[SPOILERS] Este último episódio de “House” foi estranho a vários níveis. Houve um certo desequilíbrio em termos de cenas, indo com uma rapidez fascinante dos 8 aos 80 e no sentido inverso.
Houve algumas cenas verdadeiramente surreais, umas no bom sentido da palavra, outras nem tanto.
Sem dúvida que a cena em que o paciente “regressa dos mortos” na mesa de autópsias foi o momento alto do episódio. Além de inesperada (apesar do episódio ainda ir a meio, eu pensava que se iam passar a centrar no miúdo e como poderiam prevenir que ele não morresse na altura em que fizesse os 40 anos), foi além dos níveis de macabro que a maioria das séries de televisão, que não sejam de géneros em que seja imprescindível ser macabro, costuma revelar. Tivemos ainda outra cena do género, quando o paciente decide arrancar um dente que lhe está a incomodar há algum tempo. Aqui, a sua atitude mostrou-se demasiado exagerada para aquilo que nos tinham dado a saber antes sobre o seu grau de desconforto. Deixou claramente a sensação de que estaria a tomar uma atitude demasiado radical.
Depois tivemos ainda a cena de abertura, com uma perseguição da polícia a alguém especializado na arte do parkour. Nada de original aqui, mas dá sempre excelentes cenas de acção. Mas depois pegaram cliché do salto entre prédios, se bem que optaram pelo que costuma ser menos comum, ou seja, o personagem não ficou agarrado à beira do telhado, quase a cair, e conseguiu subir e continuar a perseguir o malfeitor. Mesmo assim, não deixa de ser algo já feito e refeito.
Ainda assim, acho que o pior de tudo foram mesmo os sussurros que o House (Hugh Laurie) passou o tempo a ouvir enquanto estava no “santuário” que o Wilson (Robert Sean Leonard) tinha dedicado à Amber. Ele passou o episódio assombrado (e espero mesmo que a falta de sono seja mesmo a única justificação para o aumento da sua arrogância, fazendo com que ele tenha voltado a ser mais o personagem que era na temporada passada no que aquele que foi nos primeiros episódios desta) por sussurros que apenas se revelaram ser o Wilson a conversar sozinho (ou com a Amber, como queiram) no quarto ao lado, o que é simplesmente ridículo (não o que diz respeito ao Wilson, mas ele ter demorado tanto a perceber de onde vinham os sussurros).
Aquilo que verdadeiramente apreciei no episódio, e tenho vindo a apreciar desde há dois episódios, é o conflito interno que o Chase (Jesse Spencer) atravessa desde que assassinou o ditador africano. E já que tenho falado em cenas durante o texto todo, a cena do confessionário, em que ele tenta “forçar” o padre a dar-lhe a absolvição pelo seu pecado foi realmente excelente.





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Não teve 13 – weeee!
De resto… :coffee:
É House! Podemos não gostar de algum episódio, mas ainda assim assistimos fielmente sabendo que ora ou outra um episódio maravilhoso nos deixará de queixo caído. É ou não?
O problema é… até quando.
Estive para deixar a série a meio da quinta temporada, de tão desiludida que estava. O episódio inicial da sexta deslumbrou-me, mas fiquei de pé atrás, sabendo que tudo iria voltar ao mesmo. Ainda não estamos lá, mas caminhamos a passos largos.
O teste de novas fórmulas é arriscado, e é o que fazem nesses últimos anos os produtores de House. Talvez nunca volte a ser o show das primeiras três temporadas, mas ainda acredito que passe do que é hoje (ótimo), para no acerto de um novo estilo House de ser, volte a ser magnífico
nao, e isso foi bom, alias, muito bom, house convenceu-me pelos 1ºs 15 minutos desta temporada. mas nao sei se aguento de novo este sacrificio… :rolleyes2:
Concordo a 100%.
A cena inicial e especialmente a cena da autópsia foram momentos altos no episódio (esta última deixou-me tão surpreso que tive a mesma reacção do Foreman lol). A story line ainda à volta do Chase e do assassinato do ditador também tem sido bem desenvolvida. Vamos ver como acabará..
Quanto aos surrurros, sinceramente acho que não teve nexo nenhum. A ideia até pode ter sido interessante mas achei mal executada.
Finalmente, não deixo de me cansar de dizer. Adorava que esta (velha) equipa voltasse a durar por muito mais tempo (o que não deverá ser possível devido a certos spoilers).
Mais um bom episódio de uma temporada que se está a revelar bastante boa.
:3meio:
House está muito blahhh. Actualmente há procedurals melhores: Lie to Me, The Mentalist, The Good Wife e Bones. O problema é que eu tenho medo de perder outro “Broken”. Porque é que o raio da história não anda?
O problema é que eu tenho medo de perder outro “Broken”.
Não seja por isso. A malta diz quando aparecer.
Pois… Isso também é verdade…
Foi bom, ouve um equilibrio entre desenvolvimento das personagens e a parte procedural. Quanto ao caso da semana, até foi interessante e com cenas inesperadas (como aquela da ressurreição).
Quanto a House, realmente ele demorou muito a perceber de onde vinham os susurros, foi uma tentativa mal feita para nos fazer pensar que ele tinha voltado a alucinar. Mas poderá vir cenas interessantes do facto do Wilson ainda estar muito pegado à sua falecida namorada e achei bastante interessante e inesperado o House tentar falar com o seu falecido pai, mostrando que afinal ele sente ainda a sua falta. Quanto a Chase (personagem que não gosto muito) e o seu conflito interno, as cenas foram boas, a sua relação com a Cameron está ficando cada vez mais complicada.
Nada de espetacular, mas não foi nada mau o episódio.
:3meio:
Achei patético o facto de uma das melhores equipas médicas do país estar a tratar de um não problema. Como se isso algum dia fosse acontecer…
Ultrapassando essa questão, House (o personagem e interpretação) tem sempre momentos muito bons. Tb achei q House ficou demasiado assustado com os sussurros…não bate nada certo com o q sabemos dele.
concordo que a cena do chase com o padre foi realmente uma grande cena e tenho-me vindo a supreender com o Jesse Spencer, interpretações mt sólidas nestes ultimos espisodios.
gostei tb da cena inicial apesar do chliché do salto do predio, achei que tava mt bem realizada
de resto acho que também é de referir as cenas com a cuddy (apesar daqele “despeço-me, não me despeço”, boring!) a química entre eles está de volta e é sem duvida uma das mais-valias da série
O que eu não percebi na cena do parkour foi como é que não lhe deram um tiro no pé ou assim naquelas alturas em que o homem estava teoricamente encurralado…
E claro que ia tendo um ataque cardíaco quando o homem acorda!
:3: