[SPOILERS] O drama em volta dos Walker volta a escalar mas será que a qualidade irá conseguir acompanhar este excesso de reviravoltas na história? Será que quatro temporadas depois já está na altura de fazerem as malas e partirem todos para o México?
No seguimento da linha orientadora desta temporada – o cancro de Kitty (Calista Flockheart) – pudemos usufruir de algumas das melhores cenas do episódio, envolvendo as duas irmãs e a respectiva mãe. Esta é provavelmente das histórias mais batidas recentemente e a cena de rapar o cabelo não é de todo novidade (quem viu “Sex and the City” ou “The L Word”, por exemplo, já sofreu com esta visão) mas o desempenho das três actrizes conseguiu trazer ao de cima o melhor do episódio. No fundo, a série está a destacar-se não tanto pelas histórias em si mas pelo grande desempenho dos seus actores.
Se esta história foi a que guiou o episódio, as restantes pareceram surgir do nada apenas para dramatizar as cenas. De repente temos o pai de Scotty (Luke Macfarlane) à porta e ainda mais inesperadamente sabemos que este se vai divorciar. Melhor, o divórcio surgiu porque o senhor decidiu passados não sei quantos anos ter um caso porque já não aguentava a controladora da mulher. Se as coisas já não eram surreais qb ainda levamos com o livro de BD guardado religiosamente que vai dar dinheiro suficiente para pagarem a barriga de aluguer…
De seguida temos o típico cliché da gravidez: no segundo em que Rebecca (Emily VanCamp) se prepara para revelar a chegada de mais um rebento na família, Justin (Dave Annable) interrompe-a dizendo que este não é claramente o momento indicado. Como esta série funciona já sabemos que ela vai guardar segredo durante uns tempos, depois descai-se e conta a alguém (eu voto que vai ser a Kitty) e no meio de uma reunião familiar esta última também não vai aguentar a pressão e conta a verdade.
É assim que sete episódios passados desta quarta temporada ainda não conseguimos chegar à qualidade da primeira. As histórias que contam já não são novas, o espectador já espera como é que tudo se vai desenrolar e só pelo bom trabalho dos actores somos recompensados pelo tempo passado com esta familia. Veremos como vão continuar as novas linhas de argumento apresentadas esta semana e se seremos surpreendidos pela positiva!
O melhor: Não entrarem na história da Ojai.
O pior: Abusarem dos clichés.





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ehhh lá, acho que aquela última cena merecia uma nota melhor. Tens razão é cheia de clichés, mas nem mesmo quando fizeram a mesma história há 2 temporadas no “desperate housewives” tiveram a “coragem” de mostrar a cena do corte de cabelo. Esta série não é muito de arriscar em “novidade”, mas mesmo assim, as histórias que retrata, retrata-as bem. A Calista Flockhart esteve muito bem, muito melhor que qualquer coisa que tenha feito para a Ally McBeal.
Confesso que nunca vi o suficiente de Ally McBeal para poder avaliar o desempenho da actriz mas já vi a Kim Katrall e a menos conhecida Erin Daniels a raparem o cabelo em cenas que impressionaram mais por ser… “novidade”, digamos. Mesmo assim insisto que foi o melhor do episódio, acabando por salvar as outras histórias mais fracas.
Eu não vejo a série, por isso não vi a cena em questão, mas cenas de mulheres a rapar o cabelo já são tão banais que até as novelas da TVI o fazem. Eu lembro-me de há tempos estar num lado qualquer que já não me lembro onde e estava a passar Morango com Açúcar numa TV e uma das actrizes estava a fazer uma cena dessas, ou parecida, visto que ela não rapou o cabelo, tendo-o deixado prá aí com um dedo de altura. Claro que não estou a querer comparar a qualidade das duas séries, ou o impacto de ambas as cenas, mas apenas a exemplificar como cenas do género se tornaram algo banais…
Eu não sei como é que sei isto mas acho que essa rapariga dos Morangos tinha aquela doença que a Rita Salema teve… Qualquer coisa nervosa se não me engano. Still, não é mesmo original.