[SPOILERS] Sete anos. O que são sete anos da nossa vida? Por vezes muito, por vezes nada. Menos estudos e mais preocupações, melhores roupas e piores amizades, mais quilos e menos festas. Para muitos de nós, sete anos podem representar uma grande parte da vida. E para outros, como Ted (Josh Radnor), podem representar uma busca infrutífera que regressa à casa de partida.
Isto, minha gente, isto sim é um episódio de “How I Met Your Mother”. Como dizia eu na minha última crítica, não há dúvida que, quando querem, os criadores desta série conseguem dar-nos episódios muito bons. E se “Double Date” não foi dos melhores episódios que vimos nos últimos anos, acho que ninguém poderá deixar de admitir que foi uma grande melhoria em relação à semana anterior.
Divisões temporais, “Star Wars”, duplos, soluços, fantasias de morte e bares de strip. Houve tantos momentos brilhantes neste episódio que quase é difícil saber por onde começar. Mas talvez o melhor mesmo seja começar pelo início.
Ted regressou à busca por uma companheira, e tem uma surpresa pouco ou nada agradável. Depois de anos de tentativas falhadas, de jantares e encontros, de relações e paixonetas, descobre que atingiu o cúmulo desta busca: repetir as mesmas mulheres. O que fazer então? Regressar a casa e afogar as mágoas? Ou, pelo contrário, não será esta uma óptima oportunidade para refazer os passos, aprender com os erros e assim melhorar no futuro? A escolha de Ted e do seu par é a mais acertada, dando assim origem a uma interessante brincadeira que nos mostra, num só ecrã, o passado e o presente, 2002 e 2009, deixando-nos ver como os dois momentos divergem e como se encontram. Entre erros e passos em falso, cabelos estranhos e pêras curiosas (nota de comentador: a pêra, enquanto marca de universos alternativos, surgiu pela primeira vez na série original de “Star Trek”, tendo-se tornado um ícone da cultura popular desde então), assistimos a um dos melhores momentos de Ted, uma história onde finalmente age como um adulto, tomando a decisão correcta. Aprender com os erros é sempre importante, mas também o é sermos nós próprios, e por isso Ted e Jen decidem não voltar a ver-se. E nós agradecemos a oportunidade de passar um bom momento com os dois.
De Ted para os seus companheiros de sempre, um elemento em comum: as relações. Os dois casais desta série – o há muito estabelecido e aquele que insiste que não o é – são o lado B da história desta semana. Barney (Neil Patrick Harris) conseguiu finalmente Robin (Cobie Smulders) mas não quer pôr de lado a sua anterior vida. Assim, ignora todos os avisos e prossegue com os seus hábitos, que incluem arrastar o pobre Marshall (Jason Segel) para um bar de strip. Como se já não bastasse a piada à saga “Star Wars” (incluindo Ted vestido de Wookiee) e as divagações maradas de Marshall que, para fantasiar com outra mulher, tem primeiro de esperar pacientemente pelo “falecimento” (em sonhos, é claro) da actual esposa, a descoberta do terceiro clone ajuda este episódio a dar o salto para junto daqueles outros que ficaram guardados na nossa memória. Uma hilariante stripper Lily vem juntar-se à Robin lésbica e ao Marshall de bigode, formando um caricato grupo de personagens que prometem vir a concorrer pelo lugar favorito no nosso coração. E com a afirmação de Ted do futuro (Bob Saget), que, nos próximos tempos, iremos conhecer os dois clones que faltam (o de Ted e o de Barney)… bom, fica de certeza reservada uma grande diversão.
Se para Lily (Alyson Hannigan) a descoberta da sua gémea é um dia de alegria, deixando Marshall completamente siderado, já a resposta de Robin aos vícios de Barney pareceu um pouco contrário à personagem. Se bem se lembram, a Robin que aqui temos é a mesma que teve uma “noite de gajos” com Barney há umas temporadas atrás, que incluiu vestir um fato, fumar um charuto num clube de homens e participar numa grandiosa sessão de laser tag. Mas, aqui, estranhamente… parece igual a tantas outras mulheres que não compreendem os seus parceiros. Por muito que tenhamos ficado contentes com o desabrochar da relação de Barney e Robin, nenhum de nós quer que Barney deixe de ser o homem que sempre foi. Não queremos vê-lo, de repente, a ter um transplante de personalidade e a tornar-se no mais perfeito namorado do mundo, tal como não esperamos que Robin deixe, de um momento para o outro, de ter problemas com as relações que estabelece. Esperemos apenas que, no próximo episódio, esta questão seja esclarecida.





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Engraçado, se bem que a ideia do encontro foi bastante original, deixou o sentimento de ter sido completamente desperdiçada no Ted, com alguns momentos a roçar o bocejo. Não teve grande piada. O resto, sim, foi bem divertido.
:3:
Eu achei, mesmo assim, piada ao encontro. E logo eu, que geralmente detesto as cenas do Ted. Mas neste gostei, e acho que agiu como adulto (coisa que, geralmente, não faz)
Adorei este episódio! O que eu me ri com todas essas situações que mencionaste. A Lilly então, awesome! Se bem que também fiquei um pouco de pé atrás com esta alteração de comportamento pouco auspiciosa…
(E a Robin lésbica em LW era tão melhor que esta lol)
Já me esquecia: :4:
A Robin entrou em L Word?
Só em três ou quatro episódios.
Aqui está ela numa cena perfeitamente inócua com a Jennifer Beals:
http://www.youtube.com/watch?v=CHbqINOr62A
Eu gostei muito, mas também estou com o zb. O Ted farta-se de falhar oportunidades (julgo que um bocado está ligado ao actor, o elo mais fraco da série). Aquilo bem aproveitadinho e tinha sido um episódio épico.
:4:
Sim, o Ted é o elo mais fraco da série, e não me parece que vá alguma vez conseguir mudar. de vez em quando tem os seus momentos (o primeiro encontro com a Stella ainda hoje é um dos melhores), mas geralmente contenta-se em ser o “parvo” das histórias.
O gémeo do Marshall estava incrível! O que me ri xD
Um bom episódio.
:3:
O Clone do Marshall, hilariante… Agora só falta o do Barney e do Ted.
Um belo episódio
:4:
episódio bem divertido..
o Marshall de bigode foi demais, tal como as reacções da Lilly :yuuupiii:
o Ted teve aqui a oportunidade de crescer um pouco mais e foi isso que aconteceu.
a Robin está diferente porque agora namora, aos poucos está-se a tornar uma namorada igual a tantas outras, que não gostam que os namorados vão ver strip, no fundo tambem esta a crescer como pessoa.
eu tambem não quero é o Barney como pessoa normal, quero o de sempre. :4:
a Robin está diferente porque agora namora, aos poucos está-se a tornar uma namorada igual a tantas outras, que não gostam que os namorados vão ver strip, no fundo tambem esta a crescer como pessoa.
Extrapolação engraçada
LOLOL.
“Look but don’t touch” é a minha filosofia. ;D
Eu tenho achado este arranque de HIMYM um pouco fraquinho, nem sei bem dizer porquê, mas não me divirto tanto como antes a ver. O Barney parece estar mais apagado esta temporada. :3:
Não foi mau, mas achei o episódio desigual. A parte da stripper Lily e o Marshall com as suas fantasias foi hilariante mas a parte do Ted deixou um pouco a desejar.
Eu gostei da parte do Ted. E adorei ver o Marshall de bigode :4:
O episódio serviu para dar umas boas gargalhadas, e aquele strip da Lily… no mínimo hilariante!
:3meio: