[SPOILERS] Halloween. Não, não vos vou falar do mítico filme de John Carpenter, que aterrorizou plateias no final da década de 70, onde um psicótico assassino perseguia de forma demencial a bela Jamie Lee Curtis. Nós, tugas, não temos [ou não tínhamos, pelo menos] o hábito de comemorar o Dia das Bruxas, uma importação de um evento tradicional e cultural, nos países anglo-saxónicos, provavelmente de origem pagã.
Pois, no episódio de “Castle” desta semana, o tema é mesmo esse. A comemoração, com bailes e fantasias a preceito, do acontecimento. E, para tudo condizer, o cadáver da praxe aparece num cemitério. Para surpresa geral, o morto tem uma estaca cravada no coração [como diz Castle (Nathan Fillion), parece que Buffy visitou Nova Iorque], implantes nos caninos, transformando-o num vampiro moderno. A investigação subsequente é uma espécie de “trip” pelos meandros citadinos que não aparecem nos catálogos de turismo. Lojas de tatuagens, dentistas que fornecem implantes, numa subcultura que explora o gosto pelo oculto de uma imensa comunidade que venera a parafernália vampiresca. Pretexto certo para, no decorrer da investigação, Castle e Beckett (Stana Katic) mergulharem de cabeça numa espécie de realidade alternativa, onde há de tudo: bebedores de sangue, penteados góticos, sexo em caixões. Num caso de difícil investigação, pelo carácter quase surreal de que se reveste, os suspeitos vão aparecendo a conta-gotas:
1. Morgan Lockerby (Rob Arbogast), sumarento como presumível autor do crime, pelo seu aspecto lunático e por um cadastro extenso. Ele é possuidor da uma extrema sensibilidade à luz, doença designada por porfíria, adensando-lhe a alucinação e paranóia.
2. Daemon, nome artístico do amigo da vítima, também ela com um primoroso apelido – Corvo. Ambos trabalhavam numa banda desenhada, com potencial, contando a história de um vampiro citadino. Daemon é também assassinado, de forma mais prosaica. Um mero tiro no coração.
No entanto, o aprofundamento da inquirição consegue começar a colocar as peças do puzzle em falta. Ambos os jovens autores foram mortos devido a algo que testemunharam, no passado, longínquos 18 anos antes. A morte brutal de uma jovem. A mesma que, como forma de expurgação, aparecia em forma de anjo na referida banda desenhada. A mãe de Corvo, aliás Matthew, cuja morte continuava por desvendar. Até agora. A madrasta é a culpada, sentenciando o episódio.
Pese o mesmo nada ter acrescentado de relevante à história, confesso que me agradou a temática. Foi uma espécie de lufada de ar fresco, um interlúdio na esquemática e monótona sequência de todos os outros. Um crime. Vários suspeitos. A investigação de sempre. As várias ramificações do crime ajudaram, igualmente, a transformá-lo num dos predilectos, nesta segunda temporada.
O melhor: A sequência inicial. Rick Castle aparece fantasiado de cowboy espacial. Nada mais, nada menos do que a fatiota do capitão Malcom Reynolds, proprietário da nave Serenity. O pormenor delicioso do diálogo com a filha, repleto de referências à antiga série, onde Nathan Fillion angariou uma imensa legião de fãs. “Não usaste isso há 5 anos atrás? Não achas que chegou a altura de seguir em frente?”, são apenas algumas das frases corrosivas ditas por Alexis (Molly C.Quinn).
O pior: A fantasia de Beckett na festa de Halloween. Caramba, fiquei frustrado. Esperava algo mais original ou, preferencialmente, sensual. Fica para outra oportunidade.





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O melhor: A sequência inicial. Rick Castle aparece fantasiado de cowboy espacial. Nada mais, nada menos do que a fatiota do capitão Malcom Reynolds, proprietário da nave Serenity. O pormenor delicioso do diálogo com a filha, repleto de referências à antiga série, onde Nathan Fillion angariou uma imensa legião de fãs. “Não usaste isso há 5 anos atrás? Não achas que chegou a altura de seguir em frente?”, são apenas algumas das frases corrosivas ditas por Alexis (Molly C.Quinn).
Sim, delicioso, fantástico! (só dá vontade em rever a série)
E até achei um caso razoavelmente bom.
:4:
Sem dúvida, Cristiano, deu vontade de voltar a rever as peripécias de Firefly. Aliás, ainda outro dia vi, na TV, o Serenity. Foi, sem dúvida, uma decisão incompreensível o cancelamento da mesma. Que potencial aquilo tinha…
Mesmo! Que cenário que Nathan Fillion manda ao entrar no episódio!
Aquela qualidade do filme, quando tiver tempo vou rever tudo (série e filme)…
No tv.com ainda mencionam outras referências que eu não sabia: “Seamus Dever was a doctor on both General Hospital and Army Wives. Jon Huertas played Sgt. Espera in the HBO series Generation Kill.”
Gostei do episódio, teve um óptimo… tom!
:3meio:
Adorei este episódio e o melhor de tudo foi Castle mascarado à Mal do Serenity e a referência à Buffy.