[SPOILERS] Dizer as verdades é complicado para algumas pessoas. A frontalidade é, muitas vezes, vista como uma característica que precisa ser “peneirada” pela diplomacia ou pelo bom senso antes de poder ser utilizada. Mas o pior é mesmo ouvir as verdades. Ou então apercebermo-nos das coisas tal como são.
Frankie (Patricia Heaton) tem que enfrentar uma dura realidade: o crédito usado para comprar tanta coisa “no passado”, está no presente a pedir o dinheiro de volta. Some-se a isto a sua nada bem sucedida carreira como vendedora de carros e temos o mote do episódio. Por aqui começa tudo e a lista de problemas a resolver só engrossa. No fundo, tal como ela diz aos filhos, eles só teriam que começar a viver segundo as suas possibilidades.
A ideia que ela teve para o stand de automóveis até tinha tudo para funcionar, mas o clima não lhe quis ajudar. Nem a dívida da biblioteca lhe ajudou a arranjar um livro para Brick (Atticus Shaffer). Esse estranho rapaz (excelente personagem esta) que só quer ler, ler e ler. E o novo hobby de Sue (Eden Sher) também não vem facilitar em nada a vida de Frankie. Some-se a máquina de secar avariada e um tornado e temos uma semana desesperante na sua vida.
No fim, as coisas acabam por se resolver. Aí, de uma maneira um pouco forçada (sim, é uma comédia. Mas um tornado trazer um electrodoméstico novinho em folha, branco imaculado, para a porta da nossa casa é um pouco…forçado), a vida parece entrar de novo nos carris. Junte-se o (como ela muito bem diz) banco estúpido que decidiu aprovar mais um cartão de crédito para a família e os carris tornam-se numa auto-estrada bem larga.
Mostrando uma abordagem mais séria, este episódio conseguiu, a meu ver, conciliar muito bem a parte dramática com a comédia. Brinca (de uma forma séria e realista) com a questão das dificuldades financeiras das famílias e a sua tendência para o endividamento. O interessante é que no final, a situação parece que não serviu de emenda àquela família. Pode ser que sirva a outras.





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A minha comédia estreante favorita. Adorei!
:4meio:
Quando ela abriu a porta do carro eu parti-me a rir. E a filha a chocar contra as paredes?! Hilariante!
:4:
Essa cena foi fixe. Estava à espera que estivesse tudo melado e derretido. Lol. Gomas da “inauguration” de Reagan
Muito bom. Gostei mais desde episódio!
O miudo é bué engraçado quando repete em baixinho o que acabou de dizer, que cena tão estranha, quem é que se lembraria de meter isso numa personagem? xD
As minhas partes favoritas foram mesmo quando a mãe abre a porta do carro e quando ela dá aquele discurso ao miudo da biblioteca e no fim diz “I’ll be in the bushes!”
:4:
Episódio mais sério mas muito bom, inteligente, e com várias cenas que dão muita vontade de rir.
“Aí, de uma maneira um pouco forçada (sim, é uma comédia. Mas um tornado trazer um electrodoméstico novinho em folha, branco imaculado, para a porta da nossa casa é um pouco…forçado)”
Concordo contigo. Teve graça mas foi um pouco demais… Tal como estar tudo cheio de lixo, com máquinas que até voaram de outras casas, e o carro deles está intacto à porta de casa… Bem que podiam ter, pelo menos, posto alguma coisa em cima do carro. Ou então nem o mostravam…
:4: