[SPOILERS] “MacGuffin”. Um elemento catalisador que nos prende a uma trama e que encaminha uma história. Expressão popularizada por Alfred Hitchcock referindo-se a um objecto ambíguo e indefinido à volta do qual gira uma história, mas que, no final, acaba por nunca ser verdadeiramente revelado, o “MacGuffin” é um recurso usado frequentemente na ficção cinematográfica e televisiva. Da arca de “Salteadores da Arca Perdida” aos conteúdos da mala de “Pulp Fiction”, do monstro de “Cloverfield” à máquina de Rambaldi de “Alias”, todos estes são exemplos de elementos catalisadores de uma história que, com o avançar dos minutos, passam para segundo plano numa história.
Ao contrário de todos estes exemplos, “How I Met Your Mother” pode não ter um objecto físico que associemos automaticamente com um “MacGuffin”, mas é impossível deixar de admitir que é essa a verdadeira função da misteriosa mãe que dá o mote a esta série. Talvez por isso aceitemos tão facilmente que, no início do quinto ano desta comédia, estejamos tão longe de encontrar a mãe como no início da série. Sim, os criadores prometeram-nos que a mãe está algures no anfiteatro onde Ted (Josh Radnor) dá a sua primeira aula. E que sim, este ano nos irão dar mais pistas sobre a sua verdadeira identidade. Mas para quem seguiu, ao longo de quatro anos, as aventuras e desventuras dos cinco amigos, que assistiu a avanços e recuos, a namoros e romances, a noivados e a abandonos ao altar, será que ainda nos lembramos verdadeiramente que esta história tem, na verdade, um final já determinado? Será que a meta ainda é aquilo por que ansiamos ou que o caminho até lá chegar nos é mais do que suficiente?
Do vosso lado não sei, mas para mim há muito que esta deixou de ser uma história sobre a mãe, para passar a ser uma história sobre a amizade destes cinco amigos tão peculiares. A mãe… a mãe pode chegar um dia. Ou não. Não me vai fazer apreciar menos a história. E, presumo, a vocês também não.
Mas chega de paleio – o que interessa é que “How I Met Your Mother” regressou para nos proporcionar grandes gargalhadas. Ou talvez não.
Embora esta série nunca tenha tido estreias explosivas, a verdade é que “Definitions” não conseguiu arrancar os sorrisos desejados. Houve momentos bons, sem sombra de dúvidas, graças a um Barney (Neil Patrick Harris) sempre em forma – mesmo quando é injustamente roubado de um Emmy. A comparação das mulheres aos Gremlins proferida por Barney é mais um desses discursos que rapidamente entra para o já extenso rol desta grande personagem, e as indefinições na sua relação com Robin (Cobie Smulders) provam que uma relação não é obrigatoriamente uma sentença de morte para as personagens de uma série de comédia. É possível mostrar duas pessoas numa relação e não deixar uma história morrer. Resta saber é se Bays e Thomas o conseguirão fazer correctamente. Por agora, Robin e Barney permanecem felizes na sua “indefinição” que, para todos os outros, está mais do que concretizada. Infelizmente, por entre estes bons momentos, houve qualquer coisa que faltou à história, que a permitisse crescer ainda mais. A Lilly (Alyson Hannigan) e a Marshal (Jason Segel) foi dada pouca ocasião de brilhar, e nem mesmo a homenagem a Indiana Jones nos consegue fazer esquecer esse facto. Quanto a Ted… continua a ser ele próprio, e quanto mais tempo passar em plano de fundo, melhor para nós, já que a sua história se revela cada vez mais secundária.
“Definitions” pode não ter sido o início de temporada mais desejado por estas bandas, mas a expectativa de saber o que irá acontecer no futuro permanece.





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Não podia concordar mais! A mãe bem pode ficar com o Ted no auditório porque as personagens que mais gosto de ver interagir são mesmo os outros quatro. E estou mesmo feliz por ter aprendido uma palavra nova hoje, thanks.
Esperava mais de Barney, mas gostei do final mesmo “à Marshall”
eu gostei mais do episódio do que voçês.
apesar de estar longe do melhor que a serie já conseguiu fazer, este não deixou de arrancar alguns risos, graças claro a Barney, faz um belo para com a Robin.
o destaque podia e devia ter sido dado mais a Lilly e Marshal.
Ted teve mais destaque do que por vezes é habitual e ate gostei do seu arco nesta história, ainda deu para rir, graças também a Barney que apareceu..
tal com tu Syrin para mim à muito que a série é sobre a amizade deles e as suas aventuras, mas quero ver quem é a mãe e como é que ele a vai conhecer e como vai ser a sua relação
esperava mais, mas mesmo assim foram 20 min. bem passados.
Eu acho que este foi um belo arranque de temporada, com bastante piada e com uma abordagem bem interessante à relação Barney/Robin, que tinha à disposição um grande número de caminhos para onde poderia seguir bem piores.
Eu adorei este primeiro episódio. Teve bastante piada, apesar de ter-mos um Barney mais calminho, o Marshall e o Ted estiveram em grande nível.
Será que vi um episódio diferente? Eu adorei totalmente este episódio, foi mesmo um excelente arranque. O que mais me surpreendeu foi a relação Barney/Robin. O ZB tem razão, havia muitas maneiras de isto correr mal mas os escritores estão no bom caminho. Estou deserta para ver no que vai dar.
A história do Ted foi muito engraçada, assim como o Marshall e a sua obsessão com o chicote.
Na minha opinião, este episódio é muito bom.
Bem por isso não ligo a criticas. Até o Ted esteve bem, Marshall com o seu chicote fabuloso, Lily a matreira de sempre, Robin a seguir o jogo do Barney e ainda dizem que foi fraquinho, sinceramente…
Ah e o Barnman fenomenal ‘Ted, door five’, ‘or…or….’, ‘as namoradas são como os Gremllins’, se isto é calmo em 20 minutos de episódio é porque andam a ver outra série!
Concordo totalmente com a Cláudia, depois de ler esta review comecei a pensar que tinha visto outro episódio.
Foi fenomenal, não tão bom como muitos episódios mas não deixa de ser um excelente episódio e excelente arranque de temporada. Fiquei desiludida com a nota dada a este episódio, pois merece de Bom para cima.
E aquilo que todos tinham medo que não resultasse, resultou, que era a relação Barney/Robin, os escritores fizeram um bom trabalho.
O episódio foi hilariante e teve óptimos momentos entre o grupo.
Muito bom episódio.
O episodio foi excelente, foi o segundo melhor da semana!
Gostei do episódio. Não está na lista dos mais divertidos mas acho que teve tudo o que série faz de melhor: recuos e avanços temporais bem construídos, teorias do Barney hilariantes e piscadelas de olho a outros universos (a corrida para a sala correcta ao som da música do Indiana Jones foi genial).
Bom, estamos mesmo divididos. Mas ainda bem que há opiniões diversas, se não isto era tudo uma seca.
Eu continuo a achar que foi um episódio satisfatório apenas. Talvez esteja mal habituada, pois esta série já provou que consegue fazer muito, mas mesmo muito melhor.
Acho que estás a empregar demasia expectativa nos episódios. Em quase 90 episódios, a série deve ter tido uma dúzia, se tanto, de episódios memoráveis (aposto que pouca gente enumera 10 sem ter de ir pesquisar) e o resto tem sido sempre basicamente ao mesmo nível, havendo flutuações pouco acentuadas em termos de qualidade. Que é o caso deste episódio, que não é, de longe, memorável mas que está a um nível semelhante a grande maioria dos restantes.
Mas a questão é: analiso o episódio consoante a impressão que ele me deixou no momento em que o vi. E, no final do episódio, apenas me ficou um “satisfatório” na cabeça. Aliás, até me ficou um “razoável”, mas depois de alguma reflexão, achei que não merecia nota tão baixa.
Esperava mais? Sim, é claro! As expectativas afectam a minha apreciação de um episódio? Óbvio. Infelizmente não consigo ser mais imparcial do que isto.
Mantenho a minha avalição do episódio.
(editado para corrigir uma troca ali em cima)
Esperava mais? Sim, é claro! As expectativas afectam a minha apreciação de um episódio? Óbvio. Infelizmente não consigo ser mais imparcial do que isto.
Mas ninguém (eu, pelo menos) está a colocar nada disso em causa. O que eu acho é que criaste uma expectativa para a série que não tem razão de existir. Ok, a série é boa e bastante divertida, mas nunca foi série para que em todos os episódios se espere o expoente máximo da comédia. Isto para mim, como é óbvio (acho que é sempre bom referir). Acho que te desiludes constantemente, ou pelo menos várias vezes, porque colocaste a série num patamar muito alto e onde, mais uma vez para mim, não deveria ser colocada.
Mantenho a minha avaliação do episódio.
Nem que quisesses mudar eu deixava.
Não acho que exista qualquer problema com a TUA avaliação.
Eu entendo o Satisfatório… Podiam ter feito mais, mas não deixei de ficar um pouco mais que satisfeito!
O Marshall é fantástico, sempre que aparece brilha, mas pena ser tão pouco tempo. O momento do chicote, e a parte final do episódio xD
Concordo, a história da mãe já é mais que secundária, e este grupo de 5 amigos… é de comover o quanto unidos eles são, e tudo o que têem vivido juntos. Queremos mais e melhor
65- SATISFATORIO?
Nao viram o mesmo copo do que eu…
Fui um episodio muito bom mesmo
Vá, parem lá de bater no ceguinho.
Prometo que o próximo episódio já tem uma nota melhorzinha.
O bom e o interessante, para mim, é ler a opinião de outras pessoas sobre os episódios e séries. E gostei muito de ler a crítica, apesar de não concordar com algumas coisas. Se fosse eu a classificar daria um pouco mais, mas é assim mesmo, cada um tem a sua opinião. Em termos de estrelas dou:
:4: e 1/2
Eu também achei o episódio satisfatório. Teve coisas muito boas, mas teve depois alguns momentos nhac nhac!
Ai que fixe baterem na syrin aqui!! Vai! Quero sangue!!!
Eu vi agora o episódio e o 2º só ainda vi até meio, mas o primeiro está muito bom! Gostei da incógnita na relação do Barney e da Robin!
Esta nota é um absurdo, … reforma-te
Não me importava. Mas infelizmente não posso… ainda não tenho descontos suficientes. :wereami:
:4: