[SPOILERS] “The most important element of any work of fiction is character development.” A frase que precede estas palavras serve como ética de trabalho para, certamente, todos os escritores de ficção por esse mundo fora. Ou, pelo menos, para aqueles que sabem aquilo que estão a fazer.
Uma grande cena de abertura. Um final com novo revelador/enigmático cliffhanger. E um episódio que deixou mais de lado a investigação do evento em si e se dedicou a explorar um pouco os personagens mais secundários. Este seria o resumo mais simples que se podia fazer a novo episódio de “FlashForward”.
Parte do episódio procura colocar frente-a-frente dois conceitos distintos que o “flashforward” originou: o alívio de alguns em saber que o futuro lhe trará algo de bom e o receio de outros sobre o seu destino, seja pela certeza de que algo que não desejam se irá tornar real, seja pela incerteza daquilo que viram, daquilo que sentiram, daquilo que lhes irá suceder.
Ver o evento, o “flashforward”, como uma simples tragédia é errado. Sim, milhares, talvez milhões, de pessoas perderam a vida, mas muitos outros tiveram direito a vislumbres de momentos de felicidade. Por que razões deveriam essas pessoas recear um evento que lhes mostrou algo que desejam, que lhes mostrou que, a determinada dia, a determinada hora, estarão a passar por um momento de felicidade? Nenhuma. Nem para todos terá o mesmo efeito mas, para muitos, poderá ajudar a encarar a vida doutra forma.
Bryce (Zachary Knighton) é uma destas pessoas que viu algo de tão bom, mas tão bom, que o fez mudar a sua perspectiva sobre a vida em 180 graus (ele pretendia suicidar-se e, depois do “flashforward”, decidiu abraçar o futuro). Olivia (Sonya Walger) é o contraste. Ela viu algo que não quer ver acontecer e receia que a vida que ama se possa desfazer. Ambos constituem forças opostas e que, neste episódio, chocam com alguma facilidade. E se em relação a Olivia é mais fácil nos solidarizarmos com a sua postura, com Bryce nem por isso pois continuamos completamente às escuras em relação ao que de tão bom viu no seu futuro que o fizesse mudar tão radicalmente (vimos simplesmente um rascunho duma rapariga que deverá ser a razão para tal mudança).
O problema do desenvolvimento de personagens que referi no primeiro parágrafo do texto é quando este é feito em personagens que não se têm mostrado tão interessantes como isso e não são introduzidos novos elementos na sua história que consigam fazer mudar a opinião da audiência em relação aos mesmos. O Bryce é um exemplo disso. Nós não o conhecemos o suficiente para gostar dele ou simpatizar com ele. A Nicole (Peyton List) idem. Ela desapareceu desde o episódio-piloto e não nos foi dado tempo algum de criar qualquer empatia pela personagem. Porque é que alguém se irá importar que ela morra afogada (se é isso que o futuro lhe reserva, pois apesar de acreditar que o futuro testemunhado será inevitável, acredito que certamente existirão flashes cujo contexto não será o mesmo que quem os teve lhes está a dar, e parece-me que este é mesmo um desses casos)? Ninguém. Até mesmo os personagens que mais têm sido explorados continuam a não “clicar”. A Olívia, mesmo o seu “flashforward” tendo ganho uma outra dimensão agora que sabemos que o Lloyd (Jack Davenport) estará, de alguma forma, envolvido com o evento, e mesmo que a Sonya Welger lhe tenha empregue mais carácter, continua a revelar pouca espessura como personagem e a deixar pouco sentimento de que a sua história é realmente importante de ser seguida. E o Demetri (John Cho) parece não saber muito bem que passo há-de tomar para conseguir alterar o seu futuro e esta indecisão deveria ser explorada mais a fundo. Ele vai morrer. Que tal alguma angústia? Depressão? Comportamento irracional? Falta profundidade a estas personagens suficiente para que verdadeiramente nos possamos importar com elas e com os seus possíveis futuros, sejam eles bons ou maus.
Para o final do episódio, ficou o já típico cliffhanger de deixar água na boca. Desta feita, o surgimento em cena do Dominic Monaghan a revelar uma ligação ao Lloyd e uma possível implicância de ambos na origem do evento que provocou os “flashforwards”.
O melhor: A cena inicial, muito bem acompanhada pela música da Bjork. O perspectivar que a história da Olivia seja de maior interesse do que inicialmente se pensava.
O pior: O quão pouca empatia praticamente todos os personagens geram.





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E aquelas maravilhosas tabelas com as notas de todos os episódios? :yeahhh1:
Eh Knox, isso já não existe prá aí há dois anos.
A cena inicial é espetacular e o cliffhanger no fim foi bom, mas o resto foi fraquinho… as coisas de certeza vão aquecer no futuro mas por enquanto ainda estão bem mornas.
PS: A personagem que estava a falar com o Lloyd não é a mesma que estava a afogar a rapariga no seu flashforward?
:3:
Houve uma altura em que me parecia o padre. Ela tinha um vestido branco tipo catequese. E disse ao padre que procurava expiação. O que me veio à cabeça foi que aquilo seria um baptismo e ela pensou que a estavam a afogar. Mas um baptismo não duraria 2 minutos, por isso… Depois vi um screen cap e não reconheci a cara.
Foi exactamente o que pensei também. Parecia o padre mas depois vendo melhor já tenho as minhas dúvidas.
Começa a fazer-me lembrar a série Jericho que, com tantos cliffhangers e falso dramatismo que nos episódios seguintes não se transformavam em nada de extraordinário, me deixou de entusiasmar.
Acho que há alguns anos uma série deste género (e orçamento) seria vista por milhões de telespectadores e idolatrada sem qualquer problema, mas neste momento, como todos devoramos tantas séries, o patamar de exigência já está bastante elevado. O mais extraordinário é exigir isto de séries que (ainda) não é suposto termos visionado.
Alguem reparou, quando o Lloyd foi a casa da ex-mulher e estava lá uma foto dele com o filho e a mulher, os três de mãos dadas, qd nos foi dito q ele se separou da mulher mal o puto tinha nascido? E depois mostram o desenho do puto com ele e a mãe a dizer q é a familia dele?
Uma grande argolada foi o que me pareceu…
Tb fique com a ideia q era o Padre q estava a afogar a Nicole. Um episódio morno em q a parte q mais me irritou foi a relutância da Olivia em aceitar a opnião correcta do outro por causa do FF e depois acontecer o q se esperava na mesa de operações. Demasiado cliché.
A conversa da terrorista presa nesta fase não faz sentido. Dá a entender q sabe alguma coisa do assunto. É “sorte” a mais estarem ali todos perto uns dos outros…
Adorei a cena inicial e o final como a maioria das pessoas que viram o episódio. Mas realmente o desenvolvimento de duas personangens que não mesmo qualquer empatia não é bom para a narrativa. Mas o episódio não deixou de ser bom e continuamos cheios de água na boca à espera do próximo episódio.
:3meio:
Adorei a referência do Shakespeare (in Love) :hihih:
Falta profundidade a estas personagens suficiente para que verdadeiramente nos possamos importar com elas e com os seus possíveis futuros, sejam eles bons ou maus.
Concordo plenamente e acho que tal se deve, em parte, ao fraco background das personagens, aparecem com pouca ou nenhuma história e a sua evolução depende apenas de um evento futuro. Ou seja, as personagens perderam um pouco o seu dia-a-dia, as suas caracter´siticas rotineiras, os seus actos passados, para se orientarem única e exclusivamente sobre um único eixo, as suas visões. Isto torna mais complicado dar espessura e criar laços com o elenco.
Apesar disso, continuo a gostar bastante, Olivia é de longe a minha personagem favorita (e interpretação) e o início foi realmente fantástico.
:3meio:
Achei piada à Olivia a chamar Shakespeare ao Joseph Fieens (ele que já interpretou o poeta).
De resto como dizem grande inicio e final.
Quanto aos personagens, e gosto do Bryce
intro –> :zzzz: :zzzz: :zzzz: –> cliffhanger
Next!
I second that! Até a minha mãe disse que era um bocado secante…
Ganda seca…
Nunca mais acabava…
Isso foi o que eu disse desde o primeiro episódio. No entanto, aquela intro foi excelente.
A Nicole é a minha preferida até agora, porque é extremamente gira e fica bem no meu monitor. Também gosto mais ou menos do principal.
O mais fraco até agora
:3:
claramente o mais fraco até agora.
o desenvolvimento de personagens tarde em chegar.
o Noh é talvez dos que melhor esta a fazer, anda sem saber bem que rumo dar à sua vida..
a mulher que esta presa, é que está a esconder algo, ou talvez não.. já podiam era ter desenvolvido um pouco mais esta parte.
ate agora a minha personagem favorita tem sido a Olivia, é a melhor interpretação.
tambem fiquei com a sensação de que era um padre a afogar a Nicole.
excelente inico com um bom final, mas que pecou pelo fraco desenvolvimento
Como já foi dito valeu apenas pela cena inicial…
:3:
Valeu pelo inicio e pelo fim.
sem duvida até ao momento o elo mais fraco…
:3: