Querido Diário, ups, journal.
Hoje, escrevi a minha primeira crítica como colaborador do TV Dependente (já agora, por favor sejam simpáticos). Vamos lá ver como é que corre. Mas o melhor nem foi isso. Conheci uma rapariga que me segue para onde quer que eu vá, aparece do nada em todo o lado, não gosta de sangue e, de vez em quando, fica com os olhos esquisitos. Não que eu me importe, pois todo o tempo que passei com ela só estava a pensar em… pronto, já estou farto. Vamos fechar o diário, perdão, journal.
TVD (The Vampire Diaries e não TV Dependente) é a nova aposta ganha da The CW. Vou ser sincero, não gostei da série por aí adiante, mas também acho que não mereceu a enorme onda de críticas negativas que teve. Tem aspectos absolutamente irritantes, está completamente infestada de clichés, conseguindo juntar todos os clichés de vampiros com os do secundário num só episódio (o que é obra!), mas até consegue entreter.
Uma coisa que ainda não consegui bem entender é porque é que todas as histórias com vampiros têm de ter aquele tipo misterioso, torturado, fixe, bonito, inteligente, bonzinho e com olhos de cachorrinho abandonado que acha que ser vampiro é uma maldição (estou a olhar para ti Angel! Ou Edward, ou Bill, ou Stephan) e o outro bad boy, normalmente loiro, antagonista do primeiro, que gosta de morder meninas bonitas e andar à porrada (estou a olhar para ti Spike. Ou James, ou Erik, ou Damon).
A verdade é que nos dias de hoje, a linha entre vampiro e stalker é cada vez mais ténue. Não que a Elena (Nina Dobrev) se importe. Ao sair da casa de banho dos rapazes: encontrão com Stephan (Paul Wesley). Tudo bem, perfeitamente normal. Depois de uma visitinha ao cemitério: Stephan aparece! Ai que susto! Estás a seguir-me? Não, tenho família aqui. Bem… coincidências acontecem. Afinal, quem é que não tem vontade de fazer uma visitinha ao cemitério depois das aulas? A sair de casa: Stephan? O que estás a fazer aqui? Ia bater à porta mesmo agora! Na festa, a amiga vai embora e quando Elena vira a cara: Stephan! Ai, eu sei que te tinha convidado, mas tens de vir sempre às escondidas? Eu não diria para a menina descobrir logo que ele é um vampiro. Mesmo depois do sangue, dos olhos meio diferentes, das aparições do nada e das mordidelas nas amigas. Eu também não acreditava. Mas, por favor, quem não desconfiaria que era, sei lá… um ninja?
Não vou culpar a série por todas estas linhas de enredo. Quer dizer, é uma série baseada num livro de 1991, 7 anos antes de “Buffy” e 14 antes de “Twilight”. No entanto, também não posso deixar de dizer que o espectador está farto de ver este tipo de enredo, independentemente da sua origem, em filmes, livros e séries. Chega a um ponto que satura.
A mitologia da série, para já, foi uma desilusão. As características dos vampiros foram introduzidas de uma forma subtil ou interessante, muitas delas pertencendo já ao senso comum. Não podem entrar em casas sem convite, têm uma audição apurada, são fortes e rápidos como tudo e precisam de um anel para andar ao sol. No entanto, o resto foi feito às três pancadas. A névoa e o corvo do Damon (Ian Somerhalder)? Por favor, isso é exibicionismo e mais nada. A semelhança de Elena com uma tal de Katherine completamente por explicar? Não acredito em reencarnações. A amiga psíquica de Elena? Até foi engraçado de início, mas depois pareceu totalmente caído do céu.
Apesar de tudo o que referi, a história e os personagens são engraçados e têm potencial. Esperemos que a série siga num caminho diferente do que se tem visto.
“The Vampire Diaries” é bem realizada, com efeitos especiais interessantes e uma câmara dinâmica. O diálogo é totalmente “Buffy” wanna-be, mas, apesar de não chegar aos calcanhares dele, safa-se bem e por vezes até provocam alguns sorrisos. A banda sonora é muito boa, mas às vezes está com um volume demasiado alto roubando a atenção aos diálogos. A narração dos diários é que não correu bem. Nada bem. Os actores são totalmente incapazes de narrar decentemente e é extremamente irritante ouvi-los.
As interpretações, e nunca pensei dizer isto, são boas ou, pelo menos, decentes. Aliás, o que eu pensava que ia gostar mais, Damon, simplesmente porque era o Boone de “Lost”, foi o que não gostei. Primeiro, o cabelo dele enerva-me. Sei que é uma frase picuinhas e amaricada, mas faz-me lembrar um capachinho. Depois, não sei se é do actor ou da personagem, mas há qualquer coisa que me irrita profundamente. A Elena foi uma excelente escolha. Em todas as cenas em que entra, que eram muitas, não conseguia parar de olhar para ela. Não é só por ser extremamente gira, como é boa actriz. Digo isto para os parâmetros dos protagonistas das séries teen mais recentes (olá “90210″) e sem a ter visto numa cena realmente puxada. Também não pensem que é alguma Sarah Michelle Gellar, isso nota-se perfeitamente na forma como lança as falas mais cómicas. No entanto, ninguém estava à espera disso. Stephan também faz o seu papel decentemente.
E sim, vou dizê-lo: “The Vampire Diaries” é melhor que “Twilight” (perdoem-me os fãs, mas não é como se fosse uma coisa difícil). Nem é pela história da qual ainda pouco se viu, mas pela realização e outros aspectos. As cenas são mais fluídas. Elena e Stephan são superiores a Bella e Edward. As cenas em que estão juntos não parecem artificiais, mas saem naturalmente. A Elena pode ter tristeza no passado, mas não é tão choramingas, indefesa como a Bella. É mais activa e independente. Tem potencial. O Stephan simplesmente não parece que acabou de snifar qualquer coisa. Desculpa lá Edward, mas a mim não me enganas.
Em conclusão, “The Vampires Diaries” não é bom, mas, num mar de clichés e sangue, diverte. Tem a sua graça e tem potencial. Os actores foram bem escolhidos e a realização, excepção feita às péssimas narrações, é bem feita. A banda sonora é a sua maior mais valia. Gostei bastante da escolha para a protagonista. Ainda há muito espaço para melhorar. E já tinha dito que ter um vampiro com diário é uma cena muito gay?

No próximo episódio:




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A verdade é que nos dias de hoje, a linha entre vampiro e stalker é cada vez mais ténue.
E o que dizer do vampiro ter mais de cem anos e a rapariga 16-18? E ainda dizem coisas do Carlos Cruz…
Não achei grande piada. Dei o tempo como perdido. Não vou ver mais. Mas também não sou o target da CW e das suas séries.
Isto é claramente uma tentativa de apanhar boleia com a popularidade (inexplicável) do Twilight. Mesmo que os livros que inspiram a série sejam antecessores dos que inspiram Twilight. Mas também acho que o canal está a tentar fazer pela vida e… faz muito bem.
É verdade. Eu se fosse vampiro andava em faculdades de artes ou psicologia, passagens de modelos e estúdios de Hollywood. Escolas secundárias com 99% de raparigas giras só na televisão.
ROTFL
O que eu me ri com esta crítica.
Ricardo :goodjob:
:giggle:
Obrigado!
(Critica feito num post anterior)
Por acaso até se viu bem. Tem os clichés habituais (irritantes ne?) mas gostei do ambiente da série. Por acaso gostei das narrações e da banda sonora. Vamos ver como isto vai continuar. Espero que esta série arrisque um pouco e não seja apenas um dramazinho que enjoe. Eu cá espero que não senão vai custar continuar a acompanhar.
Ah, isto para mim à frente de twilight até tem bastante qualidade. Os vampiros aqui ao menos parecem minimamente vampiros e tem as características normais (é só uma opinião lol). Aquela do anel é que nunca tinha visto.
Gostei bastante da escolha para a protagonista.
Concordo :cool7:
Depois de sair o filme é cancelada ás tantas…Terminator all over again….
A protagonista é uma copia descarada da protagonista de twilight, e o da imagem é a copia do protagonista do filme…
Acho que comparar Terminator a isto é um pouco puxado por várias razões, mas podes ter razão. Nunca se sabe se este hype à volta de vampiros vai continuar.
Quanto aos protagonistas, tenho de discordar. Se passarmos aquela fase de “rapariga humana e rapaz vampiro apaixonam-se à primeira vista”, as personalidades deles são completamente diferentes.
Lol excelente review, deu para rir um bocado! Disseste tudo muito bem dito.
A banda sonora é muito boa, mas às vezes está com um volume demasiado alto roubando a atenção aos diálogos.
Foi exactamente isso que senti e que algumas vezes estava deslocada da cena.
Também gostei mais ou menos dos efeitos especiais e técnicos, que por acaso até achei bem mais convicentes que os de Twilight, meu deus, ainda me lembro dos vampiros “maus” a andarem na floresta pareciam que estavam a flutuar e até achei a luta entre os irmãos vampiricos com melhor qualidade daquela no fim do filme.
Resumindo, não foi a melhor coisa do mundo o piloto, mas também não foi doloroso ver. Vou experimentar ver mais um dois episódios enquanto ainda não tenho muito que fazer.
PS: A cena do anel não me convenceu.
PS2:A amiga psíquica foi horrível, odiei.
PS3:O corvo e o nevoeiro foram mesmo show-off (a condizer com a personagem), mas até achei engraçado
Calado e LR, a cena do anel já não é nova. O anel, que neste caso deve ser alguma coisa do género de uma herança de família, protege os vampiros do sol, porque supostamente os vampiros, quando estão ao sol, queimam-se, não brilham.
Lembro-me que essa ideia já foi usada na 4ª temporada de Buffy e na 1ª de Angel. Podem ver isso aqui.
Gostei bastante da review, deu para rir.
Gostei do episódio, alem dos agora cliches de vampiros, não é tao teen como Twilight.
Banda sonora mesmo muito boa, mas nao reparei nesse pormenor de estar muito alto e ofuscar os dialogos (suponho que estava demasiado ocupada a ouvir as musicas para ouvir os dialogos =P )
Li os livros desta série e não gostei, nem sequer imaginei um episodio daquilo, no entanto, fizeram um optimo trabalho.
O anel é obrigatorio para estes vampiros, pois sem ele, queimam se ao sol.
Vou continuar a ver.
:goodjob: grande review! Bem escrita para além de ser exactamente o que senti. Acho que não passo deste episódio…
:giggle:
Obrigado!!
Antes um anel que os protege da luz do dia que brilharem como diamantes ao sol. :suicide1:
Há uma diferença entre o ser lugar comum e o ser tradicional. Mitos como o vampírico existem há séculos e têm tido sucesso ao longo da história por serem como são e não pelas variações impostas por Hollywood.
O mito vampírico não tem grande tradição no nosso país, mas há outros que têm. Na pequena vila onde vivo e cresci, sempre houve histórias, daquelas que certamente existem em muitas vilas, sobre lobisomens. E não são histórias a brincar. São histórias que muita gente acreditava. Claro que não passam de folclore e que hoje em dia já quase ninguém acredita, mas há não muitos anos atrás eram tratadas como rumores e não apenas histórias de encantar.
Nos últimos tempos, Hollywood, com a sua notória falta de ideias para criar coisas novas, tem tentado dar uma volta ao mito vampírico de modo a torná-lo menos repetitivo. Mas, para mim, isso é apenas deturpar algo que está estabelecido e enraizado na nossa cultura. Não aceito com leveza variações. Há excepções, como por exemplo, em True Blood, onde a cruz e a igreja não significam nada, mas é preciso serem bem exploradas. Ter pele que brilha como diamantes é simplesmente estúpido.
Sim, por acaso achei a explicação da cruz, da igreja e do espelho interessantes em True Blood. Porque é que os vampiros não haveriam de criar mitos sobre si próprios para se protegerem?
Já a “pele que brilha como diamante” (foi em Twilight que se viu isso primeiro, certo?) dá imenso nas vistas, e não faz qualquer sentido para uma raça que sempre se preocupou em se esconder.
Em primeiro lugar, meu caro Ricardo (até partilhamos o primeiro nome) bem vindo. Em segundo lugar, que magnifica primeira crítica. Fiquei fã! Estou extasiado… completamente extasiado!
Muitos parabéns!
Quanto à série, vou ver… mas não valeu uma “bufinha”!
Um abraço
:babar:
Obrigado!
Concordo plenamente com tudo.
Na minha opinião o maior ponto negativo é mesmo o volume da música demasiado alto porque de resto até passa.
Tenho também grandes expectativas relativamente a esta série pois é muito soft até talvez ao estilo de moonlight (que foi uma pena ter sido cancelado), ao invés de true blood que sinceramente não perco tempo a ver pois a única coisa que se vê lá é sangue e mais sangue por favor isso sim é cliché. Na nossa sociedade passa mais um vampiro discreto doque um sedento de sangue.
Também prefiro Moonlight a True Blood. De início parecia fraco, mas à medida que avançou começou a cativar-me cada vez mais.
Mas que grande desilusão! Estive durante o episódio todo a pensar em parar de ver e apagar o episódio. Muitos clichés, interpretações muito más (os que se safaram foi o bad boy e o irmão da principal), banda sonora nada de especial como foi falado aqui, efeitos especiais nenhuns. O momento mais decadente foi aquela cena no inicio com o vampiro todo giraço a saltar do telhado omg! Se tivesse sacado o 720p, era bem capaz de ver os cabos presos ao tronco…
Conclusão: prefiro ir fazer zapping que ver esta coisa.
ser melhor que o twilligth não é dificil, mas é um ponto positivo.
porque é que as series de vampiros são sempre tão más?! A excepção do true blood claro. e antes que me chacinem não considero a buffy realmente uma serie de vampiros.
Muito boa reviw..gostei, sim srª! Parabens!
Quanto á serie, já nao gostei tanto assim. Vou ver mais uns episódios, mas nao sei se continuo depois… de facto, o que mais me agradou foi mesmo a banda sonora, mas isto é só o 1º episódio… provavelmente até vai melhorar daqui para a frente. Veremos…
Obrigado. :wink1:
Adorei a tua crítica apesar de me ter tornado fã da série!!! :yeahhh1:
Claro que todos têm direito às suas opiniões (e tnh k ser sincera, ñ vi os comments tds…). :blush:
Porém, concordo contigo em relação ao Damon… há qualquer coisa nele :verylame:
O som da música estava, realmente, muito alto. Foi-me dificil perceber algumas falas…
De resto, tenho que admitir que me puxou bastante!!! Creio que a história da Katherine é mesmo para puxar o interesse à malta.
Mas mesmo assim… a tua crítica foi engraçada!!! O que eu me ri com ela :cool2:
Obrigado. :shiny:
Fartei-me de rir com a tua crítica. O mais curioso é que vou ver o piloto amanhã na RTP 1, por isso vamos ver o que acho.
vi hoje o piloto na rtp, e para ser sincera, apesar dos clichés e das comparações inevitaveis c true blood e crepusculo até gostei. não é nenhuma obra prima da tv nem das series teens mas entretém e acho q vou continuar a ver como é q evolui.
ponto negativo: corvo, nevoeiro, damon (o q se passa c aqele cabelo?)
ponto positivo: elena e até mm stefan
boa review, parabens
A minha opinião: adorei. Mesmo concordando com a tua crítica, adorei, adorei. Ainda há alguns clichés (como no princípio o rapaz atropelar alguém e ele sair para socorrer quando nós sabemos que isso é sempre uma má coisa!) ou mesmo a história do anel. Mas não sei, há qualquer coisa que me fascina. A banda sonora é o máximo e a protagonista foi bem escolhida, muito melhor que a Bella do Twilight.
Sinceramente, não sei se consigo esperar até próximo sábado! Ainda vou ver online.