[SPOILERS] O terceiro episódio de “The Vampire Diaries” dá-nos a sensação que a série deu um passo à frente e dois atrás. Ok, talvez esteja a exagerar. Foi mais dois passos à frente e um atrás. Mesmo assim, estava com expectativas mais altas para este episódio que não foram correspondidas pela série. No entanto, “Friday Night Bites” é um bom episódio e merece o investimento que se tem feito na série.
O segundo episódio aventurou-se muito bem no género do mistério e do thriller, mas este inclinou-se muito mais para o teen drama com futebol americano, meninas da claque e muitas cenas nas salas de aula e no recinto escolar. Pessoalmente, acho que a série devia optar pela abordagem mais negra porque a torna muito mais interessante e muito menos trivial. Este episódio perdeu um pouco por causa disso.
O episódio começa de uma maneira espectacular. A cena remonta-nos para o cliffhanger da semana passada. Na verdade, achei a resolução da cena ainda melhor que o cliffhanger em si, o que é raro.
Se o episódio anterior dava-nos a perspectiva de Stephan (Paul Wesley) na sua indecisão em relação ao que fazer com o irmão, este dá-nos a perspectiva de Damon (Ian Somerhalder) sobre o que fazer ao irmão. No episódio anterior, ponderávamos qual seria o objectivo de Stephan. Neste episódio, temos a sensação que ela está confuso e não faz ideia do que fazer a seguir.
Damon é claramente a personagem mais interiormente conflituosa da série e ganhou uma nova dimensão neste episódio. Primeiro, alguém deve ter informado o Ian Somerhalder que ele devia acalmar-se um bocadinho e não ser tão exagerado na sua interpretação. Depois, se de início Damon parece ser um monstro sem sentimentos, no fim parece que ainda nutre alguns por Elena, ou melhor, por Katherine. O que não abona muito a favor dele, visto continuar a ser uma criatura extremamente cruel.
Katherine, e o que lhe aconteceu, parece ser a maior influência nas acções de Damon. Ele culpa Stephan da sua miséria e, como o próprio referiu no primeiro episódio, prometeu-lhe uma eternidade de dor. A pergunta que fica é esta: será que ele está a usar Elena para magoar Stephan ou pensa que esta será uma substituta para Katherine? Se na cena em que ele fala com Elena na cozinha e na cena em que ele visita o quarto dela indica a segunda hipótese, a cena em que ele tenta beijá-la indica a primeira.
Uma coisa que me enojou bastante em relação ao Damon foi a forma como ele controla a Caroline (Candice Accola). São este tipo de coisas que tornam a série mais negra. Ele usa-a para se satisfazer quando quer e bem lhe apetece e controla-lhe a mente roubando-lhe toda a arbitrariedade. Tendo em conta que aquilo que qualquer um tem de mais pessoal é a sua mente, este abuso de poder tem muito de repulsivo. No entanto, a Calorine é muito mais interessante como marioneta do Damon abrindo muitas possibilidades.
Elena (Nina Dobrev) continua em grande. Soubemos muito mais de como ela era antes da morte dos pais: ocupada, empenhada, extrovertida. Ela continua perdida e a tentar encontrar o seu lugar. Se parece que ela não tem muita coisa em que é realmente boa (não acerta uma nas aulas e já não é grande coisa na claque) é fácil simpatizar com ela pela sua personalidade. Pessoalmente, a cena em que ela dá um valente estalo ao Damon deixou-me apaixonado e a gostar da personagem mil vezes mais.
Para além do espírito escolar a mais, este episódio revela-se inferior ao anterior porque realmente não acontece muita coisa. Tudo o que acontece já se vinha a prever e as coisas que nós queríamos que acontecessem e que já têm vindo a ser antecipadas na série desde o primeiro episódio tardam a acontecer. Por exemplo, já estamos fartos de ouvir falar dos poderes da Bonnie (Katerina Graham), mas nem ela nem a Elena realmente admitiram o que está a acontecer, embora pareça estar para breve. A Elena já está mais que desconfiada, o Stephan já lhe deu mais que muitas razões para isso, e ela ainda não o confrontou contentando-se com um “Eu estou bem. Não te preocupes”.
Por outro lado, este episódio foi mais consistente que o outro em relação aos Momentos WTF! O único que encontrei e que me parece flagrante é que Matt (Zach Roerig) sabe que o Tyler (Michael Trevino) tentou violar ou pressionou a sua irmã, Vickie (Kayla Ewell), em fazer sexo e ele age como se não fosse nada. No entanto, quando ele ataca o Stephan e o Jeremy (Steven R. McQueen) fica todo chateado e corta relações com o amigo.
Uma coisa que tenho vindo a adorar na série, e quem tem lido as críticas sabe, é a maneira como apresentam os poderes dos vampiros. Continuemos a enumerá-los então.
- Não podem entrar em casas sem convite;
- Audição apurada;
- Super força, rapidez e resistência;
- Não podem andar ao sol sem o anel;
- Têm poderes de controlo da mente;
- Conseguem entrar nos sonhos das pessoas;
- Curam-se muito facilmente (NOVO!);
- Uma das suas fraquezas é uma erva chamada “verbena” (NOVO!).
Antes de terminar gostava de mencionar três cenas excelentes que me fizeram sorrir:
- Para o jantar com Stephan, Elena encomenda a comida e coloca-a numa taça para disfarçar. Tão realista, tão actual.
- Tyler atira a bola a Stephan e ele vira-se rapidamente para apanhar a bola mandando-a de volta com toda toda a força. Eu sei toda a gente viu aquela a milhas de distância, mas mesmo assim foi demais.
- Damon mata o professor de História que por acaso também é o treinador da equipa. Não gostava nada dele, mas pergunto-me se a série não precisa de presenças mais adultas.
- Elena enfrenta Damon e, no fim, quando ele tenta beijá-la, prega-lhe um grande estalo e diz: “What the hell? I don’t know what game you’re trying to play with Stefan here, but I don’t want to be part of it. And I don’t know what happened in the past, but let’s get one thing straight… I am not Katherine”.
A narração do episódio foi feita apenas pelo Stephan e, se não ajuda em nada a série, temos que ter em conta que se chama “The Vampire DIARIES” e que, pelo menos, já não irrita tanto passando disfarçadamente. A música continua a melhorar. Estão a ter mais cuidado com o volume. Às vezes está alto, mas não interfere com os diálogos, o que é uma melhoria. As últimas cenas ao som de “Temptation” do Moby foram demais fazendo-me aperceber que estou a afeiçoar-me mais aos personagens.
“Friday Night Bites” pode ter tido alguns defeitos e não ter sido tão bom quanto o seu antecessor. Faltaram aquelas cenas decisivas, aquele ambiente. Não deixa de ser um bom episódio com muitos indícios que me asseguram que esta série ainda tem muito para oferecer.

No próximo episódio:




Blogue Sangue Fresco
Cinema Notebook
Sons of Anarchy Portugal






Gostei do episódio acho que a série está a ir pelo bom caminho ( claro que está longe da perfeição mas quem sabe…). Por primeira vez achei que a banda sonora estava coerente. Gostei muito da resolução do cilhanger e da última cena do Damon com a elena. Acho que é capaz de vir a fazer falta o prof de Hist/Treinador.
Até à próxima crítica
Até lá!
O próximo episódio parece engraçado, embora ache que eles põem informação a mais nos trailers.
Parece porreiro e com mais ritmo
Concordo que este episódio foi um pouco inferior ao anterior mas esta série continua a ir pelo bom caminho. E tenho de admitir que acabo sempre os episódios com um sorriso na cara.
Admito que estou curiosa em saber mais sobre a Katherine.
Vais saber muito mais sobre a Katherine no episódio 6: The Lost Girls. :wink1: