[SPOILERS] A tendência que esta série tem para falhar o alvo (sabendo bem onde ele está) é gritante. Quase tanto como as contínuas falhas da Dollhouse e o seu intuito em nada fazer para as resolver.
A mim é-me indiferente que uma organização como a Dollhouse apresente tanta falha em tão poucos episódios (prisioneiros que facilmente escapam, glitches quase sucessivos, sistema completamente offline, etc, etc) e que nada faça para as resolver. Afinal de contas é de ficção que se trata e cada qual aceita aquilo que quiser. No entanto, este expediente das falhas está já a cansar no argumento. Já foi usado, abusado e neste episódio voltam a usá-lo. Soa tudo a facilitismo, preguiça e falta de empenho por parte de quem escreve esta série. Basicamente, a série (nos três episódios desta temporada) move-se num círculo narrativo em que só há lugar ao que já se fez. Olha-se para o passado longínquo (sim! Embora não pareça, esta já é a segunda temporada) em vez de se avançar no correcto sentido.
O episódio até tem o dom de ter dois casos. Dois é maior que um e o plural pode significar diversidade. No entanto o caso que envolve Echo (Eliza Dushku) é de uma “pobreza franciscana” que nem o seu final lhe salva da miséria. A não ser que o objectivo tenha sido mostrar pela enésima vez como a Eliza fica bem quando tem poucas peças de roupa no seu corpinho (facto que, também, já começa a cansar).
O caso envolvendo Victor (Enver Gjokaj) foi mais interessante. Começando com um estranho “ritual” por parte de Terry (Joseph Sikora), passa mais tarde por ser mais uma missão da casa. Embutido com as memórias de Terry, Victor dá-nos uma excelente apropriação da personagem (com todos os seus maneirismos) e proporciona uma oportunidade de Paul (Tahmoh Penikett) ter algum protagonismo.
Por falar em protagonismo, temos mais uma visita do elenco de “Battlestar Galactica”. Desta vez é Michael Hogan e que à semelhança do seu outro “colega”, teve pouco… protagonismo. E leva-me a questionar esta tendência de convidarem actores conhecidos para papéis diminutos. Ainda para mais quando o orçamento é curto.
A enésima asneira de Topher (Fran Kranz) permite dar algum impulso à narrativa, unindo os dois casos e provocando reacções bem diferentes em ambos os activos. Se Victor pavoneava-se todo num discoteca (para gáudio da multidão), Echo comportava-se como Terry e semeava violência por onde passava. No final do episódio acontece a normal resolução do(s) caso(s): os activos são resgatados, a organização mostra-se competente outra vez e a narrativa principal continua no ponto onde estava antes do episódio ter começado.
“Cansaço” é a palavra que me vem à cabeça no final do episódio. Cansado: dos mesmos truques baratos da narrativa, dos mesmos conceitos usados vezes sem conta, da falta de rumo na série, da narrativa que não avança, do desperdiçar de boas ideias, do amadorismo da série (não! É impossível ser a mesma pessoa que nos trouxe “Firefly”) e de esperar. Por algo que lembre o final da temporada passada.





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Mesma coisa de sempre. Estou farto dos glitches dos activos, será que não há outra maneira de tentar cativar o espectador? Mas ao menos posso dizer que gostei mais deste que dos anteriores e sempre deu para rir um bocado com o Victor a fazer de gaja (se bem que para mim, a sua interpretação devia ter sido melhor, mas também como deve ser um papel dificil de fazer.)
:3: (por arredondamento)
Pois é… É mais uma daquelas séries que vejo só por ver… Sem evolução…
:3:
Victor: :bow: Enver Gjokaj :bow:
Por incrível que pareça… eu não desgostei deste episódio. Sinal do Apocalipse, portanto. Qual 2012 qual quê, o fim está próximo!
:3meio:
Mede a tua febre rapariga! Tu não podes estar bem!
Eu sei, eu sei.
Já tenho a vacina da febre tifóide e da febre amarela marcadas. Quem sabe não ajuda!
Eu também nem desgostei. E o Vitor é o maior! Que desempenho, a sério.
este talvez tenha sido o episódio que mais gostei neste temporada..
sou sincero, não percebi a intenção do caso da Eccho, mas gostei do outro caso, teve boas interpretações.
questões morais vieram ao de cimo, falou-se na Dr. (finalmente)
mas o problema é que a história não avança, o Paul voltou a ter uma conversa com a Eccho, mas isso já tinhamos visto e isso não avança em nada.
o Topher é um génio ou amador? é que muito erro cansa..
o Michael Hogan devia ter tido um pouco mais de destaque, só espero que quando aparecer a Glau o destaque seja bem maior.
pela promo do proximo episódio as coisas parecem melhorar bastante. e no 2×6 ainda mais.
cada vez acho mais que a Eccho caminha para ser o novo Alpha, por falar nele onde é que ele anda?
pela promo do proximo episódio as coisas parecem melhorar bastante. e no 2×6 ainda mais.
No 6 outra vez ? Oh diacho! Será que foi a FOX outra vez a dar cabo dos episódios
cada vez acho mais que a Eccho caminha para ser o novo Alpha, por falar nele onde é que ele anda?
É uma hipótese. Do Alpha eu também queria saber mas por agora a maior preocupação deles é colocar a Eliza em mini-saia
O Joss vai voltar a cometer o mesmo erro da temporada passa, anda a pastar e depois dá bons/muito bons episódios lá mais para o fim. o problema depois serão as pontas soltas
sou sincero, não percebi a intenção do caso da Eccho
Era o mais óbvio: :frak:
A Dollhouse não é mais que uma casa de meninas de luxo na maioria das vezes.
Mas isso já nós sabemos desde o primeiro episódio.
O que me leva, por vezes, a pensar se o Wheon não será, na verdade, um closet weirdo. Buffy – pita adolescente combate vampiros; Firefly – pita adolescente estranha dá porrada a toda a gente; Dollhouse – prostitutas de luxo.
prostitutas de luxo.
O Vitor também já andou na festa
Não foi mau de todo, teve os seus momentos… Mas mais uma vez, ‘viro disco e toca o mesmo’. Já cansa.. Precisa de um abanão a série!
Avancem na história! O Alpha nunca mais deu sinais de vida? A Whiskey?
Veremos o que acontecesse para a semana quem vem..
:3:
Nem acredito no que leio. Só Razoável? Para mim, este episódio garante um bom, quase muito bom. Eu concordo que o enredo da Echo foi um pouco chato mas para o final, melhorou. Adorei o Victor, tudo o que ele fez foi altamente e Paul, esse continua a perturbar-me e que tal aquela cena entre o Terry e o Paul? Paul diz que ele precisava de se rodear de falsos para ter controlo e ao dizer isso estava a descrever-se a sim mesmo e à Adelle.
Sim, esta série tem falhas mas todas as semanas tem-me dado sempre algo em que pensar, algo que me desafia e é por isso que prefiro ver Dollhouse do que certas séries por aí.
Devo dizer que adorei este episódio. Não percebo o “cansaço” de que falam. A nível institucional também acho estranho uma organização ter tantos problemas em tão pouco tempo mas entre a Echo que tem qualquer coisa naquela cabeça que faz com que ao contrário de todos os que passaram naquela casa (e não devem ter sido poucos) nunca volte totalmente ao estado de “Tabula Rasa”, acho que ainda há um intruso naquela casa. Aquele que falou pela voz de Echo no restaurante chinês com o Paul. Duvido que tenha sido o Alpha, e muito menos o responsável da segurança que está agora no “Attic”. Não sei. A ver vamos.
Agora, este episódio lançou alta bomba para quem viu o Epitaph One. É a partir daí que Topher desenvolve a tecnologia dele ao ponto de poder “limpar” um active à distância. Ao “imprimir” Victor sem querer, foi também outro avanço no “remote control”. É o primeiro passo para o apocalipse que já se viu no Epitaph One. Admira-me ninguém aqui ter apontado isso e terem-se todos concentrado no caso da Echo que, de facto, não trazia nada de novo, mas convinha haver um caso assim sem sal para o twist aquando do “reprint” à distância :S Mas começo a acreditar que vemos a série com olhos diferentes.
Gostei do “Cansado: dos mesmos truques baratos da narrativa, dos mesmos conceitos usados vezes sem conta, da falta de rumo na série, da narrativa que não avança, do desperdiçar de boas ideias, do amadorismo da série e de esperar”
Cada narrativa tem as suas próprias características, gostava de saber quais são esses truques baratos, concretamente. Os mesmos conceitos.. tirando uma “falha na linha linear dos acontecimentos que faz com que aconteça algo de imprevisto” que basicamente se chama “processo de escrita de um episódio”, acho que até temos tido conceitos bastante variados.. tudo girando à volta do que faz um ser humano ser humano. Uma mente num corpo, só? Eu acho que a série tem um rumo, sim… muito mais agora com o Epitaph One, acho que ficou claro que tinha ‘-_- Agora, eu vejo é eles a tentarem explorar qualquer ideia que tenham, na medida em que não sabem até que ponto haverá terceira temporada ou não. Para o caso de haver, não convém avançar muito depressa (e conheço uma série com gajos perdidos numa ilha que avançava bem mais devagar e ninguém se queixava…quer dizer, lançavam assim poeira pos olhos para dar o sentimento que algo avançava mas na
). O Epitaph One, na minha opinião, foi um tiro no pé. Quanto ao amadorismo da série.. é um pouco como os truques baratos da narrativa e o desperdiçar de boas ideias. Gostava de que me explicassem melhor a vossa ideia, porque até pode ser que concorde, mas sem argumentos não percebo sequer.
So para acabar, devo sublinhar que não, não sou um fanático do Joss. Não irei dizer amén a tudo o que faz (inclusive o último episódio da primeira temporada de Dollhouse, sem ser o Epitaph One… Achei bastante fraco. Para não falar no Alpha que desiludiu-me muito e foi “Kelleyrizado” entretanto) mas gostei mesmo deste episódio e dos dois anteriores, também
Em cada episódio deu-se um “avanço” na tecnologia do Topher… no primeiro centrado em Echo que agora consegue fazer malabarismo com as várias personalidades, no segundo quando Topher explica que agora consegue adaptar o corpo físico e mudá-lo geneticamente de modo a conformar-se à personalidade em questão e agora neste episódio com toda este avanço da tecnologia “à distância”.
Fogo, e o Victor a dançar… Inesquecível
(já agora, se não me engano trocaram a ordem dos episódios entre o 2 e o 3, mas até acho que foi melhor assim..)
“Sim, esta série tem falhas mas todas as semanas tem-me dado sempre algo em que pensar, algo que me desafia e é por isso que prefiro ver Dollhouse do que certas séries por aí.” Amén ^^
PS: Kelleyrizar é o nome dado ao processo de uma personagem de determinada série desaparecer e não se ouvir mais falar nela depois, como se nunca tivesse existido. Foi um método bastante usado por David E. Kelley (daí o nome) por exemplo em Ally McBeal (Georgia?? Renée????).
PSS: Claro que esse termo na verdade não existe :p
Agora, este episódio lançou alta bomba para quem viu o Epitaph One. É a partir daí que Topher desenvolve a tecnologia dele ao ponto de poder “limpar” um active à distância.
Esqueces-te que o Alpha já tinha feito tamanha artimanha com Echo (quando ela está fechada no banco). Desta vez há só uma pequena evolução.
E depois? É assim uma coisa tão importante para o desenrolar da série? Ainda para mais vindo do Topher, que por cada coisa que faz bem faz outra mal e não consegue explicar o porquê.
e terem-se todos concentrado no caso da Echo que, de facto, não trazia nada de novo, mas convinha haver um caso assim sem sal para o twist aquando do “reprint” à distância
Convinha? Isso é desculpa de mau pagador e se te contentas com isso, óptimo para ti. Então agora por cada twist temos que ter um caso de chacha (ou uma linha narrativa desnecessária), porque se não tivermos, não conseguimos assimilá-lo?
do desperdiçar de boas ideias
A própria série é um desperdiçar de ideias. Casos como ela encarnar alguém que já morreu, um agente infiltrado numa seita, uma ladra de bancos, uma negociadora de reféns, etc, etc… são tiros ao lado (no que respeita à génese da série). Isso tudo vemos noutras séries (eu pelo menos vejo), sem precisarmos de Dolls e afins (e com resoluções muito melhores). Não será por aí que a série marcará pontos.
O episódio passado foi o exemplo de um caso que se enquandra na série (devido às problemáticas que levanta) mas foi mal aproveitado. Ficaram pela rama em vez de aprofundar. Parace que há preguiça de fazer algo diferente. É mais fácil fazer o que (quase) todos os outros fazem.
truques baratos
Os truques são, por exemplo, os glitches/falhas que já aconteceram “n” vezes e no episódio seguinte volta tudo ao zero. E neste episódio foi outra vez um glitch que serviu para dar um impusol à narrativa. Isso já vem da outra temporada. Outro truque barato (e aqui recorro à minha bola de cristal) é estarem a fazer esta temporada como Terminator fez a sua segunda. As melhores ideias, os melhores desenvolvimentos, estão guardados para outros episódios (provavelmente o final da série será “explosivo”), num “engonhar” que me toma por parvo. A maneira como a temporada terminou é irrelevante. Assim como o Alpha desaparecido, o FBI e a história do Paul, o big boss da organização, etc (isto tudo está guardado para outros episódios). Interessa agora é dar casos de traficantes de droga e outros que tais, pois foi isso que ficou pendente. É barato porque não dá trabalho fazer.
Agora, eu vejo é eles a tentarem explorar qualquer ideia que tenham, na medida em que não sabem até que ponto haverá terceira temporada ou não
E qual é a série que sabe, à partida, que terá uma futura temporada? Poucas sabem. É a regra do jogo e é igual para todas. Isso foi a desculpa para os 5 episódios iniciais da 1.ª temporada? É a desculpa para estes três terem sido assim? E quando a narrativa finalmente avançar? Vai ser porque têm confirmada uma 3.ª temporada?
Eu acho que a série tem um rumo, sim… muito mais agora com o Epitaph One,
Se tu achas que esse é o rumo da série, tudo bem. Quando falo em rumo, não me refiro ao seu final. Refiro-me ao saber, que em cada semana, cada episódio terá acrescentará algo à linha de continuidade. O que eu vi nestes 3 episódios não foi isso. Pensava que já tinham estabelecido o rumo da série (em termos de saberem o que querem fazer com as personagens e com a história) nos episódios finais da última temporada e afinal, para já, isso tudo foi esquecido. Claro que depois pode vir uma boa explicação para toda esta ausência de alguma informação (uma série não é como um filme), mas até lá fico-me pela falta de rumo e confusão.
Não percebi porque meteste Lost aí no meio, pois a narrativa de uma é incomparável com a outra (e falo tão só em termos da maneira como ambas são contadas).
Em cada episódio deu-se um “avanço” na tecnologia do Topher
Lá está. Para ti isso é avanço de narrativa, para mim isso são peanuts.
Em relação à citação que fazes da Cláudia. Cada um sabe aquilo que lhe desafia. Eu sei bem que estes episódios desafiaram-me pouquíssimo. E não são umas linhas de diálogo filosófico (Quem somos? Para aonde vamos? Que fazemos aqui? Serei feliz?) que me mostram o contrário. Os filmes de Manuel de Oliveira desafiam-me. Ou um sistema linear de equações diferenciais do 3.º grau.
Resumindo (que isto já vai longo). Tu gostas do rumo que a série está a tomar (e seguiu nestes 3 eps.). Eu não. Depois daquele final (do ep. 12) esperava outro rumo e o continuar de toda aquele turbilhão que tinha sido a segunda metade da temporada. E quando eles mudarem de rumo (e se eu gostar), cá estarei para falar bem da série. Até lá, só posso dizer aquilo que ela actualmente me dá: cansaço!
“Esqueces-te que o Alpha já tinha feito tamanha artimanha com Echo (quando ela está fechada no banco). Desta vez há só uma pequena evolução.”
Não me esqueci, não. Mas a Dollhouse nunca o tinha feito antes. E, ou me engano, ou serão as Dollhouses pelo mundo fora que irão levar ao Epitaph One e não o Alpha
“E depois? É assim uma coisa tão importante para o desenrolar da série?”
É um passo para o fim. Pensei que fosse o que querias.
“Convinha? Isso é desculpa de mau pagador e se te contentas com isso, óptimo para ti. Então agora por cada twist temos que ter um caso de chacha (ou uma linha narrativa desnecessária), porque se não tivermos, não conseguimos assimilá-lo?”
Não foi isso que eu disse. Com o caso de Echo que tão “pouco valor” tinha a nível narrativo, o twist faz com que funcione, na medida em que não se estava à espera daquilo. Era mais um caso qualquer cujos diálogos serviam de eco a outra temática desenvolvida no episódio. Mas não. Sinceramente, achei que funcionava bem, e não ressenti isso como preguiça por parte dos guionistas.
“Casos como ela encarnar alguém que já morreu, um agente infiltrado numa seita, uma ladra de bancos, uma negociadora de reféns, etc, etc… são tiros ao lado (no que respeita à génese da série). Isso tudo vemos noutras séries (eu pelo menos vejo), sem precisarmos de Dolls e afins (e com resoluções muito melhores). Não será por aí que a série marcará pontos.”
Pois não. Mas se queres demonstrar a variedade dos casos da Dollhouse tens que passar por eles. Se a série se concentrasse na Dollhouse, sem esses casos, e em que cada episódio exclusivamente se concentrasse em dar passos avante na mitologia da série, sinceramente acho que não funcionaria tão bem.
“O episódio passado foi o exemplo de um caso que se enquandra na série (devido às problemáticas que levanta) mas foi mal aproveitado. Ficaram pela rama em vez de aprofundar. Parace que há preguiça de fazer algo diferente.”
Hum… Eu não achei tão mal aproveitado quanto isso. Tu, como guionista, que terias feito no episódio?
“Os truques são, por exemplo, os glitches/falhas que já aconteceram “n” vezes e no episódio seguinte volta tudo ao zero.”
Nesse aspecto só posso concordar. As vezes também sinto pouca continuidade entre cada episódio. (Quanto a Terminator, não vi)
“E qual é a série que sabe, à partida, que terá uma futura temporada? Poucas sabem. É a regra do jogo e é igual para todas. Isso foi a desculpa para os 5 episódios iniciais da 1.ª temporada? É a desculpa para estes três terem sido assim? E quando a narrativa finalmente avançar? Vai ser porque têm confirmada uma 3.ª temporada?”
Acho que Dollhouse a nível de futuro teve sempre menos sorte que qualquer outra série. E não falo em audiências nem nada do género, falo na incerteza de continuar, no “será que dou mais luzes agora espero para o caso de haver uma nova temporada?”. Sim, porque há séries, principalmente séries como Dollhouse, que se constróiem à volta da sua mitologia mais do que dos “casos” que vão ponctuando todos os episódios, que não se podem dar ao luxo de se construir sem saber se sim ou não haverá continuidade. Poderiam. Construíam um arco narrativo para a temporada, no fim davam algumas respostas e algumas questões ficariam em aberto para a hipotética temporada seguinte.. Mas com “aquele” episódio, fodeu tudo. Ninguém ficará contente se não assistir à descida aos infernos da Dollhouse (e do mundo todo, diga-se). Eu continuo a achar que o Epitaph One foi um tiro no pé. Enfim… Não me estou a explicar muito bem, mas acho que de qualquer modo não concordaríamos
“Pensava que já tinham estabelecido o rumo da série (em termos de saberem o que querem fazer com as personagens e com a história) nos episódios finais da última temporada e afinal, para já, isso tudo foi esquecido. Claro que depois pode vir uma boa explicação para toda esta ausência de alguma informação (uma série não é como um filme), mas até lá fico-me pela falta de rumo e confusão.”
Nesse problema de falta de continuidade concordo plenamente. Também não esperava episódios como esses que temos visto, mas ao contrário de ti, não desgostei.
“Não percebi porque meteste Lost aí no meio, pois a narrativa de uma é incomparável com a outra (e falo tão só em termos da maneira como ambas são contadas).”
Porque Lost é outra série que pouco avançava ao longo dos anos. E lá está, os próprios responsáveis admitiram que estavam a “engronhar” até saberem exactamente quando seria o fim da série, afim de organizar tudo.. E pelo que percebi de quem vê, desde que souberam qual seria a temporada final, a série nunca esteve melhor. Longe de mim a ideia de querer comparar os géneros de Lost e Dollhouse. No ponto do ritmo é que sim, dava para comparar, pelo menos na minha humilde opinião:)
“Os filmes de Manuel de Oliveira desafiam-me. Ou um sistema linear de equações diferenciais do 3.º grau.”
LoL.
“Tu gostas do rumo que a série está a tomar (e seguiu nestes 3 eps.).”
Mais uma vez, não me percebeste. Eu não disse que gostava do rumo da série. Eu gostava de ter mais continuidade com o que se tem passado no fim da primeira temporada. Gostava também de casos mais rebuscados que construíssem o episódio num vector entre o caso, a mitologia e as personagens. Mas o que eu disse, sim, foi que apesar de que preferira outro rumo para esta 2ª temporada, NAO desgosto desses episódios e consegui apreciá-los bastante, até.
@Luls:
Com o caso de Echo que tão “pouco valor” tinha a nível narrativo, o twist faz com que funcione, na medida em que não se estava à espera daquilo.
Em mim teve o sentimento exactamente oposto: o facto de existirem dois casos a decorrer em simultâneo mas serem tão dispares em termos de intensidade fez-me prever bem cedo que havia ali uma intenção de dar uma reviravolta na história a determinada altura.
Não me esqueci, não. Mas a Dollhouse nunca o tinha feito antes. E, ou me engano, ou serão as Dollhouses pelo mundo fora que irão levar ao Epitaph One e não o Alpha
Pois! E aí se vê toda a qualidade daquela organização e todo o “genialismo” do Topher! E por falar em outras Dollhouses. Onde estão elas? Quase desde o início da série que se sabe da existência delas, mas nada de aparecerem.
É um passo para o fim. Pensei que fosse o que querias.
Não sei se será aquele o fim. Mas se for (para além de ser algo já batido), a mim pouco me importa. Interessa-me mais o caminho até lá do que propriamente o final. E aí é que entra a tal falta de rumo que digo. Isto não é uma telenovela, em que só interessa saber quem casa com quem, quem morre ou quem fica com o mordomo.
Com o caso de Echo que tão “pouco valor” tinha a nível narrativo, o twist faz com que funcione, na medida em que não se estava à espera daquilo.
Para mim, um twist para funcionar a 100% tem que me apanhar de surpresa. Para além disso, tem que ser algo (quase) único. A partir do momento que já houve n glitches, a partir do momento que se sabe que o Alpha conseguiu fazer (isto no ep. 4 da temporada passada) o apagar remoto da Echo, uma cena que se baseia nisso perde muito da sua imprevisibilidade. Há a troca de identidades. E depois? É esse o twist? Ainda para mais com aquela representação da Eliza? Prison Break também tinha muitos twists e os da penúltima/última temporada eram assim para o esquisito.
Pois não. Mas se queres demonstrar a variedade dos casos da Dollhouse tens que passar por eles.
ok. Mas não precisas de dedicar metade (às vezes mais) de um episódio a esses casos de chacha. Vê lá o episódio em que Vitor é “amante” da Adelle ou o episódio em que a Sierra faz de agente! Vês a variedade de casos, passas por eles rapidamente e tudo avança. Variedade sim! Simplicidade e enfadamento não!
Hum… Eu não achei tão mal aproveitado quanto isso. Tu, como guionista, que terias feito no episódio?
Se fores ver os comentários do episódio, tem lá um do zb com uma boa ideia para o mesmo. Um caso daqueles (alguém que pensa ser mãe, etc, etc) não se resolve daquela forma atabalhoada. Se querem colocar em jogo as questões éticas de tudo, têm que as expôr e debatê-las convenientemente.
Acho que Dollhouse a nível de futuro teve sempre menos sorte que qualquer outra série. E não falo em audiências nem nada do género, falo na incerteza de continuar
Tem a mesma sorte que todas as outras. Que futuro tem Flashforward? Chuck? Fringe? Modern Family? etc, etc, etc. Incerteza de continuar têm todas. E esta nem se pode queixar, pois com a miséria de audiências que teve foi renovada!
Sim, porque há séries, principalmente séries como Dollhouse, que se constróiem à volta da sua mitologia mais do que dos “casos” que vão ponctuando todos os episódios, que não se podem dar ao luxo de se construir sem saber se sim ou não haverá continuidade
O problema de Dollhouse é usar precisamente os casos para desenvolver a série (em vez de usá-los como algo que faz parte de um todo). Que eles estejam lá, tudo bem. Mas não me venham com casos de traficantes de armas ou com outras chachadas que já o MacGyver ou a A-team lidavam com eles. Por favor!
Nesse problema de falta de continuidade concordo plenamente. Também não esperava episódios como esses que temos visto, mas ao contrário de ti, não desgostei.
Bem. Tendo em conta que as notas são positivas, também posso dizer que o meu balanço é positivo. Mas eu regulo-me pelo melhor que cada série pode apresentar. E para mim, Dollhouse já apresentou muito melhor. Em vez de pensar “Ok. Foi fraquinho, mas até teve umas coisas giras” eu penso “Bolas!!! Mas estes gajos não querem voltar a fazer episódios como o 9, o 11 ou o 12?”
Porque Lost é outra série que pouco avançava ao longo dos anos. E lá está, os próprios responsáveis admitiram que estavam a “engronhar” até saberem exactamente quando seria o fim da série, afim de organizar tudo
Mas se isto te serve para justificar o “engonhanço” de Dollhouse, estamos mal. Até porque eles pensavam que já nem voltavam. Portanto, o ano passado o futuro deles era uma temporada. E por agora (eles iam filmar esta semana o 8.º ep.) já devem saber que o futuro deles não passa desta segunda temporada. Com esta série é que não há mesmo razões para engonhar porque o futuro não existe. Eles devaim era avançar, avançar e avançar.
Eu gostava de ter mais continuidade com o que se tem passado no fim da primeira temporada. Gostava também de casos mais rebuscados que construíssem o episódio num vector entre o caso, a mitologia e as personagens.
Ou seja, queres o mesmo que eu. A única diferença é que até lá tu até aprecias (apreciaste) estes tipos de episódio. Mas eu não! Recuso-me a achar estes episódios bons ou médios. Quero ver o melhor da série e não o seu pior.
Bem, para responder rapidamente tanto ao Maciel como ao Zb acho que no fundo todos queremos o mesmo. Temos é diferentes sensibilidades para com cada episódio.
Eu só vim aqui defender o facto de ter gostado deste episódio e pedir alguns esclarecimentos ao Maciel em relação ao que escreveu = Check
E na medida em que isto não é um fórum, acho que já chega. No próximo episódio somos capazes de ter mais uma troca saudável de opiniões.
Mas nós gostamos é de conversa. E mesmo não sendo um fórum, os comentários servem exactamente o mesmo propósito. Além de que opiniões bem articuladas, sejam concordantes ou não, são sempre bem-vindas. :cool7:
Além de que opiniões bem articuladas, sejam concordantes ou não, são sempre bem-vindas.
Ora nem mais. E é com comentários assim que uma pessoa também vai percebendo melhor as opiniões dos outros e reparando em coisas que podem ter escapado (ou que não tenhamos entendido).
Luís, acho que fazes (fizeste) bem em expressar a tua opinião e fundamentá-la. Cá estarei, sempre, para lê-la.
Se estive aqui para defender Vows e Instinct, episódios que gostei e até achei bons, não posso fazer o mesmo com este. Simplesmente não gostei. Podiam ter feito tanta coisa com isto e foram pelo caminho mais fácil.
:2meio:
Luís, ainda bem que concordas comigo. Já estava mesmo a pensar que eu era a única que pensava assim sobre o episódio e que era só eu que via o episódio de maneira diferente.