[SPOILERS] O segundo episódio desta temporada começa com aquilo que parecia ser mais uns quarenta e cinco minutos a girarem à volta de Arthur (Bradley James) e de como ele é tão procurado por todos e mais alguns, e que mais uma vez Merlin (Colin Morgan) vai ter que se esforçar para impedir que algum mal lhe aconteça, senão deixa de ter propósito de vida. Mas este episódio foi refrescante tendo em conta que não se centrou na relação de Merlin e Arthur, mas sim no crescimento pessoal de Arthur e no começo daquilo que podemos definir como a sua relação “íntima” com Gwen (Angel Coulby). Sendo que este é um dos poucos pontos fieis à lenda que a série segue, será interessante ver como a história de amor se ira desenvolver entre as duas personagens, tão obviamente diferentes, tanto em posição social como em termos de personalidade. Mas pronto, parece que finalmente está a sair da rotina que anteriormente critiquei, ainda que parece que essa história de salvar Arthur seja quase que como uma muleta, para dar sempre uma cor ao episódio, mas já começa a fartar.
Mas passando ao episódio…
O rei Odin (Fintan McKeown) envia Myror (Adrian Lester), um temido assassino, a Camelot para assassinar Arthur, devido a este ter morto o seu filho num duelo. Entretanto, Arthur começa a suspeitar que a única razão pela qual ele ganha seja o que for é porque é o príncipe Arthur então puramente devido as suas capacidades. Ofendido por ser tratado de forma diferente, o príncipe desenvolve um plano para entrar no torneio sem ser tratado de forma especial. Assim, enganado o pai, ao inventar um animal mágico na outra ponta do reino, Arthur volta anónimo à cidade e esconde-se na casa de Gwen, de forma a não ser visto durante todo o torneio. Merlin encontra um camponês de fora dos limites da cidade, e depois de muito tratamento e de lições em como se comportar como um cavaleiro, ele passa a ser a cara de Arthur quando fora do torneio, estando assim escondido durante o torneio pelo capacete. O plano é que este William, de Daria, seja desmascarado pelo próprio Arthur no fim do torneio, se ele vencer, e assim Arthur poderá exibir a sua glória, e demonstrar o seu valor.
Durante a sua estadia na casa de Gwen, a atitude arrogante do príncipe começa a enervar a dona da casa, que eventualmente rebenta e diz tudo aquilo que praticamente toda gente acha dele, o que deixa Arthur bastante surpreendido e visivelmente marcado pelas palavras dela. Até soube bem ver o tão convencido, ainda que simpático, príncipe a ouvir aquilo que qualquer pessoa que veja a série já lhe quis dizer uma vez ou outra (ou que o refila quando ele faz algo particularmente parvo, como eu). Myror lá o descobre na casa de Gwen, mas tem que esperar até ao torneio para o poder atacar. Assim, durante uns segundos, até fiquei na dúvida se os escritores iam mesmo arriscar a personagem, mas no fim fica tudo bem, e mais uma vez Merlin usa os seus poderes para ajudar Arthur, quando percebe que Myror assassinou outro cavaleiro e está a tentar assassinar Arthur ao fazer-se passar pela vítima e a combater.
O ponto alto do episódio foi, obviamente, o beijo. Não digo que tenha sido muito cedo e acho que o timing, se me permitem estrangeirismos, foi muito bom. Tendo em conta que a relação já tem vindo a ser construída desde o fim da outra temporada, que em termos de tempo de série já é qualquer coisa, soa verdadeira, e não impingida.
Vá, pela primeira vez Merlin parece vagamente reactivo e finalmente deixa toda frustração que sente sair, ainda que seja Gaius (Richard Wilson) que leve com tudo, o que pronto, não foi merecido, mas ao menos lá deixou sair tudo o que tinha para dizer. E mais uma vez, pergunto-me quanto tempo vai demorar até que os poderes de Merlin comecem a ser notados, já que a série é suposto girar em torno dele e do quão importante ele é, ou irá ser, para Camelot. Apesar de não ser a maior fã de séries onde o romance é que reina no que toca à acção principal, a acção entre Gwen e Arthur começa de forma interessante, e não posso negar que gosto da reviravolta de ela ser uma serva e ele o príncipe, que certamente irá causar problemas, já que Uther (Richard Wilson) não vai ficar nada contente. Bem, o episódio tem termos gerais, avançou um pouco a série, deu-nos um gostinho do que esta para vir e ajudou a desenvolver a personagem de Arthur. Foi bom, foi bom.







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Filipa, tens aqui um sarilho… Merlin raramente sairá disto… não dá sequer para supor ou para “magicar” com os destinos da série… para além de que parece continuar exactamente onde parou a primeira temporada… A ver vamos!
Não concordo muito…é o ínico…a série poderá se desenvolver por outros caminhos, à medida que a relação entre as personagens centrais se intensifica e outras personagens são juntas à trama oomo Mordred e Lancelot. Smallville ao principio também contava com o meteour freak da semana e para aí na quarta temporada foi deixado de lado e comecou a ficar mais consistente…não vamos perder a esperamça apesar de eu adorar a magia de Merlin! lool E não acho que teja onde comecou…Arthur inclusive ja deu a vida por Merlin, e ja se apaixonou por Gwen. Além disso sabemos que os poderes de Morgana estão a ficar mais fortes…
Muito bom episódio
epa, nao sei, nao sei. sim é verdade que ja começa a sair um pouco da esfera que teve ate agora, mas ainda assim, é como disse ( se nao disse, foi pq me esqueci XD ), eles continuam a usar a historia arthur/merlin como muleta, e ta sempre sempre presente, seja no background, seja como for, e epa, isso farta. mas pronto, a morgana e o mordred tao a vir ai, pode ser que isso começe finalmente a variar. nao deixa de ser boa serie, mas pronto.