[SPOILERS] É mais uma das comédias que o canal apresenta às quartas. Mas ao contrário de outras, esta tem um início auspicioso e conseguiu convencer-me logo à primeira. Esta é uma história simples que começa com uma “típica” família.
Temos a mãe, Frankie (Patricia Heaton), o pai, Mike (Neil Flynn), e os três filhos: Brick (Atticus Shaffer), Sue (Eden Sher) e Axl (Charlie McDermott). Com uma maneira bem sui generis de interagirem uns com os outros, as várias situações que acontecem ao longo do episódio são suficientemente (muitas vezes extremamente) engraçadas para nos proporcionarem bons momentos. Alguns deles:
- As situações caseiras dão-nos um primeiro olhar sobre o modo de relacionamento deles. A cadeia de comando para repreender um dos filhos, o sarcasmo de Axl, a trapalhice de Sue ou a tentativa do pai ser um chefe de família interventivo, são motivo suficiente para largar uns sorrisos.
- Só a cara de Brick e o seu corpo franzino já dão azo a sorrir. Depois, com as suas falas certeiras, as reacções às conversas da mãe, a mania de sussurrar certas palavras e o seu comportamento estranho na escola, consegue trazer uma dose regular de capítulos novos para o livro “rir para além de sorrir”. A festa que afinal era só uma semana mais tarde foi, para além da cereja no topo do bolo em relação ao timing do miúdo, o início de toda a história do episódio.
- O jeitinho de Sue para as artes, desportos ou qualquer outra espécie de actividade que envolva convívio social. Um mimo!
- O stand de automóveis onde Frankie trabalha. A começar no telefonista que não tem noção do que significa a expressão “meter-se na sua vida” e a acabar na chefia pouco preocupada com os clientes, há ali um rol de assalariados que juntam mais algumas cores à paleta cromática do riso. Se juntarmos os compradores, temos a paleta completa.
Num episódio de estreia bem sólido, com uma dinâmica muito boa, uma história bem contada, situações engraçadas credíveis e um bom desempenho do elenco, temos aqui bons indicadores para o futuro. Espera-se, com agrado, pelos próximos episódios.







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Também gostei, apesar das semelhanças por demais evidentes com o Malcolm in the Middle. Parece que a TV sofre dum problema semelhante ao do cinema em que se recicla constantemente formatos (ok, já o fazia antes com os procedurals a serem quase todos a mesma coisa, mas agora parece que a reciclagem se estende a tudo o que é género). Seja como for, também não é por isso que a série não tem os seus méritos, e tem um primordial para qualquer comédia, que é ter piada.
:4:
Pois. Isso da reciclagem é verdade. Ainda para mais agora nestes tempos em que o dinheiro ainda joga um papel maior.
No entanto, eu nunca vi Malcolm pelo que não encontrei semelhanças com nada. Quem te manda já ter visto 10 ou 11 meses de séries?
LOL. Para ser mais preciso são 12 Months, 1 Week, 5 Days, 13 Hours, 58 Minutes.
Quanto ao Malcolm, nunca vi tudo (por acaso, até está na lista de espera), mas apanhei bastantes episódios nos canais portugueses.
Ui, o ZB nestas coisas ainda é um iniciado.
Quero ver quando é que chega aos 2 anos do outro. :wink1:
Apesar de na minha opinião não ter sido a melhor estreia da temporada no capítulo da comédia, esse prémio foi entregue a Modern Family, The Middle aparece logo atrás desse. Patrice Heaton continua fabulosa, e sem ela não imagino que a série pudesse ter sucesso.
O melhor do episódio: Brick, a Mãe (Patrice Heaton) e a cadeia de repreensão.
O pior: Todos os pais, normalmente, apoiam os seus filhos, mesmo que sejam as escolhas mais erradas. Neste caso, o pai constantemente deita abaixo as esperanças da filha, quando esta quer experimentar algo novo. :4:
Eu também gostei mais de Modern Family. mas esta não ficou muito atrás.
Isso que dizes de ser pior foi a parte que achei piada. Precisamente por ser contra-natura e eles (já habituados ao que a casa gasta) terem sido realistas.
Esta e Modern Family são duas novas excelentes comédias.
:4:
Não sei, fiquei um pouco confuso. Não foi definitivamente mau, mas não senti uma grande empatia com a série nem com as personagens. Achei graça a alguns momentos como o desastre no Show Choir, e a outros pequenos momentos mas consegui rir-me mesmo a sério. Em algumas cenas pareceu-me forçado de mais. Está atrás de Modern Family (que me conquistou logo) e mais ou menos empatado com Community (que apesar de não ser do melhor, entreteu-me bem).
Mas vou ver mais uns quantos episódios (:
:3:
empatado com Community (que apesar de não ser do melhor, entreteu-me bem)
Este último da Community já foi bem porreiro. Pelo menos, finalmente houve um episódio que me tivesse verdadeiramente puxado várias gargalhadas.
Concordo. Eu vi os 3 primeiros de Community de seguida e os dois primeiros não me fizeram rir muito, mas depois gostei bastante do 3º episódio – Teve situações bem engraçadas.
O que eu me ri com o miúdo a sussurrar as palavras. E a família toda junta a gritar “move that bus”, foi tão americano! Gostei imenso.
O que eu me ri com o miúdo a sussurrar as palavras.
Essa parte também gostei muito: “immpeeeeraatiiive”, “sooorrryyy” lol
Só hoje é que comecei a ver a série e fiquei agradavelmente surpreendido. Gostei de tudo e a Patricia Heaton continua espectacular. O miudo é hilariante.
E concordo com a Carolinafs, é 1 série mesmo muito americana. Todos satisfeitos a gritar “move that bus”, a ver a casa nova, à espera de Dancing with the stars, a comer “comida caseira”…
:4meio:
A série é porreira. Não tem a originalidade de Modern Family mas tem outras qualidades. O Brick é o máximo (principalmente no início da série), mas o Axl e a Sue também o são mais tarde.
Sim, esta é claramente uma série muito “american way”
Não tem mesmo a originalidade de Modern Family, sendo que para mim Modern Family continua a ser a melhor surpresa desta season.
E é engraçado que quando vi o pilot lembrei-me algumas vezes de Malcolm in the middle, como o ZB.