[SPOILERS] Depois de umas férias onde pudemos mentir descaradamente, voltamos à rigorosa análise da verdade. Acabou a festa, acabaram as petas, as farsas, os aldrabões e espertalhões. Sejamos sinceros, já tínhamos saudades da única pessoa que nos obriga a ser assim, sinceros.
Cal Lightman (Tim Roth) e companhia estão de volta para mais um conjunto de complicados casos e complexas revelações. A primeira temporada, conseguiu rapidamente corrigir os seus erros e atingir um equilíbrio notável, tanto a nível estrutural de cada episódio, como a nível do desenvolvimento das suas personagens. Apesar de um final um pouco aquém das expectativas o balanço geral foi muito positivo e esperava-se que este início subisse a fasquia.
Mas tal não aconteceu. Não só não sobe como desce a pique, estatelando-se nos mesmos erros que pensávamos já ter ultrapassado há muito tempo. Começando pelos casos podemos dizer que se a premissa de uma rapariga com múltipla personalidade nas mãos de Lightman podia parecer interessante, na prática acabou por ser uma grande embrulhada inverosímil e por vezes a roçar o ridículo. O mistério esteve lá, faltou foi credibilidade para manobrar um veículo tão grande. As quatro personalidades, a comunicarem umas com as outras, aparecendo e indo, vindas de pressões mais ou menos controladas, não nos dão segurança, obrigam-nos apenas a revirar os olhos. E para piorar, as interpretações, quer seja a da rapariga doente quer seja a do próprio protagonista, são descuidadas, forçadas e pouco fluídas, o que é raro por estes lados.
O outro caso foi apenas um one-woman-show de Torres (Monica Raymund) que interroga um nomeado ao Tribunal Supremo com o objectivo de perceber se existe ali algo de podre. Mais credível que o seu parceiro, este caso pecou pela relativa falta de interesse e pelo pouquíssimo tempo de antena. Apenas um homem que esconde um segredo que afinal não é assim tão mau. Ficamos na mesma, pouco impressionados.
No lado pessoal, a ex-mulher de Lightman, Zoe Landau (Jennifer Beals) quer mudar de cidade e na ida pretende levar também a filha de ambos. Cal lá consegue arranjar uma solução: compra-a com a parte dela no Lightman Group de forma a ela ficar e abrir a sua própria firma. Foster (Kelli Williams) não gosta da atitude e oferece o melhor diálogo do episódio, onde afirma que pela primeira vez em muitos anos está de rosa, está feliz com o divórcio e não vai permitir que Cal faça algo para destruir isso.
Concluindo, queríamos um regresso mais autónomo e menos procedural. Um início explosivo que desenhasse as linhas de um nova temporada, fresca e poderosa. Pelo contrário ofereceram-nos um regresso ao passado, aos erros primários e ao tão conhecido cheiro a mofo.





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Eu gostei do episódio. Não gostei da história da ex-mulher, mas gostei muito do caso da semana, em parte porque gosto muito da Erika Christensen.
:3:
Pois, o caso das múltiplas personalidades mereceria, provavelmente, outro tipo de abordagem. Achei o final demasiado simplificado, sendo que o caso de Torres foi extremamente simplificado.
No entanto, tem tudo para melhorar. Vamos a ver o que dá – se é que dá alguma coisa – a entrada em cena da ex-mulher de Cal. Maior participação nos episódios, abrindo uma nova frente de possível interesse romântico?
A ver vamos.
Não concordo contigo, gostei imenso do episódio. Acho que foi um bom caso semanal, só não sabia que multi personalidade era algo tão raro, ao numero de vezes que vimos retratada em séries…
Bom inicio de temporada, Tim Roth é um senhor! :4:
Gostei bastante do caso e a interpretação do Tim Roth é qualquer coisa de especial. Merece reconhecimento.
:4:
Tim Roth é um grande gande actor e a sua interpretação é sempre o melhor de qualquer epísódio. Aqui achei apenas alguns momentos demasiado forçados, como aquele em que ele vai agredir a doente para “chamar” a personalidade pretendida. Foi um caso que não me conseguiu convencer.
Não sei se é de estar influenciada por US of Tara mas a verdade é que achei que toda a história da múltipla personalidade foi algo confusa, com um alter a contar ao outro o que viu que por sua vez conta ao Lightman que depois conta a outro alter. Já estava um pouco baralhada com tanta gente numa só conversa.
PS: Eu não queria acreditar quando a Torres disse que tinha 24 anos mas parece que a actriz é mesmo de 1986 =0