[SPOILERS] Ai as férias… Esses dias solarengos ou cinzentos, que de uma forma ou de outra nos descansam as ideias e nos aquecem ou arrefecem dos agrafos cansativos do trabalho. Pensamos nelas durante meses e quando finalmente aparecem sabem sempre a pouco. Isto falando na maioria da população porque, como em tudo, existem excepções.
E aqui a excepção começa por Cal e acaba em Lightman. Depois de uma pressão considerável da sua colega Gillian Foster (Kelli Williams) Cal (Tim Roth) lá aceita tirar uns dias de descanso e parte com a sua filha para o México. Como bom workalholic que é leva o seu computador atrás para espiar os seus trabalhadores e mesmo que não tivesse levado, os problemas vêm ao seu encontro: uma jovem americana que se encontrava no mesmo local de férias desaparece misteriosamente deixando para trás uma filha menor. Lightman esquece a piscina e contra tudo e contra todos mete mãos à obra.
Primeiro que tudo, é sempre interessante num procedural ver o peixe fora de água. Neste caso o protagonista fora do escritório. As piscinas, as bebidas, o calor. A investigação, que saltitou entre uma Emily (Hayley McFarland) curiosa e uma Torres (Monica Raymund) sempre pronta. A este conjunto de variáveis juntaram-se a uma história interessante de tráfico de óvulos e todo um ambiente hostil, onde o viscoso rima com o perigoso. O mistério manteve-se presente até bem perto do final, com os despistes e manobras habituais a serem bem desenhados. É uma série que sabe guardar eficazmente as surpresas e introduzir todos os novos elementos na altura certa. E certas são cada vez mais as interpretações: se para Roth continuam a não existir adjectivos suficientes – uma personagem que balança na perfeição os seus momentos dramáticos, cómicos e geniais – Raymund está cada vez mais espessa e até os secundários se apresentam seguros. Mais um excelente caso.
De volta ao escritório damos de caras com uma personagem nova: Jack Rader (Marc Blucas), um antigo aluno de Cal e agora seu actual rival. Veio para auxiliar Foster num caso de sangue contaminado. Um contra-relógio marcado pelos habituais interrogatórios e engenhosos esquemas, armas que nos indicam sempre o culpado. E assim foi e assim digo, que apesar de a história não ter sido das mais interessantes, primou pela interacção de Rader com os membros do grupo: com Loker (Brendan Hines) a quem ofereceu trabalho e com Gillian a quem ofereceu, descaradamente, amor. Se a inserção de do agente Ben Reynolds (Mekhi Phifer) nunca me chegou a convencer, este “inimigo” do protagonista apresenta-se como uma peça bastante interessante, capaz de agitar fortemente as águas.
Lightman de férias foi tudo o que queríamos e mais. E mais a nova personagem no caso irmão. O nível continua alto e nós continuamos muito satisfeitos.





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Lie to Me em grande. Adorei o episódio.
:4meio:
Tb acho e a Monica está cada vez “melhor” :wink1:
O que eu me ri com o Lightman a controlar tudo do computador. Gostei!