[SPOILERS] Quando o telefone toca, Rick Castle (Nathan Fillion) já sabe qual é o assunto. Invariavelmente, são os seus préstimos de diligente detective que são requisitados. Detective não será, propriamente, a designação correcta a aplicar. Conselheiro para assuntos mortais, julgo que ilustrará melhor o “métier” deste Sherlock dos tempos modernos. Sagaz e arguto, não vinculado a pensamentos convencionais, conferindo uma nova abordagem nas investigações policiais.
O telefone, e subsequente chamada, servem também para uma fuga à rotina familiar. Sobretudo se esta, tal como nos é mostrado neste terceiro episódio, passa por participar activamente no treino de diálogos para peças de teatro, onde a mãe procura com avidez um lugar ao sol.
E lá foi Castle em auxílio de Beckett (Stana Katic), na resolução de mais um caso. Desta feita, uma jovem modelo, assassinada na semana da moda de NY, abandonada numa fonte, onde é encontrada por um casal de namorados.
O caso leva-os a mergulhar de cabeça no caótico e competitivo mundo da moda, onde imperam os estereótipos costumeiros: a jovem vinda de um lugarejo rural, chegada à grande cidade à procura da realização dos sonhos. E, quando estes surgem, a ingenuidade e inocência colidem frontalmente com a dura realidade. No competitivo, agressivo e stressante mundo da moda, as regras são duras, numa espécie de código de conduta peculiar. A inexperiência e os valores morais são, logo de inicio, colocados à prova, acossados por predadores, mesmo que estes enverguem roupas glamourosas. O desfilar dos suspeitos inclui:
a) Teddy Farrow (Julian Sands), estilista de luxo, patrão e mentor de Jenna McBoyd, egocêntrico meticuloso e mimado, que pretendia transformar a jovem no rosto do lançamento da campanha da nov colecção de roupas;
b) Sierra (Torrey DeVitto), pretensa melhor amiga e confidente de Jenna, mas que ansiava, secretamente, em substitui-la no futuro mediático, ostentando a coroa de predilecta do estilista, nem que para isso tivesse que utilizar meios pouco ortodoxos;
c) Travis (Matt Barr), marido, com o mesmo percurso de vida, acompanhando Jenna na busca do sonho na grande cidade, mesmo que contrariado;
d) Will James (Jon Fleming), voyeur, espécie de perseguidor tarado, seguindo anonimamente Jenna, a quem cumulava com bilhetes e fotos denotando um elevado e perigoso grau de interesse romântico na modelo;
e) Wyatt Monroe (Jeffrey Pierce), fotógrafo profissional, competente e com capacidade e poder capazes de fazerem florescer ou, em alternativa, destruir carreiras inteiras, dependendo da aceitação da modelo em questão de partilhar os lençóis da sua cama;
E, nesta bela colecção de personalidades, o interesse imediato da polícia recai em Sierra, que contratou Will James para encenar a velha história do perseguidor, procurando com isso aterrorizar os ingénuos espíritos do casal recém-chegado à metrópole. Descartada a hipótese, na habitual sucessão de pistas encadeadas, é o fotógrafo que fica, de seguida, debaixo dos holofotes perscrutadores dos investigadores, para tudo culminar num imprevisto desenlace: o culpado é o marido, aguilhoado por intensos ciúmes, marioneta num mundo de mentiras que fizeram uma vítima colateral. O amor, sincero, que ambos devotavam ao outro.
O melhor do episódio: Talvez seja da minha disposição, algo debilitada pelos ataques sucessivos de vírus, nos últimos dias, que me fizeram um dos principais clientes dos anti-inflamatórios e afins. Ou do tempo, que nesta leva outonal me torna sempre algo acabrunhado e melancólico. Mas o que é certo é que não consigo encontrar nada de relevante, de primoroso, que mereça ser destacado. Nada. E isso não é bom, pois não?
O pior do episódio: Podia fazer um copy-paste do parágrafo acima. Servia os intentos igualmente. Tivesse chegado hoje ao universo “Castle” e poderia achar graça aos ditos espirituosos, às piadas enlevadas, aos trocadilhos. Mas quem por aqui anda, fidelizado, desde o primeiro episódio, deseja algo mais. E isso não foi dado. Episódio banal, sensaborão, aborrecido e enfadonho. Tudo de enfiada. Igual a tantos outros.





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Não desgostei. Mas foi mesmo mais um. Espera-se mais…
Podem fazer melhor!
:3:
Quem vê OTH deve ter achado logo que a culpada era a Nanny Carrie, ou seja, a Sierra. Eu estava mesmo a ver que ela tinha qualquer coisa na manga =P Fora isso… foi mais um, sem nada que destaque como dizes. É uma pena.
:2meio:
Concordo, podem fazer melhor. Mas Castle põe sempre um sorriso nos meus lábios, é o meu guilty pleasure.