[SPOILERS] Excelente final – como tem sido hábito, apesar deste ter sido mesmo o meu favorito até agora –, mas não se pode dizer o mesmo para os restantes 40 minutos. E comecemos por aí, pelo final que certamente será a porção do episódio que mais deixará o pessoal a falar.
Ora, a lengalenga do Nazi revelou-se importante não por ele saber a resposta ao porquê do “flashforward” ter durado 137 segundos, mas sim porque ele viu vários corvos mortos no pátio da prisão assim que o evento terminou. Esta informação, juntamente com os super computadores do FBI que fazem gráficos baseados em informação que ainda nem aconteceu (e eu digo isto porque havia dados nos gráficos referentes a Novembro e Dezembro, quando só passaram alguns dias após o evento), revelou que, em 1991, se sucedeu um evento semelhante ao “flashforward”. Não nos foi dada a informação se seria idêntico, pois falaram em perda de consciência mas não em visões do futuro, mas ficou a sensação que o evento de 91 foi uma espécie de “test run” para o “flashforward” de 2009. Além disso, a imagem final revelou uma espécie de alteração registada na atmosfera ou, pelo menos, a uma altitude considerável, mesmo por cima da localidade africana onde o evento ocorreu. A cena em si, em que algo parece estar a provocar expansão ou outro tipo de movimento na atmosfera, parece querer indicar uma presença de um objecto voador não identificado de grandes proporções. Será que podemos assumir que quem estará por detrás do evento serão habitantes de outros planetas ou que algum governo terrestre dispõe de equipamento para produzir tal efeito? Apesar de ser demasiado cedo para certezas, parece seguro afirmar-se que o “flashforward” não foi um evento casual, mas sim algo planeado. Ok, é verdade que o D.Gibbins e o Suspect Zero já de alguma forma apontassem para isso, mas poderiam facilmente ser um engodo criado para nos levar a suspeitar de conspiração quando na realidade tudo não tinha passado de acontecimento fora do controlo do ser humano.
Como já referi, achei o final estrondoso, mas o que restou do episódio nem por isso. Saúdo as adições (não sei se irão mesmo ser, mas os seus papéis têm pernas para serem recorrentes ao longo da série) da Kim Dickens, da Gabrielle Union e da Gina Torres ao elenco – e estranhei a ausência do Dominic Monaghan, que pensava que se estrearia neste episódio –, mas o episódio abordou as histórias do Demetri Noh (John Cho) e do Aaron Stark (Brian F. O’Byrne) de forma pouco eficiente, tacteando muito ao de leve, sem produzir grandes avanços e apenas produzindo mais mistérios, alguns que nem são assim tão interessantes como isso (a não ser que quisessem colocar em equação a possibilidade de vida depois da morte, mas parece-me algo demasiado rebuscado e nem que esse seja o caminho que a série queira percorrer ou não teriam associado a morte às pessoas que não tinham tido qualquer visão durante o evento e teriam sido mais explícitos quanto à presença do Demetri no “flashforward” da Zoey), e a viagem à Alemanha também ficou aquém do esperado, não só pela forma como nos ludibriou para a questão dos 137 segundos, como toda a tensão do conflito em torno da libertação ou não de um Nazi raramente foi palpável.
Primeiro, o Demetri Noh teve de lidar com a chamada críptica que recebeu no final do episódio anterior, onde lhe foi revelado que ele seria assassinado em Março de 2010. Depois, teve de lidar com o regresso da (lindíssima) noiva, Zoey (), que não só não consegue esconder a sua curiosidade em relação ao conteúdo do “flashforward” do noivo, como revela que no dela ambos estão a casar. Daqui surgem várias questões: será que ela está a falar a verdade? Será que ela está a casar com outra pessoa e pensou que fosse o Demetri (porque na cena que mostraram, o noivo estava a alguma distância)? Ou, se não for ele, quem é que se casa após o noivo ter morrido há tão pouco tempo (a não ser que a relação termine em breve e ela rapidamente encontre um novo pretendente – e não era mesmo nada difícil)? A minha reacção inicial foi para me questionar: mas porque é que ele não tenta mudar o destino e casa com ela já? Porquê “deixar o destino concretizar-se como previsto”, tal como ela refere em determinada altura? Mas claro que, caso o “flashforward” dela não seja exactamente aquele que ela pensa, se ambos se decidissem casar neste momento seria indiferente para a não concretização da visão que ela presenciou.
Quem, esta semana, também teve algum destaque foi o Aaron Stark (), a quem foi dada a oportunidade de ser um pouco mais aprofundado como personagem ao focarem-se no seu “flashforward”: o facto de ter visto a filha, que pensava ter morrido no Afeganistão, ainda viva. Mas a sua história limitou-se a rodar 360 graus e praticamente não avançou mais nada. Estava dada como morta. Aparece viva no “flashforward”. Volta a ser dada como morta.
A viagem à Alemanha não foi infrutífera, mas também não trouxe consigo o resultado esperado. Para chamar a atenção a si, um homem de idade, Nazi, mantido em cativeiro por ter tido um papel no Holocausto, decide dizer que no seu “flashforward” descobriu o porquê do mesmo ter durado 137 segundos (ou dois minutos e 17 segundos). Não só ludibria o FBI, como nos ludibria a nós. Ok, podemo-nos perguntar se faria sentido ao terceiro episódio já estarem a revelar algo que, à partida, será bastante relevante para o cômputo geral da história, mas a série, até aqui, não se coibiu de ir revelando alguns segredos (e o próprio final do episódio prova isso mesmo) e o facto de o homem não saber nada daquilo que anunciava deixou um gosto amargo a desilusão. Outra questão está relacionada com o conflito entre os dois agentes que se deslocaram à Alemanha, o Mark (Joseph Fiennes) disposto a não olhar a meios para ter as respostas que pretende e a Janis (Christine Woods) a colocar os crimes cometidos num patamar que se sobrepõe ao descobrir o mistério por detrás o “flashforward”, que nunca conseguiu verdadeiramente transmitir o sentimento de que havia realmente duas forças a puxarem para lados opostos ou a tensão das diferentes posições. Faltou garra nos diálogos (alguns bem fraquinhos até) e faltaram planos e cenas mais envolventes. Mas pronto… Pelo menos ficámos com 75% (ou 99%?) de certeza que a Janis é lésbica…
Para terminar, ainda uma referência à personagem de Gina Torres, a mulher do Stanford (Courtney B. Vance), que no seu “flashforward” viu que ia adoptar um miúdo de descendência árabe. E isto só prova o que eu disse no texto sobre o primeiro episódio: a série abriu a porta de, literalmente, milhões de histórias por contar. Resta arranjá-las. E que sejam interessantes. Não sei se esta se integrará nesse pressuposto, mas cá estaremos para ver.
O melhor: O “flashback” até 1991.
O pior: Se as companhias aéreas querem que os passageiros tenham coragem para voltar a voar, que tal limparem primeiro as pistas que estão repletas de vestígios de aviões que se despenharam?





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Plenamente de acordo! Não percebi bem porque mostraram essa cena das pistas com aviões ainda a arder… Supostamente já passaram uns dias depois do acontecimento, não? Estando quase no final do episódio pensei que era desta que a série me decepcionava…E assim teria sido se não fosse os minutos finais…O resto do episódio achei uma fantochada, a cena do nazi muito mal explorada…
:3:
P.S. Hoje também acordei de mau humor e vi logo o episódio assim que acordei…Se calhar teve influência…
O episódio valeu pela cena dos corvos, e que cena! O resto falhou mesmo pelas razões apresentadas na review.
:3:
Realmente, a cena dos corvos foi muito boa. E estranhei o facto do agente não achar significante que a visão do nazi fosse os corvos todos no chão, mortos. Isso, para mim, indicaria logo que alguma experiência, algum agente químico teria sido o responsável. Se adicionarmos a isso a visão de Munique a arder, eu teria logo achado isto estranho. Mas pelo que vimos até agora, ele não prima pela inteligência… excepto nos casos em que dá a reviravolta ao mistério e resolve tudo em 30 segundos.
A forma como libertaram o nazi foi… enfim, no comments. E as discussões moralistas do Mark e da Janis foram… blargh. Ah, e a história do anel no dedo significar que a Janis é lésbica foi ali metida um bocado a martelo.
Olha a Gina Torres! É sempre bem vinda. Só esperemos que tenha uma história decente. O marido, pelo menos, teve esta semana um papel melhorzinho.
A história do Noh é que realmente… para que raio é que vai esperar? Não seria melhor jogar pelo seguro?
:3:
Dois segundos antes de ele fazer o comentário do anel eu comentei com os meus pais que ela era lésbica! Isso sim é um FlashForward!
Episódio morno que só valeu pela passarada. Se fossem pombas é que ia haver problemas…
:3meio:
O Sepinwall tem sido um dos comentadores mais críticos a esta série, e o seu último texto recebeu um comentário de um dos produtores da série.
Interessante, muito interessante:
http://sepinwall.blogspot.com/2009/10/flashforward-137-sekunden-nazis-i-hate.html?showComment=1255122002552#c8678344489255647339
Sim, o Sepinwall coloca umas questões pertinentes, mas o Guggenheim não deixa de ter razão quando refere que já se estar a assumir que é má escrita sem se sequer se saber se existe ou não uma explicação planeada para o futuro.
Sim, eu gostei de ler as respostas do Guggenheim.
Dá-me algum incentivo! Mas continuo a achar que há ali muita coisa que devia ter sido melhor explicada desde início.
A cena em si, em que algo parece estar a provocar expansão ou outro tipo de movimento na atmosfera, parece querer indicar uma presença de um objecto voador não identificado de grandes proporções.
Eu fiquei com a impressão que aquilo era um cogumelo de um explosão atómica.
Em relação ao episódio, realmente teve partes fraquitas ou mal aproveitadas. Valeu essencialmente pelo final.
Ao início pareceu-me como se fosse uma ave, LOL (corvo?), gigante de fumo branco a abrir as asas… Mas analisando melhor parece-se com algo que explodiu ou foi libertado ao nível da troposfera ou estratosfera, uma vez que, ao nível do chão não se vê nada…
Eu fiquei com a impressão que aquilo era uma onda de som.
Aquela torre pelo menos parecia que tinha 2 pratos (tipo parabolica), um a apontar para cada lado.
Mas se eu te disser que nem reparei na torre, acreditas? Fogo, nem vi isso. Primeiro, estava a tomar atenção junto às casas a ver se havia pessoas inconscientes e, não sei porquê, quando a imagem sobe fiz caso da “nuvem”. Não sei se foi por estar à pressa para ir pró trabalho, mas a verdade é que me escapou e é uma coisa tão óbvia porque está completamente deslocada daquele cenário.
Agora, revendo a cena, fico na dúvida com o seguinte:
- Quando o puto vê os corvos a cair não se vê nenhuma torre no horizonte.
- E se bem que a cena de seguida corta e ele já aparece a correr, até pode ter ido numa direcção diferente daquela em que estava a olhar (isto mesmo apesar de ele parecer que está a encaminhar as cabras para a zona onde os corvos caem).
- E se o puto não ficou inconsciente, então o que quer que fosse o agente para originar o evento, ele estaria fora da zona de impacto.
- Além que depois parece ficar surpreendido pela presença da torre.
- E se a torre tivesse sido construída, não teria sido detectada por satélites? Aviões?
- Depois, a “nuvem” não parece a causa do evento visto já toda a gente estar inconsciente.
Será que podemos colocar a hipótese da torre ter vindo do subsolo? Ok, isto parece bastante rebuscado (absurdo, até), mas sem mais informação, não sei que mais pensar. Ainda para mais, quando a câmara foca a base da torre vê pó no ar em seu redor.
Sim, de facto a torre parece estar relacionada com o evento visto que a nuvem de fumo aparece mesmo por cima… Quanto ao facto de a torre já lá estar ou não fico na dúvida. O rapaz não parece ficar surpreendido com a própria torre mas sim com a nuvem de fumo em cima dela… Mas que raio estaria a fazer uma torre daquelas numa aldeia no meio do nada?! Fica a dúvida…
Tenho de confessar que esta série não está a fazer muito por mim. Não gosto dos personagens por aí além, raras são as histórias que realmente interessam e parece que toda a série é construída a partir de uma estrutura em que o personagem principal descobre alguma coisa sobre o FlashFoward, mais um bocadinho de história, mais uma coisinha sobre o FlashForward, mais um bocadinho de história. Gostei da cena dos corvos, mas estava à espera de mais profundidade de uma história destas. Em vez de se preocuparem apenas com o que são os flashforward deviam aproveitar os conflitos que eles causam entre as pessoas. Sei que estão a fazer isso, mas estão a fazê-lo de tal forma superficialmente que não me atrai nada.
:2:
O mais fraco até agora mas mesmo assim bom. Aquele final foi realmente excelente, o meu preferido seguido pelo final do episodio piloto.
:3:
Gostei, vamos ver se nos próximos se desenvolve
fiquei em suspense com aquele final :choc:
:3:
foi um bom episódio mas com situações mal exploradas tal como já referiram.
o final como já vem sendo habitual foi muito bom. para mim fica claro que aquela torre apareceu do nada e que aquilo era uma nuvem ou coisa parecida, não uma nave.
digo que a torre apareceu do nada porque o miudo ficou muito espantado quando a viu..
a história da filha do Aaron ainda vai ter muito para dar (espero), tenho quase a certeza que a rapariga está viva, mas de alguma maneira o corpo tem o ADN dela, veremos o que nos reserva esta história.
a história do Noh com a Zoey está pouca clara, parece-me que não será com o Noh que ela vai casar (ate porque não se vê o noivo), ora, isto quererá dizer que muito se vai passar em 6 meses, se ele morrer ela em 6 meses casa-se com outro??
o Noh pode não estar morto, inconsciente em coma, talvez..
O FF acabou de receber a ordem de “full season”.
:yuupii:
Acho que podem fazer melhor. Mas não foi nada mau, um razoavelmente bom.
Foi tudo mencionado na review…
:3:
Nota muito baixa, grande episódio que merecia no mínimo entrar na casa dos 80