[SPOILERS] O “gang” está de volta e continua na mesma trazendo-nos momentos hilariantes em todas as situações ridículas onde se metem, especialmente se essas envolverem ganhar dinheiro.
É mais do mesmo? Sim, é. Isso é bom? É, pois.
É por ser ridículo e com situações que não fazem lembrar a ninguém que “It’s Always Sunny in Philadelphia” tem triunfado e fazem bem em continuar a explorar todas as possibilidades que têm para humilhar o “gang”. Agora com as personagens já delineadas e com todo o seu potencial descoberto, as piadas saem mais naturalmente e as enrascadas em que se metem já nos parecem normais visto que fazem parte do quotidiano daquelas pessoas. A performance está cada vez mais sólida, ajudando a reforçar a realidade em que aquelas cinco personagens vivem, que cada vez mais parece ser um mundo algo diferente do nosso. Então é de esperar que esta quinta temporada traga mais do mesmo pois é isso que nos faz rir e gostar das personagens, a sua inabilidade de compreenderem o mundo que as rodeia da mesma forma que todas as outras pessoas e a sua vontade de fazerem tudo por dinheiro ou para ganhar algo com a situação em que se meteram.
Neste episódio temos mais um exemplo disso mesmo, desde a conversa inicial sobre a lei aviária até à “chicken fight” na piscina, o “gang” consegue tornar duas situações normais em algo completamente ridículo e hilariante. Com a crise financeira que assola o mundo inteiro a ser explorada por muitas outras séries, também aqui não irá ser deixada de lado quando Frank (Danny DeVito), que pensa ser mais inteligente que o resto, o que não é verdade, resolve comprar uma casa para mais tarde vendê-la. Até aqui tudo bem, mas é claro que resolvem ir fazer obras na casa enquanto os moradores ainda vivem na mesma, criando momentos difíceis para o “gang” e situações de rir para nós espectadores.
No meio disto tudo, Charlie (Charlie Day), que pensa que conhece a lei, desafia o advogado do negócio da casa para um duelo. Como seria de esperar, vai arrepender-se da sua decisão e tenta convencer o seu oponente a desistir da ideia.
Entretanto, Dee (Kaitlin Olson) resolve ser barriga de aluguer, mas sendo ela uma oportunista tenta ganhar mais com a situação e quando não consegue mais dinheiro, muda-se para a casa do casal que irá ficar com o bebé aproveitando ao máximo todas a regalias do novo espaço que ocupa.
No fim as duas situações juntam-se, fazendo uma alusão às fusões das empresas neste tempo de crise, criando o momento final em que não existe escapatória possível dando assim ao episódio um final hilariante.
“It’s Always Sunny in Philadelphia” é uma série de situações ridículas e de parvoíce, mas este toque de referências ao mundo actual e às situações que acontecem no dia-a-dia, traz um pouco de realidade ao mundo que aquelas cinco personagens ocupam e é claramente uma mais-valia na qualidade da série. É uma série que não tem medo em apostar no ridículo em detrimento das piadas mais inteligentes e isso é uma aposta ganha. Não é um tipo de comédia para todos e talvez por isso não seja tão conhecida, mas para aqueles que deram uma oportunidade e gostaram é um dos melhores produtos de comédia que passa na televisão. Vamos a ver que trafulhices o “gang” nos traz esta temporada, para já continuam no bom caminho.





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Só estas personagens para pensarem que é boa ideia haver uma dinâmica simpático/antipático imobiliário para as vendas lhes correrem bem.
Um episódio mais do mesmo e ainda bem!