz 3 anos? Isso faz parte da “personagem” dela para este caso ou é como Echo que ela responde? Fiquei mesmo um bocado confusa…

        Fora isso, achei o episódio razoável, destacando-se mais uma vez a Whiskey: “I like my scars, they bring out my eyes” ou “My entire existence was constructed by a sociopath in a sweater vest”. Nice!

        • Maciel 29/09/2009 às 21:39 #

          Não houve uma altura qualquer em que o Ballard pergunta à Echo há quanto tempo se conhecem e ela diz 3 anos? Isso faz parte da “personagem” dela para este caso ou é como Echo que ela responde? Fiquei mesmo um bocado confusa…

          Segundo a minha já cansada cabecinha, esta parte diz respeito ao caso deles. Por isso ele ter consultado a cábula

    • ZB 27/09/2009 às 20:50 #

      Só fiquei foi complemente baralhada com uma coisa – no final da season 1 ela já sabia que era uma doll? Não me lembro. Ainda fui rever as tuas críticas, mas fiquei na mesma. :s

      No início do episódio ela estava desconfiada por causa da conversa do Alpha no episódio anterior e depois no final do “Omega” ela hackeou o computador do Topher e descobriu o ficheiro da Whiskey.

      • syrin 27/09/2009 às 21:20 #

        Ah, ok, obrigada, assim fica explicado: eu é que me esqueci totalmente disso. E visto que acabei de ver a série há poucos meses… é mau sinal.

        Uma coisa que me esqueci de dizer e que gostei: o Topher que vimos aqui está mais próximo do Topher que vimos a chorar nos braços da Adelle no Epitaph One do que da personagem que vimos nos primeiros 12 episódios. Sinceramente, prefiro esta versão.

  2. LR 27/09/2009 às 18:42 #

    Senti-me desiludido e um pouco defraudado com este episódio. Se eles vão voltar ao início da 1ª temporada de Dollhouse acho que nem vale a pena, além disso as audiências falam por si. Muito mau jogado este piloto, devia ter feito como Fringe ou House que apesar de maior parte dos episódios serem “caso da semana” não começaram logo a temporada com um, dedicando-se mais à história dos personagens em si e prendendo o espectador a ver a temporada.
    Topher e Whiskey/Saunders foi de facto muito bom. O resto do episódio foi abaixo do razoável. A história está a ficar um pouco confusa de mais, especialmente toda aquela história toda com o Ballard ser handler ou cliente ou whatever :S
    Por outro lado gosto de ver as pontes a serem construídas desde este episódio até aos acontecimentos do 1×13. Espero que melhore, se não a série não vai ter hipóteses nenhumas. Pelo que vi da promo, vai haver mais um caso da semana, um mau caminho :/

    • Maciel 27/09/2009 às 20:14 #

      Topher e Whiskey/Saunders foi de facto muito bom. O resto do episódio foi abaixo do razoável.

      Sim. Muito boa essa parte. Para mim, salvou em parte o episódio. Até aí bocejei quase sempre.

      A história está a ficar um pouco confusa de mais, especialmente toda aquela história toda com o Ballard ser handler ou cliente ou whatever :S

      Podes crer. Quando escrevi a crítica, primeiro pus lá handler, depois mudei para cliente. Enfim.

  3. ZB 27/09/2009 às 18:59 #

    Realmente aquela história da Echo infiltrada foi uma confusão tremenda. Mas afinal quanto tempo passou desde os eventos do Omega? Ou aquilo foi amor à primeira vista e eles casaram uma semana depois de se conhecerem?

    Graças a Deus (ou deverei dizer à Amy Acker) o episódio não foi uma perda total. Tudo em torno da Whiskey/Dra. Saunders foi mesmo muito bom, bem escrito, bem interpretado, seguindo por um caminho que eu, sinceramente, não tinha colocado em hipótese. A cena em que ela diz que não quer morrer então, foi soberba.

    Pareciam duas séries totalmente diferentes.

    • syrin 27/09/2009 às 19:08 #

      Pareciam duas séries totalmente diferentes.

      Se calhar são – a série da Whiskey pertence ao universo do Epitaph One. O resto… bom, o resto é qualquer coisa ainda não definida.

    • Maciel 27/09/2009 às 20:13 #

      Realmente aquela história da Echo infiltrada foi uma confusão tremenda. Mas afinal quanto tempo passou desde os eventos do Omega? Ou aquilo foi amor à primeira vista e eles casaram uma semana depois de se conhecerem?

      Essa também não percebi. Mas depois chego a um ponto que penso que sou eu que não percebo as coisas e o problema está em mim.

      Acho tudo muito atabalhoado. Parece uma série feita em cima do joelho, por alguém que filmava vídeos para a MTV e estreou-se agora na televisão.

      • ZB 27/09/2009 às 20:21 #

        Segundo a sinopse para o episódio no site oficial, passaram alguns meses desde os eventos do Omega.

  4. antonio 27/09/2009 às 19:03 #

    A serie perdeu muita qualidade de facto acho q o episodio foi muito confuso

  5. cristiano 27/09/2009 às 23:19 #

    Esperava-se mais, mas sim, foi satisfatório!
    Topher, Whiskey…
    Echo, Paul… A relação de entendimento entre estes pares é bastante boa, e foi o mais interessante.
    Gostei de ver Jamie Bamber de volta ao ‘nosso’ ecrã, mas foi muito mal aproveitado.

    Vi o nome de Alexis Denisof no episódio… mas não vi nada :$

    Ficou mais visível que Paul conheceu Caroline, e que partilham passado… Agora qual?
    Acho que deviam começar a distanciar-se do caso da semana… A Dollhouse em si, a busca da Echo pela Caroline, etc…É bem mais interessante e é de aproveitar mais.

    • ZB 28/09/2009 às 00:36 #

      Ficou mais visível que Paul conheceu Caroline, e que partilham passado…

      Ele no início da série nem sabia o nome dela.

      Vi o nome de Alexis Denisof no episódio… mas não vi nada :$

      Apareceu pouco tempo. A discursar.

      • Maciel 28/09/2009 às 05:57 #

        Então devia ser o senador (não conheço este actor). Não encontrei o nome dele nos sítios do costume.

        • ZB 28/09/2009 às 09:14 #

          Sim, é o senador. Como não viste nem Buffy nem Angel é natural que não o conheças (Alexis Denisof) porque ele não tem assim muito mais trabalaho por onde seja reconhecível. Só se fosse pelo “pormenor cor de rosa” dele ser casado com a Alyson Hannigan.

      • cristiano 28/09/2009 às 21:03 #

        Pois, mas pela maneira como ele fala da Caroline, pareceu-me que tiveram algo no passado… Nem que tenha sido uma curte e ele nem soube o nome dela xD

        Mas eu li que o Joss disse que ia ser desvendado algo do passado deles, que já ser conheceram. Mas não sei, esperar para ver.

  6. Miguel Ferreira 28/09/2009 às 00:04 #

    Foi um regresso muito pobre. Para não dizer mesmo inadmíssivel. Numa altura destas, numa série que esteve tão perto da guilhotina, oferecer um produto tão fraco a nível de estrutura e conteúdo não é um tiro no pé, é um tiro na cabeça. O ínicio foi mal montado, quase feito à pressa (coisa rara nestes lados) e o caso da semana foi dos piores que a série já teve. Deu dó ver o Lee num papel sem pés nem cabeça. Concordo que o melhor foi a parte da Whiskey, mas foi tudo tão desconexo do resto, que acabou por me saber a pouco.

    Estava com as expectativas bem lá no alto. Em parte devido a Epitaph One, que para mim foi um espectáculo. Agora já não sei que diga…

    • Maciel 28/09/2009 às 05:54 #

      Deu dó ver o Lee num papel sem pés nem cabeça.

      E de que maneira!

  7. musicslave 28/09/2009 às 09:51 #

    e eu a pensar que era o unico que estava a achar o inicio confuso..

    o melhor foram claramente os dialogos entre a Whiskey e o topher, muito bons.
    tambem gostei da aliança entre o Paul e a Eccho, fica é uma confusão saber se o Paul pertence à Dollhouse ou não, e quais são as suas motivações.
    a Eccho podera muito bem vir a ser a nova Eccho.

    eu tambem não gostei muito do caso da semana, mas no meu entender a serie tem que os ter (talvez em menos quantidade), porque se fossem contar só a main story e a dissecar tudo sobre a Dollhouse, a serie poderia não durar muito tempo.
    o problema deste caso é que foi contado de uma forma por vezes rápida e muito confusa e com falta de informação.

    o que o Joss deveria ter feito era fazer algo muito mais explosivo, baseado em muito na mitologia da serie, e depois a partir do 2º episódio podia fazer casos da semana.

    • Maciel 29/09/2009 às 21:26 #

      eu tambem não gostei muito do caso da semana, mas no meu entender a serie tem que os ter (talvez em menos quantidade), porque se fossem contar só a main story e a dissecar tudo sobre a Dollhouse, a serie poderia não durar muito tempo.

      Eu não peço que tirem os casos. Mas que os mesmos:
      1) tenham alguma coisa a ver com a série (traficantes de armas???Haverá algo mais cliché do que isto?) e sejam menos seca
      2) ou então façam como alguns episódios da temporada passada, em que apareciam só pequenas partes das missões. Menos e melhor é aquilo que eu peço.

      • Musicslave 29/09/2009 às 21:39 #

        assim tambem eu queria, mas é difícil.
        o problema é que o Joss já em Buffy não conseguiu fazer isso lá muito bem (em Angel não sei)

  8. Cláudia 28/09/2009 às 15:21 #

    Mais uma vez, parece que estou a ver episódios diferentes. Achei que este “Vows” foi muito bom. Temos uma dinâmica interessante entre as personagens. Amy Acker é excepcional e adorei como houve continuação com os acontecimentos da finale da season 1. Achei a parte Whiskey/Saunders muitíssimo bom e como ela está a ter muita dificuldade em ultrapassar. Também não deve ser algo que se ultrapasse bem!
    O Paul não me engana, desde o princípio. E tenho a impressão que ele vai estoirar em breve com a sua obsessão.
    Na minha opinião, acho que a maioria das pessoas não gostam de Dollhouse porque as pessoas querem alguém por quem torcer e aqui não há ninguém e para mim, acho que é este o propósito.

    • musicslave 28/09/2009 às 15:58 #

      o problema é que o caso da semana não foi bom, e a informação que não foi dada ou foi dada de uma forma confusa contribuiu para isso.
      e sim, houve continuação do final da 1ª temporada, mas foram mal explicados ou inexistentes.

      eu não preciso de torcer por ninguém, apenas quero uma boa série, igual ou minimamente parecida com o que vi no final da 1ª temporada.

  9. Ricardo 28/09/2009 às 23:16 #

    Gostei imenso do episódio e não o achei nada confuso. Espero que a série continue assim.

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