[SPOILERS] O jogo de cores é notável. Não só no eterno genérico mas em qualquer recanto. Qualquer tonalidade tem sempre um duplo sentido. Vejamos o início: morangos são cortados e batidos, numa mistura saborosa que escorrega nos copos. Num olhar vemos o vermelho saudável da vida em família mas no outro vislumbramos o encarnado doentio do sangue. E isto é “Dexter”.
Pequenos frames que nos ambientam e nos inserem no seu mundo. Como pinceladas subliminares da perfeição. Da capacidade de transmitir um sentimento. Isso tudo aqui, num quintal onde o protagonista vai representando e ensaiando a sua nova vida. Conhecendo os vizinhos, trocando histórias, brincando com os miúdos e zelando para o bem da comunidade. Sim porque Dexter (Michael C. Hall) faz parte dela e e ela anda com problemas: um vândalo provoca distúrbios na vida sossegada e pacífica da população, partindo, pintando, destruindo. Está a colocar em risco a paz de todos mas pior, está a pôr em jogo a vida dupla de um. Uma necessidade que tem de ser mantida a todo o custo.
E por aqui seguiu esta linha adaptativa, estas novas vivências neste novo aquário. Sempre com o grilo falante Harry (James Remar) a tentar chamar o seu filho à razão, mas sem sucesso. Dexter está ali, é mais um desafio a juntar à lista e não será neste que ele irá falhar. Quem não falhou foi o factor chave que nos entretém, e apesar de ter sido uma história familiar (sem sangue) conseguiu oferecer momentos fantásticos de acção, como a fuga aos vizinhos e o confronto final com o verdadeiro malfeitor, e de comédia, como o Karma Chameleon no carro a caminho do trabalho ou a incapacidade de perceber que Quinn o queria “comprar”. Muito bom.
E se a interpretação do protagonista continua colossal, parece que finalmente encontrou uma adversária à altura. O seu némesis, Trinity Killer (John Lithgow), enche o ecrã, assusta e arrepia apenas com a presença. Vimo-lo a pôr fim a mais uma vida, desta feita obrigando a mãe de família a atirar-se de um prédio abandonado. Despediu-se depois do corpo, dando a entender que está a recriar mortes, possivelmente de familiares seus. Foi a sua mãe e a seguir será o seu pai com quem brindou. Será? Ainda é cedo para concluir e gosto bastante do modo como vão destapando o assassino aos poucos, para nos surpreenderem quando soubermos quem ele é, onde mora e o que faz. Porque sim, ele vai entrar em rota de colisão directa com Dexter, profissional e familiarmente.
O resto do episódio correu certeiro entre um Quinn (Desmonsd Harrington) persistente e posteriormente revoltado – novo inimigo? – uma Debra (Jennifer Carpenter) confusa confusa confusa e um Batista (David Zayas) e Laguerta (Lauren Vélez) apaixonados e quase baleados. Deste trio de casais continua a ser apenas o primeiro o cativar-me o interesse: uma dupla suja, interesseira, amoral, ao estilo viscoso do calor e do dinheiro. Gosto de personagens assim.
No final, Rita (Julie Benz) apanha Dexter a partir a iluminação do vizinho e a confusão fica guardada para o próximo episódio. Este aqui, com duas linhas de acção bem demarcadas, ofereceu-nos o protagonista no novo habitat e o antagonista num novo assassínio. Venha mais!





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Outro episódio ao nível de Dexter, um bocadinho de nada mais calminho.
Destaque para a cena do prédio com o Trinity Killer e Dexter a conviver nos suburbios. Os romances da Debora é que estão a ficar um pouco secantes, deviam se focar mais na busca que iniciou.
:4:
Este início de temporada tem sido bem bom.
O John Litgow promete fazer história nesta série com o seu personagem estou ansioso para ver o desenrolar disto.
Mais fraquito este episódio, muito centrado na vida familiar dos subúrbios. Mas as cenas com o Trinity Killer são sempre de arrepiar!
:3meio:
Eu fico tão nervosa cada vez que o Dexter faz alguma coisa para comprometer o seu disfarce! Nem quero pensar o que ele vai inventar para calar a Rita…
Pode ter sido um episódio mais fraco, mas merece sem dúvida
:4:
Tem sido um exccelente regresso da série.
Pontos positivos:
- Karma Chameleon (hilariante a cara do Dex)
- O jipe do Masuka e o gosto musical por country music
- O oferecer de bilhetes ao Masuka com a frase “no fucking!”
- A cara do Dex quando empurrou a Astor para a piscina
- “Special Agent Grandpa”, o seu chapéu, e a aproximação à Deb
- Fuga dos vizinhos e luta final
- O Grande Trinity. Numa palavra: Soberbo
- A Rita a apanhar o Dex, belo gancho
Pontos negativos:
- O facto da mulher nem ter lutado com o Trinity (do que deu para ver). Deixou-se levar pela mão, sem tentar fugir. Se tentou foi sem qualquer vontade. Percebo que o medo bloqueie um pouco as pessoas, mas mesmo assim deviam ter feito com que ela tentasse fugir ao sair do carro ou antes de entrar no armazem.
- Rebedia da Astor. É típico da idade, é uma storyline que dá jeito, serve de filler… mas chateia.
- Estúpido do Quinn que conta tudo à jornalista. Se bem que aqui até tenho curisiodade para ver o desenvolvimento.
Boa review
Muito bom mesmo. Quero ver agora o que o Dexter vai dizer à Rita.
Cena favorita: Rita a cantar Karma Chameleon e a cara do Dexter.