Castle: 2×07 – Famous Last Words (ABC)

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[SPOILERS] É sob o signo da música que o episódio decorre. Não uma daquelas escalas básicas, aprendidas na infância, do “do, re, mi, fa, sol, la, si”, mas algo similar, uma espécie de “upgrade” que o tempo sempre cria. Quem é que pode não gostar de uma personagem que delira, guitarra em punho, jogando o “Guitar Hero” para uma consola? Bem, confesso que nunca me senti tão unido a Castle (Nathan Fillion). Também eu, ídolo envergonhado, dedilho a guitarra, procurando imitar James Hetfield e copinchas dos Metallica, no jogo para a PS3.

A sequência de abertura serve de introdução para a investigação que se segue. Ambientada nos acordes das bandas modernas, que levam milhões de jovens ao histerismo, a descoberta do corpo de uma cantora popular [a predilecta de Alexis (Molly C.Quinn)], encontrada morta de forma similar a um dos seus videoclips, numa musica dedicada a um fã obcecado.

São as dicas de Alexis, por momentos parte integrante do grupo policial, que vão ajudando a desbravar a descoberta de uma personalidade até então em branco. A letra da musica, desnudada dos segundos sentidos, parece apontar para:

1. Franco Marquez (Bernardo de Paula), admirador obstinado e deslumbrado com a beleza da cantora e com o mediatismo da fama. Com uma ordem de restrição contra ele, ganha de imediato o rótulo, não desejado, de suspeito principal. Curiosamente, no ping pong que o formato da série adoptou, com os suspeitos a sucederem-se a uma velocidade vertiginosa, é o próprio Franco que lhe concede nova pista. Violando a ordem de restrição, no impulso de seguir Hayley (Brianna Haynes), ele descobre quem a ameaçou;

2. Zack Metzger (Jesse Head), o guitarrista da banda, dono de uma extensa ficha criminal, onde não falta a agressão doméstica, demonstrativa de um temperamento inflamado e agressivo.

Para completar o ramalhete de putativos candidatos a assassinos, temos o outro lado da fama, Sky (Erin Foster), irmã de Hayley, a quem odiava pela usurpação dos holofotes da glória, ou Tony (Rashawn Underdue), traficante a quem a cantora ofereceu uma pipa de massa pela compra de uma arma. Para se proteger, peça do puzzle que se junta à ida da defunta a uma delegacia, poucas horas antes de ser assassinada.

E finalmente, John McGinnis (Clayton Rohner), antigo empresário da cantora, a quem introduziu no mundo do vício. Ele torna-se uma espécie de revivalista do velho tema do “sexo, drogas e rock ‘n roll”. Num corrupio de gente que apenas pretende explorar os dotes musicais de Hayley, sabendo que os mesmos gerarão lucros chorudos, a actual produtora, Bree Busch (Anne Ramsay), é a última a ver a atenção da polícia incidir sobre si. Mas é a mensagem encriptada na sua última música que leva à descoberta do assassino. Ian (Robert Curtis Brown), marido de Bree, figura paternal junto da cantora, a quem abusava sexualmente.

O melhor: Castle, obviamente. Desde a piada, sempre fácil e natural, em qualquer situação, até à relação de extrema proximidade com Alexis, numa forte conexão pai/filha, é uma personagem cativante e brilhante.

O pior: A inquirição de Beckett e Castle aborda, de forma superficial, todos os estereótipos que são colados, como uma segunda pele, aos artistas musicais. Desvario de drogas, produtores pouco escrupulosos, visando a mera satisfação instantânea. No meio deste turbilhão, a personalidade – geralmente influenciável e fraca – do músico. Uma história contada vezes sem conta. E de forma melhor.

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Ari Gold, talking with Vinnie Chase: I swear by God you comeback stonger than ever Like Lance Armstrong. Only with two balls.

4 Respostas para “Castle: 2×07 – Famous Last Words (ABC)” Subscribe

  1. João Fernandes 10/11/2009 às 17:55 #

    Eu não gostei muito da solução estar praticamente toda nas letras das músicas, acaba por parecer muito falso.
    :2:

  2. carolinafs 11/11/2009 às 19:27 #

    Eu gostei foi de Castle a insinuar que a própria filha podia ser a assassina. Fora isso, viu-se.

    :3:

    P.S. Mil perdões, estava a votar que gostava desta critica e por uns milímetros carreguei no botão errado. +2!

  3. Ricardo 09/12/2009 às 20:20 #

    1. Esta série é uma seca.
    2. O assassino foi mais que óbvio.
    3. O Castle é o maior.

    Vou ver até ao 11º episódio e depois decido se a deixo ficar para ver de vez em quando, mas esta série anda muito fraquinha.

  4. Cláudia 28/02/2010 às 11:30 #

    Gostei bastante e a cena de abertura foi do melhor.

    P.S. – Também jogo Guitar Hero, mas se calhar pior do que o Paulo e o Castle.

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