FlashForward: 1×02 – White to Play (ABC)

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[SPOILERS] O futuro. Estará escrito? Será que o percurso de cada um de nós foi previamente estabelecido por algo maior? Que, independentemente dos passos que dermos, os resultados serão sempre os mesmos. Ou será que o destino de cada qual é traçado por ele próprio? Que cada individuo possui autonomia suficiente para escrever as suas próprias linhas da sua própria vida. É com esta noção, com este conflito entre conceitos (que é bem semelhante ao de uma outra série que eu não digo qual porque prometi que já não o faria), que cada personagem de “FlashForward” agora se debate. A estas pessoas foi-lhes dada a oportunidade (ou adversidade, conforme cada um quiser encarar o acontecimento) de verem 137 segundos da sua vida a 29 de Abril de 2010 (parece que em algumas zonas do mundo, devido aos fusos horários, o dia será 30 de Abril) e agora têm de lidar com aquilo que testemunharam, debatendo-se por saber se o seu futuro está mesmo escrito ou se o poderão, de alguma forma, alterar.

Este episódio parece jogar com a ideia de que o futuro poderá não ser maleável e fá-lo de duas formas distintas:

  • Por um lado, a principal linha de argumento do episódio, a da investigação, permite a colocação da possibilidade de que são os próprios personagens, ao tentarem desconstruir a visão que tiveram, que vão construir o futuro cujo vislumbre lhes foi possibilitado (muito à semelhança de uma outra série que eu não digo qual porque prometi que já não o faria) durante aqueles 137 segundos.
  • Por outro, a linha de argumento secundária, a que envolve a Olivia (Sonya Walger), parece indicar que não há muito por onde escolher e que se não formos ao encontro do nosso destino ele virá ao nosso encontro.

    O episódio centra-se num dos pedaços do puzzle que foi a visão do protagonista, Mark Benford (Joseph Fiennes), concretamente, a referência a alguém chamado D. Gibbons. Caída do céu na altura certa, surge na sede do FBI Didi Gibbons (Stephanie Weir), uma dona duma pastelaria em Anaheim, que no seu “flashforward” se viu a referir os nomes dos agentes Benford e Noh (John Cho), e, por iniciativa própria, decidiu procurá-los de modo a ter alguma paz de alma, na esperança de esclarecer porque estaria no futuro a falar acerca de duas pessoas que nunca sequer tinha conhecido, agentes do FBI, quando sempre foi uma pessoa de bem e dedicada a respeitar a lei. Rapidamente, os agentes descobrem que alguém clonou o cartão de crédito da senhora e que Pigeon, Utah, é onde têm de dar o próximo passo na sua investigação.

    Envolta em boas doses de suspense e alguma acção, esta investigação acaba por revelar dois factos interessantes para o cômputo geral da história: primeiro, que este D. Gibbons estava em contacto telefónico na altura do “flashforward” com o homem que se descobriu no final do episódio anterior não ter sido afectado pelo evento como, supostamente, o resto da humanidade; segundo, Demetri ficou mais certo que a morte lhe está reservada ao encontrar uma outra pessoa, a xerife de Pigeon, que também não conseguiu ver nada no seu “flashforward” – ainda para mais, ela nem sequer terminou o episódio com vida. E se o mistério em torno do primeiro ponto ainda se adensou mais com a revelação de que o D. Gibbons também esteve presente no “flashforward” da pequena Charlie (Lennon Wynn), quanto ao segundo, o facto de ter aparecido alguém que sabia a data de quando o Demetri vai ser assassinado (o que deverá, com certeza, estar relacionado com a investigação do “flashforward”) deixou a [grande] sensação de ter sido algo completamente forçado – aliás, o próprio personagem estranhou o facto de estar a receber um telefonema tão pouco tempo depois de ter colocado o seu “perfil” no site dedicado aos “flashforwards” –, além de que muda por completo a direcção do personagem, fazendo passá-lo de alguém que se debate interiormente sobre a incógnita que é o seu futuro para alguém que, certamente, vai fazer de tudo para o alterar. E uma mudança tão brusca logo no início da série talvez não seja o ideal. Seria interessante podermos acompanhar o personagem mais um pouco na sua incerteza e na exploração da sua ânsia de saber ou não o que o futuro lhe reserva, deixando para uma segunda metade da temporada a sua busca por uma maneira de solucionar o problema.

    Se a linha de argumento em torno da investigação pareceu desenvolver-se segundo o paradigma “futuro criado pelas decisões dos personagens tomadas tendo em conta o futuro testemunhado”, a linha de argumento da Olivia caiu mais na ideia de que o destino está escrito e não pode ser alterado.

    Por culpa do mau comportamento duma miúda, por um boneco de peluche a precisar de ser remendado e por falta de tempo, Olivia lá foi evitando o seu suposto destino: o de trair o marido com Lloyd (Jack Davenport). Mas este (o destino) decide bater-lhe à porta quando o pai do pequeno Dylan (Ryan Wynott), paciente de Olivia, decide procurar pela médica que teima a não conseguir conhecer. Ela reconhece-o de imediato. Ele, surpreendentemente, não. Supostamente, não terá chegado a vê-la durante o “flashforward”. Quem continua a mostrar conhecê-la é Dylan, rapaz autista, sem sabermos como (ainda). E agora, Charlie parece reconhecê-lo a ele. Se tudo parece alinhar-se para que Olivia e Lloyd cumpram o que o “flashforward” lhes destinou, a verdade é que esta visão do futuro aparentemente singela continua (e é natural que assim seja ao segundo episódio) a revelar-se um mistério e quando o mosaico estiver completo, não me parece (e espero mesmo que assim seja) que se comporá da forma mais óbvia.

    Mais focado do que o episódio-piloto, o que é normal visto a função de introdução de personagens já estar agora para trás, e com uma temporização mais pausada, deixando a história desenrolar-se mais fluentemente e sem parecer apressada a determinadas alturas, este “White to Play”, apesar de lhe faltar o impacto tanto do evento em si como o do excelente cliffhanger do piloto, mostrou-se mais sólido e deixou a promessa de que a série não quer mesmo perder o estatuto de “nova sensação”.

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    31 Respostas para “FlashForward: 1×02 – White to Play (ABC)” Subscribe

    1. LR 06/10/2009 às 18:27 #

      Gostei bastante do episódio, a trama foi bem feita e o suspense bem conseguido. Também gostei da personagem da Didi Gibbons, muito caricata naquela pastelaria. O cliffhanger foi também muito bom.
      Mas também fiquei um pouco receoso, pois quando brincam com avanços no tempo e com o tema destino, é provavel que dê borrada mais lá para a frente quando forem preciso boas justificações não as temos.
      Ah e depois de alguém me alertar para a situação, reparei que o protagonista estava a usar enquanto aconchegava a filha a pulseira que ele próprio, queimou o que é muito estranho pois segundos antes quando entrou no quarto ele estava sem a pulseira e depois voltou a desaparecer (será erro de continuidade ou foi intencional?)
      Espero ansiosamente pelo próximo :)
      :4:

    2. Nuno Pinto 06/10/2009 às 18:46 #

      Estou a gostar bastante, se bem que acho q vou guardar os eps todos e ver de seguida, ver as coisas semana a semana tira um pouco da dinamica á coisa.

    3. LIXO 06/10/2009 às 19:18 #

      (…)verem 137 segundos da sua vida a 29 de Abril de 2010 (parece que em algumas zonas do mundo, devido aos fusos horários, o dia será 30 de Abril)

      Curioso de nos Estados Unidos ser à noite e em Inglaterra ser de dia. :what:

    4. cristiano 06/10/2009 às 19:38 #

      Gostei do episódio, mas não foi melhor que o 1º.
      Bom cliffhanger.
      Veremos o que se segue esta semana :)

      :3:

    5. DMM 06/10/2009 às 20:03 #

      :4:

    6. RS 06/10/2009 às 20:05 #

      Adorei o episódio :yeahhh1:
      :4:

    7. syrin 06/10/2009 às 21:16 #

      Continuo a não sentir afinidade nenhuma pelo casal protagonista. Para protagonistas saíram-me cá uns pãezinhos sem sal. :s

      Continuo a sentir falta de reacções credíveis a um evento desta magnitude: isto é pior que um 11 de Setembro, a escala foi global, e o que se vê em termos da população geral (depois daqueles breves segundo no episódio piloto)? Nada. Nadinha. Nadica!

      Continuo sem perceber porque raio aquela agência do FBI está, supostamente, encarregue de uma investigação tão importante. Não deveria ser uma investigação entre todas as agências? Onde estão os poderes mais fortes? Porque é que uns meros agentes desta agência conseguem calar a representante da Homeland Security?

      A cena do chefe na casa de banho a fazer respiração boca a boca? ter-se-ia safado não fosse o ridículo facto de nos quererem forçar a rir como putos da escola primária (hehehe, urinol, heheh)

      Continuo a não ficar surpreendida por esta série. O que me chateia. E me lembra a desilusão que foi Jericho…

      :3:

      • Maciel 06/10/2009 às 21:29 #

        Continuo a sentir falta de reacções credíveis a um evento desta magnitude: isto é pior que um 11 de Setembro, a escala foi global, e o que se vê em termos da população geral (depois daqueles breves segundo no episódio piloto)? Nada. Nadinha. Nadica!

        Sim. Isso é claramente uma má jogada deles. Parece que tudo o resto é acessório (destruição geral, tec) e o que interessa é os flashes daquele pessoal do FBI.

        Realmente também não percebo a importância daquela agência em especial. O do gargalo acha que ele é que tem a chave para tudo. Faz-me lembrar muito os filmes do Steven Seagal. :)

        Essa da casa de banho foi ridícula. Ainda pensei que houvesse algo mais.

        No entanto, gosto da série. Mas estes erros tornam-na menos séria.

        :4:

        • syrin 06/10/2009 às 21:36 #

          Eu não desgosto. Mas sinto-me desiludida, pois a ideia é boa, a trama interessante, mas continuam a fazer pouco com ela.

          (os comentários que tenho lido por essa net fora reclamam muito desta falta de profundidade da história e das personagens pois no livro tudo faz mais sentido. Claro que uma adaptação é sempre uma adaptação, mas mesmo assim…)

          • ZB 06/10/2009 às 22:13 #

            Série ou filme, quem lê os livros fica sempre desiludido. Até parece que é norma.

            Mas em relação aos personagens, passaram dois episódios. Eles no primeiro não tinham tempo para os apresentar e para os aprofundar. No segundo dedicaram-se mais ao casalinho de protagonistas. Ok, estes dois podem não ser assim tão interessantes como isso, mas querer personagens já estabelecidas ao segundo episódio… é um bocado puxado. Parece-me que a ideia, e mais uma vez vem a comparação, será seguir o exemplo de Lost e ir centrando os episódios em determinadas personagens.

            • syrin 06/10/2009 às 22:18 #

              Em vez perderem tempo a mostrar o chefe a fazer boca a boca a um gajo que caiu no urinol, pq não usar esses minutos para aprofundar um pouco as personagens?

              Like I said… eu acho a história interessante, mas até agora execução deixa muito a desejar. E como, ao contrário de outras séries, estou a ver episódio a episódio, só posso comentar a sensação que estou a ter.

              • ZB 06/10/2009 às 22:37 #

                Em vez perderem tempo a mostrar o chefe a fazer boca a boca a um gajo que caiu no urinol, pq não usar esses minutos para aprofundar um pouco as personagens?

                Uau, uma cena de 30-60 segundos. Ok, vou ver o HIMYM e o House. O resto da conversa fica para o 1×3. :)

      • ZB 06/10/2009 às 21:52 #

        E que tal a presença de militares nas ruas, bem patente em todo o início do episódio, quer quando a miúda os encontra quer com planos gerais da cidade?

        E que tal os putos a transporem para a sua infância e as suas brincadeiras o acontecimento?

        E que tal um de AA com pessoas a voltarem à bebida por não perceberem o que lhes acabou de acontecer?

        E que tal um baby-sitter que deixou de dar notícias (pelo menos, à Olivia que era quem estava a contar com ela)?

        É verdade que a série se tem focado mais na investigação e nas reacções dos personagens principais ao evento, como acho que seria óbvio de esperar, do que propriamente na reacção da população, que sinceramente, não me interessa muito. Que falta fazem os maluquinhos com cartazes na rua a dizer que o mundo vai acabar ou outras cenas do género? Nenhuma. Criaria maior ambiente e daria maior profundidade à história? Talvez. Mas teria um papel relevante? Não.

        A cena do chefe na casa de banho a fazer respiração boca a boca? ter-se-ia safado não fosse o ridículo facto de nos quererem forçar a rir como putos da escola primária (hehehe, urinol, heheh)

        Eu achei piada à cena. É humor fácil? É. Tem piada? Talvez dependa do nível de infantilidade de cada um de nós. Muito do humor do 30 Rock (tudo o que envolva o Tracy Morgan) não é muito diferente.

        • syrin 06/10/2009 às 22:13 #

          Que falta fazem os maluquinhos com cartazes na rua a dizer que o mundo vai acabar ou outras cenas do género? Nenhuma. Criaria maior ambiente e daria maior profundidade à história? Talvez. Mas teria um papel relevante? Não.

          Pois eu acho que sim, não só dariam relevância, pois é sobre um acontecimento à escala global que falamos, não algo facilmente contido, como também a tornariam mais credível. Vimos mais reacções militares a um evento similar em Jericho, uma aldeia perdida nos confins do inferno, do que nesta série.

          Outro exemplo: o hospital não deveria estar a abarrotar de mortos, feridos, etc? Não houve uma destruição imensa com o flahsforward? Então como é que a médica consegue ter tempo para andar para trás e para a frente com a filha, e mesmo coser o boneco dela?

          Eu achei piada à cena. É humor fácil? É. Tem piada? Talvez dependa do nível de infantilidade de cada um de nós. Muito do humor do 30 Rock (tudo o que envolva o Tracy Morgan) não é muito diferente.

          Alhos e bugalhos. 30 Rock é uma comédia, Flashforward não.

          • ZB 06/10/2009 às 22:30 #

            Pois eu acho que sim, não só dariam relevância, pois é sobre um acontecimento à escala global que falamos, não algo facilmente contido, como também a tornariam mais credível. Vimos mais reacções militares a um evento similar em Jericho, uma aldeia perdida nos confins do inferno, do que nesta série.

            A diferença é que tu falaste no 11 de Setembro e agora falas no que aconteceu no Jericho, mas esses eventos e os eventos de FF são de tipos distintos e não causam o mesmo tipo de terror. Em Jericho, o governo caiu. O país teve de ser reestruturado e os militares tinham de tomar conta da situação ou instalar-se-ia a anarquia total. Em FF, a base social continua intacta. Os governos e as agências governamentais (pelo menos, que saibamos) estão intactos e os militares estão na rua por prevenção devido ao pânico que tal acontecimento teria junto das pessoas. Sim, foi uma tragédia e muita gente morreu, mas é quase como comparar o terror vivido após uma catástrofe natural e o terror vivido após um atentado terrorista. Não é a mesma coisa.

            Além de que, e eu vejo isso assim mas só vivendo a situação é que se poderia saber ao certo, um evento à escala global dá-te um outro tipo de segurança de que um ataque localizado. Mesmo que ainda não saibas bem o que aconteceu, o saber que aconteceu a toda a gente é mais reconfortante do que se tivesse acontecido apenas a alguns.

            Alhos e bugalhos. 30 Rock é uma comédia, Flashforward não.

            LOL. Por ser comédia tem desculpa. Lá por FF ser drama não significa que não tenha os seus comic reliefs. Não lhe achar piada é uma coisa, agora dizer: não senhora, não são comédia, são drama, limitem-se à carga dramática…

            • syrin 06/10/2009 às 22:43 #

              A diferença é que tu falaste no 11 de Setembro e agora falas no que aconteceu no Jericho, mas esses eventos e os eventos de FF são de tipos distintos e não causam o mesmo tipo de terror.

              Foram dois exemplos: um da vida real, outro da ficção.

              Em FF, a base social continua intacta. Os governos e as agências governamentais (pelo menos, que saibamos) estão intactos e os militares estão na rua por prevenção devido ao pânico que tal acontecimento teria junto das pessoas. Sim, foi uma tragédia e muita gente morreu, mas é quase como comparar o terror vivido após uma catástrofe natural e o terror vivido após um atentado terrorista. Não é a mesma coisa.
              Sinceramente, parece-me que o terror causado por um fenómeno destes (que de catástrofe natural não tem nada) deveria ter tido maior repercussão. Lá por vermos um ou outro tanque (vimos mais do que um? Só me lembro daquela cena com os miúdos) não chega… milhares de mortos por toda a cidade, por todo o país, por todo o mundo teriam, certamente, exigido recolher obrigatório ou outras medidas igualmente fortes.

              Em FF parece que estou a ver uma história que se passa algum tempo depois do evento, não imediatamente depois.

              LOL. Por ser comédia tem desculpa. Lá por FF ser drama não significa que não tenha os seus comic reliefs. Não lhe achar piada é uma coisa, agora dizer: não senhora, não são comédia, são drama, limitem-se à carga dramática…

              Comic relief pode ter à vontade, mas não deixa de ser uma série dramática, da qual se espera um outro tipo de humor. Não me digas que achavas perfeitamente normal que trouxessem para aqui os dois principais de Little Britain? Ou, porque não, ver o Jeff a falar sobre peitos e cortar orelhas? Já cá temos o Steve, porque não o Jeff?
              Há tempo para tudo, e acho apenas que isso deve ser claro.

              • Maciel 06/10/2009 às 22:55 #

                Vaaaaiiii! Quero porrada!! :starwars:

                • syrin 06/10/2009 às 23:00 #

                  Eu gostava, mas o pessoal do trabalho escolheu fazer um passeio de bicicleta (à chuva) em vez de irmos para o paintball.
                  Crap!

              • ZB 06/10/2009 às 23:42 #

                Foram dois exemplos: um da vida real, outro da ficção.

                Não era a isso que me referia. Referia-me a que um ataque nuclear não é a mesma coisa que um desmaio a nível global que mostra dois minutos da tua vida no futuro. São eventos de natureza diferente, logo terão reacções diferentes.

                Sinceramente, parece-me que o terror causado por um fenómeno destes (que de catástrofe natural não tem nada) deveria ter tido maior repercussão.

                A referência à catástrofe natural serviu como exemplo na já referida distinção entre tipos de acontecimentos.

                Mas porque razão iria toda a gente dar uma conotação negativa a um evento que mostrou coisa boas para muita gente e para outras não mostrou nada de especial (tipo, estar na casa de banho)? Sim, é algo fenomenal e nunca antes visto. Toda a gente ficaria assustada, mas ficar assustado é diferente de ficar aterrorizado. Além de que as reacções das pessoas não são idênticas logo pelas suas próprias personalidades distintas. Cada pessoa lida com a mesma coisa de forma diferente. Se tiveste uma visão de que vais estar grávida não terás a mesma reacção de alguém que é alcoólico e na sua visão voltou a beber. Cada visão representa algo diferente: para um pode ser o desespero de ser traído pela mulher que ama enquanto para outro pode ser a revelação de que a filha que pensava morta pode estar viva. Estas pessoas não podem reagir com o mesmo nível de temor perante um evento que apesar de igual lhe trouxe repercussões diferentes.

                Comic relief pode ter à vontade, mas não deixa de ser uma série dramática, da qual se espera um outro tipo de humor. Não me digas que achavas perfeitamente normal que trouxessem para aqui os dois principais de Little Britain? Ou, porque não, ver o Jeff a falar sobre peitos e cortar orelhas? Já cá temos o Steve, porque não o Jeff?
                Há tempo para tudo, e acho apenas que isso deve ser claro.

                Quem ler isto e não tiver visto o episódio até fica a pensar que a cena foi algum sketch dos Monty Phyton para estar a ser considerada como assim tão “deslocada”.

                Mas eu vou deixar-te provar que és mais teimosa e ofereço-te a bicicleta, que te vai fazer falta visto precisares dela para o passeio. :bycicle: :careta2:

    8. Calado 06/10/2009 às 21:33 #

      Esta série lembra-me bastante de Alias no que toca aos seus finais de episódio. Esta é daquelas séries que deixa muita água na boca durante a espera pelo próximo episódio.
      Bom episódio. Muito mistério e boas interpretações.
      :4:

      • ZB 06/10/2009 às 21:37 #

        Tou com uma sensação de déjà vu. ;)
        Mas não interessa, é de forma a que poupas o trabalho de escrever a mesma coisa.

        • Calado 06/10/2009 às 22:11 #

          Mesmo.
          Já vi o episódio à uns dias e não sabia o que dizer.
          Se calhar mais valia não dizer nada xD

          Va, boa critica :cool7:

          Gostei mais deste episódio que o piloto. Achei a narrativa mais rápida. Trouxe-nos bastante mais mistério, especialmente no que toca à Charlie.
          Também achei aquele telefonema que o Demetri recebeu muito rápido e suspeito. Foi logo o que pensei também.
          Ah, e aquela cena no inicio do episódio com as crianças todas no chão (e que depois vê-se que estavam na brincadeira) foi mesmo muito boa.

          • ZB 06/10/2009 às 22:14 #

            Mesmo.
            Já vi o episódio à uns dias e não sabia o que dizer.
            Se calhar mais valia não dizer nada xD

            LOL, estava-me a meter contigo. Para mim, é-me indiferente. Cada um diz (escreve) aquilo que quer. :)

    9. Paulo Pereira 06/10/2009 às 22:55 #

      Gostei. Boa continuação do episódio piloto, não defraudando expectativas. A sensação de que isto é um puzzle gigantesco, com as peças a encaixarem-se, lentamente, constitui para mim um motivo suficiente para gabar o engenho dos argumentistas.

      Até ver, está excelente!

    10. Rui 06/10/2009 às 23:57 #

      A série até agora têm sido muito boa! No final de cada episódio fica-se com vontade de ver mais! É muito subjectivo dizer que podia ser “assim ou assado”, “porque não fizeram assim ou invés daquilo”…Enfim… É preciso saber apreciar as coisas pelo que elas são. Saudações.
      :4:

    11. Miguel Ferreira 06/10/2009 às 23:58 #

      Gostei muito. Bem mais subtil que o primeiro mas muito eficaz no modo como contou a história. Sempre doseando na medida certa o tempo de antena de cada personagem, não baralhando e confundindo, centrando desde o início os acontecimentos no misterioso D. Gibbons. E o cliffhanger, apesar de não ser tão directo como o anterior, é fantástico na medida em que fecha na perfeição a linha de argumento de todo o episódio.

    12. Ramos 07/10/2009 às 00:03 #

      Gostei muito, mas mesmo muito do episódio!

      Se no início o Mark não se importava muito que as coisas que ele viu no futuro se começassem a realizar – aceitou a pulseira da filha – no final, e depois de a Olivia ter conhecido o homem com quem o ia trair, de ter descoberto o local onde estava o D.Gibbons, de a xerife ter morrido, e de a filha o avisar que o D.Gibbons era um homem muito mau vemos que Mark fica assustado ao ponto de queimar a pulseira!

      Para mim, que nunca vi Lost nem Alias e não posso estar a fazer comparações, esta série está a ser brilhante.

      Vai ser magnífico ver todos os eventos e histórias a desenrolarem-se e a originar o que foi visto pelas pessoas nos seus FlashForwards… ou não, quem sabe?

      Apesar das tentativas forçadas de humor e daquele Chefe do FBI estar completamente desajustado…

      :5:

    13. Miguel Ferreira 07/10/2009 às 00:11 #

      Epah também não achei a cena do urinol assim tão fora do contexto…
      :4:

    14. MarsV 07/10/2009 às 11:08 #

      :4:

    15. musicslave 07/10/2009 às 11:44 #

      :4:

      muito bom espisódio, concordo em tudo que o que foi escrito na critica.
      talvez com a excepção de um gostar um pouco mais da Olivia do que alguns..

    16. carolinafs 23/10/2009 às 10:31 #

      Eu sei que estou no bom caminho de “educar” os meus pais quando a minha mãe fica colada a uma série como FlashForward e não a uma novela ou assim. Ela já viu o episódio 3 e eu não lol

      Anyway, adorei este episódio, desde aquelas bonecas sinistras às peças do puzzle que se começam a compor.

      :4:

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