Californication: 3×06 – Glass Houses (Showtime)

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[SPOILERS] Se no último episódio parecia que o cerco feminino se fechava em redor de Hank (David Duchovny), neste o cerco transforma-se em lança e centra-se mais numa única personagem feminina.

Becca (Madeleine Martin) volta a fazer das suas. Das “suas” é como quem diz, pois a miúda está bem diferente. E se a Carolina sugere <<Kill Becca, kill! Argh, I can’t stand that little snob!>>, eu não chegaria tão longe nas sugestões.

Brincadeiras aparte, Becca demonstra uma faceta que começa a tirar-nos do sério. Claro que faz parte da caracterização e da normal evolução da personagem (até, julgo eu, bastante realista), mas esta acaba por perder interesse na história. Aquele diálogo dela com o pai (no final do episódio) é o mais próximo que temos da antiga Becca. E eu tenho saudades dela.

No restante, temos o habitual por estas paragens:

  • Karen está de volta (Natascha McElhone) e os segredos de Hank rapidamente o deixam de ser. É muita mulher bonita a rodeá-lo e será interessante assistir ao evoluir desta potencial catfight em ebulição.
  • Se o jantar em casa do casal Runkle não teve a duração desejável (uma pena, pois ele prometia bastante), não foi por isso que as situações por lá deixaram de ser interessantes. Rick Springfield estendeu um dedo, Marcy (Pamela Adlon) quis o corpo e a Charlie (Evan Handler) só restou o “conforto” de Sue Collini (Kathleen Turner) – personagem que tem trazido à série mais do que simplesmente loucura.
  • O confronto entre a família “Moody” e Koons foi bem interessante de seguir. Por agora parece que tivemos “apenas” o iniciar das hostilidades, mas a dupla Karen e Hank é muito forte nas palavras e nos actos.

A parte final do episódio entra num tom completamente diferente, mostrando mais uma vez como a série faz bem estas transições do burlesco para o assunto mais sério. É a loucura a dar lugar à sanidade. Até o próximo episódio trazer a insanidade de volta.

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Liebe ist, was sich ergibt, wenn man Sex hat.

11 Respostas para “Californication: 3×06 – Glass Houses (Showtime)” Subscribe

  1. carolinafs 03/11/2009 às 18:17 #

    Eu adoro Californication mas aquela Becca tira-me do sério. Se eu fosse assim os meus pais tinham-me mandado para a tropa lol Mas fartei-me de rir com as tropelias de Hank.

  2. Nuno 03/11/2009 às 19:19 #

    Karen – I’m not jealous, she’s definitely not your type.
    Hank – Nooo….
    :verycool: As expressões do Hank enquanto esta cena se desenrola são impagáveis.

  3. syrin 15/11/2009 às 20:25 #

    “America’s Next Top Smurf”
    LOL

  4. luigi 25/11/2009 às 05:39 #

    alguem sabe de quem é a música que aparece no final deste episódio??

    obrigado

    • Maciel 25/11/2009 às 09:13 #

      Julgo que será esta:
      “I Want You To Want Me” by Damhait Doyle

      • luigi 27/11/2009 às 01:28 #

        essa mesmo….obrigado! :yuuupiii:

  5. ZB 21/12/2009 às 12:32 #

    A série é bem escrita (dos que vi, o “Zoso” foi realmente muito bom)e tem bastante piada em algumas ocasiões, mas continua a fazer-me a mesma impressão que antes: toda a gente passa a vida a falar de sexo como se mais nada na vida houvesse para falar e toda a gente passa o tempo a mandar c*ralhadas e afins como se fosse algo normal falar assim 24/7 independentemente de onde se está e na presença de quem se está. Enfim, se o sexo é o que dá piada a muitos momentos da série, também é o sexo que às vezes a torna apenas algo mediano.

    • Maciel 23/12/2009 às 17:14 #

      A mim não me faz impressão e explico o porquê. Conheço várias pessoas em que as conversas são iguais. Palavrões e sexo, fazem parte da conversa. E em cada frase, lá vêm uns valentes palavrões.
      Far-me-ia mais impressão (na série) se eles não falassem dessa forma e falassem pouco sobre sexo. Sempre foi uma imagem da série (tal como a Deb em Dexter com os palavrões ou o Masuka com o sexo) para mim. Embora não queira que ela seja só sobre isso.

      • ZB 23/12/2009 às 17:29 #

        Eu não me expliquei convenientemente… A mim não me faz impressão o dizer palavrões. Eu próprio os digo a toda a hora. Toda a gente diz palavrões. Em qualquer grupo de amigos se diz palavrões usados como vírgulas. Mas aqui, não há limites. Eu com 16 anos (e sou rapaz!) algumas vez me atrevia a falar como a Becca fala à frente dos pais. E a outra miúda, a filha do reitor (do reitor!!!)? Essa ainda é pior.

        E eu não tenho qualquer problema nem com a linguagem nem com o humor assente em piadas sobre sexo. Mas esse tipo de humor é o mais simples de fazer (o nome Fernando Rocha diz alguma coisa a alguém?)!! E por isso a série nunca será algo imperdível. Sim, tem gajas perdidas de boas e despidas. Tem situações caricatas e algumas cenas engraçadas. Tem bons diálogos. Mas não é nada, como tu gostas de dizer, transcendental porque apenas sabe fazer rir da maneira mais fácil que existe: com sexo. Só lá faltam mesmo umas piadas de peidos…

        • syrin 23/12/2009 às 17:37 #

          Este foi exactamente o problema que tive com a série na primeira temporada, pelo menos até aparecer o episódio mais “sério” (o do pai do Hank). Uma coisa que a série tem de interessante é exactamente isso, surpreender-nos, de vez em quando, com momentos que nos deixam ficar um bocado com o coração apertado. Todas as temporadas até agora tiveram um e estava a ficar um bocado chateada por desta vez não haver. Mas, como sempre, conseguiram surpreender-me. E é por isso que continuo a ver.

        • Maciel 23/12/2009 às 17:54 #

          Sim. A série não é transcendental. Nunca o foi e acho que nunca será. Acho é que faz muito com o pouco que tem (um escritor que não escreve, um amigo estarolas, etc, etc). Consegue ter uns 20 minutos bem escorreitos, consegue harmonizar drama com alguma comédia, consegue ter uma personagem marcante e consegue surpreender-me pelas suas situações surreiais.

          Sim, os diálogos das miúdas são fortes e surreais. Mas consigo ver mais realidade aqui (afinal de contas, aquilo não são famílias normais e tradicionais) do que se elas se banhassem em piscinas, andassem às compras todos os dias na 5th Avenue e fossem lanchar a Paris.

          porque apenas sabe fazer rir da maneira mais fácil que existe: com sexo.
          Ahhhhh. Mas aí é que está. Eu não me rio com o sexo da série (e nem acho que a série queira fazer humor só disso).
          E quando falo da série a alguém, não é esse ponto que refiro. Para mim, vejo o sexo aqui como contextualização. E como parte integrante de uma sociedade que usa isso como factor de relacionamento. Ainda pra mais com relações como aquelas que se desenvolvem nesta série.
          E comparando com a 1.ª temporada, acho que a série agora usa o sexo em medidas correctas. Há dois anos, todas (ou quase todas) as gajas que o Hank afiambrava nós víamos a acção toda. Agora, muita vez, nada aparece.

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