[SPOILERS] Estou para ver se esta nova temporada de “House”, quando chegar ao fim, e se decidirmos fazer um gráfico usando as notas como referência, revelará algo semelhante ao monitor do ritmo cardíaco num hospital, com um pico seguido de um ponto baixo sucessivamente. Para ser sincero, prefiro uma temporada irregular, desde que existam muitos picos, a uma temporada em “flatline” como a anterior.
Depois do excelente arranque de temporada e de uma “paragem cardíaca” por alturas do segundo episódio, “House” regressa, num novo tomo, à boa forma. Não ao nível do primeiro episódio, mas presenteando-nos com uma bela hora (ou quase) de televisão.
Com a voz do Darth Vader como convidado, o incontornável James Earl Jones, o episódio serviu sobretudo para algo que há muito os fãs da série pediam: mais destaque para a dupla Cameron (Jennifer Morrison)/Chase (Jesse Spencer). E esse destaque foi bem aproveitado, com o casal envolto num enorme dilema: o salvar ou não um ditador de um país africano responsável pela morte de milhares e possível responsável de muitas outras caso sobreviva à doença de que padece. Sempre de lados opostos da barricada, mas ambos envoltos num constante conflito interno sobre o que significa terem nas mãos a vida de alguém que, provavelmente, irá ser responsável pela morte de muitas outras pessoas, Cameron e Chase vão tacteando ao longo do episódio naquilo que devem ou não fazer. Cumprir com o seu dever médico ou trair o Juramento de Hipócrates? Salvar o paciente e condenar milhares ou salvar milhares e condenar o paciente? Ao início, os papéis a que nos acostumámos (há mais de duas temporadas atrás) estão invertidos, com Cameron, surpreendentemente, a posicionar-se junto da ideia de não salvar o ditador africano, e Chase a tomar o papel moralista, de que eles devem cumprir com aquilo a que se propuseram quando iniciaram a profissão. No final, ela muda de ideia e ele também. O paciente morre. E isto, sem dúvida, trará consigo consequências à dinâmica do casal.
O episódio traz-nos ainda a reconciliação entre Foreman (Omar Epps) e Thirteen (Olivia Wilde) e um House (Hugh Laurie), agora interessado em regressar à chefia da sua antiga equipa de investigação médica mas ainda indisponível para praticar medicina devido à falta de licença, a mostrar a continuação da sua grande forma como personagem. Este House é bem mais interessante, e até divertido, de ver do que aquele ser arrogante da temporada passada. Este House consegue ser sarcástico, consegue ter piada e consegue chatear os outros personagens sem perder a empatia com quem está deste lado do ecrã. E isso é sempre um ponto a favor para a série. Neste episódio, ele conseguiu continuar a arreliar o Wilson (Robert Sean Leonard), quando decidiu iniciar confronto com um dos seus vizinhos (grande cena, aquela do espelho), e conseguiu implicar com o Foreman e o resto da equipa sempre com grande sentido de humor e sem se tornar insuportável aos olhos de quem o vê deste lado. E este é o House que quero ver.





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Este House consegue ser sarcástico, consegue ter piada e consegue chatear os outros personagens sem perder a empatia com quem está deste lado do ecrã.
Sem dúvida! (ele a fazer de mimo foi muito bom). Eu também quero este House.
Um belo episódio este. Muito bom.
:4:
Não achei nada de especial, talvez porque detesto quando se metem em grandes histórias com os casos da semana. O que quero dizer com “grandes histórias”? – o ditador internacional que vai parar ao hospital. Acho estas histórias tão rebuscadas e ridículas que não consigo levá-las a sério.
Gostei de ver o Chase e a Cameron, mas a permanência da Thirteen e do Foreman… blargh.
:3:
Por acaso também não gostei muito da parte do ditador. Mas claro que depois compensou com o House na sua melhor forma. E aquela cena do espelho foi mesmo genial.
:3:
Continua a ser uma das séries em q mais anseio pela chegada de novos episódios. House é um personagem brutal.
Não consigo dizer q um ep é mau. Nunca são maus. Ás vezes não são é tão bons.
Os ditadores tb adoecem e precisam de ser tratados. Sendo nos States par uma reunião das Nações Unidas não será assim tão descabido, principalmente pq naquele hospital está o melhor médico do género…
Continua a ser uma das séries em q mais anseio pela chegada de novos episódios.
Até Janeiro, claro. :wink1:
Se houverem mais casos assim misturados com um pouco de desenvolvimento das personagens, nem me importo muito
Muito bom o caso e deu muito que pensar (se bem que a questão filosófica/moral já é um bocado batida: Será que devemos tirar a vida a alguem para salvar a vida de outros?)
Hugh Laurie genial como sempre e gostei do twist final (quando se descobre que foi Chase quem fez a asneira (ou não).
:4:
Tenho de discordar. Achei este episódio tão estúpido! A história do ditador foi mesmo idiota. A sério? Vão fazer um médico matar um paciente quando esse médico nem sequer tem tido antecedentes onscreen para basear tal decisão? Foi tão pouco credível que até me chateou darem esta história a dois personagens que até gosto bastante.
Quanto ao House, concordo plenamente. Era isto que era preciso para renovara personagem. O enredo secundário foi demais.
:3:
Adorei o episódio. A velha equipa esteve de volta. House fez nos dar muitas risadas (toda aquela narrativa com o vizinho foi muito boa). houve referência a true blood e a dexter que foram bem engraçadas. E para finalizar, o facto do Chase ter sido o responsável pela morte do ditador vem trazer muita tensão daqui para a frente, espero.
:4meio:
Eh… nem me lembrei de referir o fraquinho “Sookie” do Wilson.
Gostei bastante deste episódio. Não costumo ver muito House, mas vi este no outro dia e gostei bastante. Cheio de dilemas morais e gostei até do House neste.