[SPOILERS] «I always wanted a daughter. To dress her up with pretty dresses. Do her hair, her nails, her makeup. No one knows this, but for the first year of his life I made up Manny like a girl and told everybody that he was my daughter. But just for a few times. I didn’t want to mess with his head. When he found the pictures, I told him that it was his twin sister who died, you know.»
Com um núcleo familiar tão heterogéneo, seria difícil imaginar que, ao longo da série, as ligações familiares não iriam variar de episódio para episódio e que algumas das menos esperadas não iriam ser exploradas. Mas se era fácil prever essa interligação das personagens como desenvolvimento das diferentes linhas de argumento preparadas para o desenrolar da série, a forma como a mesma seria explorada tornava-se mais difícil de adivinhar pois existiam múltiplos caminhos que poderiam ser tomados.
O facto de existir uma ligação convencional entre as pessoas nem sempre significa que as mesmas também partilhem uma ligação afectiva. E este episódio parece partir à descoberta dessa ligação afectiva entre algumas parelhas de personagens da série cuja relação parece mais convencional.
De um modo geral, uma filha não vê com muitos bons olhos a relação do seu pai com uma mulher da idade dela. E mesmo não sabendo a fundo que tipo de relação a Claire (Julie Bowen) e a Gloria (Sofía Vergara) têm, é notório que não é uma relação de grande proximidade, e facilmente deduzível que a relação entre elas, bem como entre os seus filhos, é, sobretudo, de conveniência.
Ao mesmo tempo, o emparelhamento de personagens pertencentes a esses dois grupos resulta em algumas conjunturas menos comuns, ou, pelo menos, não tão típicas: Gloria e Alex (Ariel Winter), avó e neta com um diferencial de idades mais curto do que o usual, e Claire e Manny (Rico Rodriguez), irmãos com um diferencial de idades mais longo do que o usual. E se ambas as situações só por si podiam ser motivo suficiente para conseguir arrancar alguns sorrisos, o desenvolver das mesmas – com o laço criado entre a Gloria e a Alex da forma mais simples mas também mais eficaz e que os pais muitas vezes se esquecem, que é o conversar com os filhos, e, especialmente, a cumplicidade criada entre a Claire e o Manny, cuja relação de irmãos facilmente esqueceríamos devido ao facto de serem de gerações distintas –, voltou a dar ao episódio algo que começa a revelar-se característico à série: o conseguir ter piada ao mesmo tempo que consegue ter “coração”, um abordar das situações mais comuns que se possam imaginar com o nível de sensibilidade ideal para despertar o gosto pelo que se está a ver.
Além da exploração da relação entre as duplas Claire/Manny e Gloria/Alex, este episódio pega ainda na típica relação instável entre sogro e genro, com o Jay (Ed O’Neill) e o Phil (Ty Burrell) a proporcionarem mais alguns momentos hilariantes de comédia física, e, aparecendo algo deslocado de tudo resto, mantém um dos ramos da família, o Mitchell (Jesse Tyler Ferguson) e o Cameron (Eric Stonestreet), aparte da storyline principal durante quase todo o episódio, cruzando as três apenas já nos minutos finais do episódio para a conclusão da história.
“Come Fly With Me” é mais um episódio a manter a fasquia a que a série se propôs no seu primeiro tomo: o de ser uma das revelações da temporada.





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O Mitchell e o Cameron na loja foi espectacular.
:3meio:
Ai o que eu me ri com este episódio!! Muito bom. E essa citação com que abres a review é demais. Principalmente com aquele sotaque dela.
:4meio:
Fartei-me de rir com a Gloria com a quote aí de cima, com o aligator boxista e com ela a emitar o helicóptero. Também gostei da cena do Jay a usar a comparação com uma família dos macacos.
:4:
*Phil não Jay. Confundo sempre os nomes todos…
Adorei. A Gloria esteve excelente e o Phil é um prazer. Adorei a cena com ele o namorado da filha.
:4:
Grandes doidos no bom sentido! Sublime o Manny a fazer-se de adulto para a Claire, o Cameron e o Phil são muito engraçados.
:4:
Gostei bastante quando o Phil se senta (também) no braço do sofá quando chega ao pé do sogro.
Muito bom o episódio, e a série tem sido uma agradável surpresa.
:4meio:
“o conseguir ter piada ao mesmo tempo que consegue ter “coração”” acho que disseste tudo com esta frase.
:4:
Não sendo tão delirantemente divertido como os anteriores, conseguiu equilibrar a narrativa esmiuçando as entranhas de uma família [a]típica americana.
Chegou a ser tocante a forma como o episódio se desenrolou, com os laços familiares mais improváveis a consolidarem a verdadeira essência familiar. Excelente final [e não, não me refiro ao facto de Manny pensar que a irmã gémea dele morreu:), naquela reunião familiar, com abraços sentidos a serem distribuídos.
A nível de comédia, para além de alguns mordazes diálogos, o ponto alto foi, espantosamente, a previsível cena do avião a chocar contra Phil. Previsível, porque sentíamos que aquilo iria acontecer, mas levou-me às lágrimas, de tanto rir. :4meio:
‘Bora lá pro 4º, já de enfiada. Belo início de 2010:)
Ri-me imenso com este episódio, desde o início até ao hilariante final. Esta série tem-me surpreendido bastante e a Sofía Vergara está casa vez melhor.
:4meio:
Ai o que eu me ri quando o Phil apanhou com o avião em cima :rtlf:
E a cena da Claire com o Manny foi demais, o miúdo tá mt bem escolhido