[SPOILERS] Há umas boas semanas atrás reclamava eu da falta de uma direcção concreta desta história, da falta de uma trama consistente que ligasse os episódios e que permitisse às personagens crescer e evoluir. Durante muito tempo, foi esse o caso – a temporada começou bem, com algumas histórias interessantes e com a promessa de dar destaque a quem não o teve ao longo dos anos, mas rapidamente caiu num quase caso da semana, sem qualquer chamariz que nos fizesse antecipar o próximo domingo. Mas, porque seis anos depois, “Entourage” continua a conseguir mostrar serviço, nos últimos episódios temos assistido a uma melhoria considerável na qualidade das histórias, que se tornam mais consistentes e com algum interesse para o futuro da série.
Comecemos então por quem menos teve que fazer: tirando Vince (Adrian Grenier) que, para ver se anima história, resolveu mudar de ares e foi comer a conquista do dia para a piscina, Eric (Kevin Connolly) foi quem menos teve que fazer no episódio. Agora que (graças aos céus e a todos os anjinhos e anjinhas do panteão) se livrou de Ashley, admite que quer mesmo é Sloan (nãoooo! A sério?!!!!) mas ainda tem tempo de apanhar um susto valente quando descobre que a sua rebound girl é bem rodada e inclui alguns extras imprevistos. Com o boletim de saúde limpo, resta saber se a sua admissão irá ter consequências futuras ou se, na sétima temporada, iremos assistir a mais do mesmo.
Quem também apanhou um belo susto neste episódio foi Drama (Kevin Dillon). Agora que conseguiu libertar-se do contrato de Five Towns e que a oportunidade de regressar ao complexo de apartamentos mais famoso de sempre chegou, tudo parece bem encaminhado. Mas uma noite de bebedeira, um realizador pouco favorável, um convidado indesejado e os complexos pessoais deste actor acabam por ter resultados imprevisíveis. O que, à primeira vista, parecia um mero ataque de pânico, revela-se algo potencialmente mais perigoso, forçando Drama a repensar a sua vida. A decisão que toma pode não ser a mais aconselhável – deixar mais uma vez as luzes da ribalta para se dedicar algo menos stressante -, arriscando-se a desaparecer da cena para onde, a muito custo, tinha conseguido voltar, mas deixa-nos com alguma expectativa de saber o que mais poderá acontecer a esta grande personagem.
Se uns sofrem de problemas cardíacos, outros ficam com o coração despedaçado. Turtle (Jerry Ferrara) foi, desde a primeira temporada, a personagem que menos destaque teve e que menos evoluiu. Para nós, Turtle era apenas o motorista do Vince, o gajo que arranjava a passa e que adorava bonés e sapatilhas de marca. Mas, ao longo desta temporada, tivemos a oportunidade de ver Turtle a tomar decisões importantes e a escolher um novo caminho. A sua relação (dentro e fora do ecrã) com Jamie-Lynn Sigler e a escolha de voltar à Universidade a ver se conseguia dar um rumo à sua vida foram duas óptimas histórias que nos acompanharam ao longo da temporada. Talvez por isso, a surpreendente decisão de Jamie-Lynn, de deixar a relação dos dois em stand-by enquanto ela estiver a filmar longe dos EUA, acaba por nos afectar tanto quanto as lágrimas de Turtle à porta do aeroporto. Este foi um bom momento para Turtle mostrar o seu lado mais emotivo, e uma boa interpretação de Jerry Ferrara.
Num episódio em que as relações estiveram na ordem do dia, é interessante ver que nem mesmo a história de Ari (Jeremy Piven) acaba por destoar. Que o surpreendente regresso de Terrance (Malcolm McDowell) trazia água no bico já nós sabíamos, mas mesmo assim é sempre bom ver Ari no seu melhor em acção para descobrir o porquê desta decisão de Terrance de vender a sua parte na empresa àquele que considerou o seu pior inimigo. Com a ajuda da sempre espantosa Melinda Clarke, Ari consegue comprar as acções de Terrance a um óptimo preço, vingando-se assim finalmente daquele dia em que foi expulso praticamente sem nada do antigo escritório. E, para adoçar a vitória, irá agora passar a ser chefe das duas pessoas que mais o trairam: Adam Davies (Jordan Belfi) e Lloyd (Rex Lee). Esperam-se grandes desenvolvimentos no episódio final desta série!







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Achei um dos mais fracos da temporada. Vamos ver se o finale é melhor q este penúltimo episódio.
:3:
A sério? Bem… que diferença da tua opinião para a minha. :wink1:
Já em Bored to Death, poucos andam a gostar da série, esperavam mais, etc., mas eu acho a série um espectáculo. :verycool:
És do contra. :wink1:
(e fazes tu muito bem!)