[SPOILERS] Já tinha aparecido um pouco de tudo, em “Castle”. Cadáveres em lagos, ou desovados em áreas públicas. Outros jazendo em locais recônditos. Até um, travestido de vampiro. Altos, magros, baixos ou gordos, com um sorriso beneplácito no rosto, ou ostentando uma expressão medonha, no momento de enfrentar a Morte. Agora, um a cair do céu é que nunca tinha acontecido…
A vítima, um proeminente promotor público, aterra literalmente no tejadilho de um carro. Jack Buckley, uma lenda no departamento da policia, pelo seu zelo em condenar os meliantes, sem acordos nem subterfúgios por onde estes pudessem escapar.
Sendo este um defensor da lei, com um currículo recheado de condenações, o mais difícil não é encontrar suspeitos. Neste caso, a principal missão, para além da descoberta do criminoso perpetrador do assassinato, é diminuir a extensa lista de putativos candidatos a algozes. Os mais credíveis são:
- John Knox (Jonathan LaPaglia), criminoso empedernido, que alardeava uma medalha no peito: tinha ido a Tribunal, acusado por Buckley, e tinha vencido. Existia um ódio recíproco entre ambos, num longo braço de ferro sem vencedor definido;
- Norman Jessup (J.B.Smoove), condenado anteriormente pelo promotor, devido a um assalto a um banco, com danos colaterais registados. Depois de solto, por erro técnico, perseguia Buckley por este tentar reabrir o seu caso. Norman, no entanto, torna-se uma testemunha credível, precisamente por seguir o promotor e saber, assim, todos os seus passos. E ele leva-os a…
- Paul Cho (Charles Chun), ex-cunhado de Buckley, com uma queda para contratar serviços de prostitutas, ameaçado pelo “protector” das mesmas, quando Buckley começa a investigar os seus sórdidos serviços;
Finalmente, começa a desvendar-se o véu que cobre a morte do promotor. Temos de tudo, a nível de clichés. O promotor solitário, a nível emocional, sem vida social, que se envolve com uma prostituta, passando a maior parte do tempo, nos encontros, a conversar. A meretriz que apenas anda naquela vida para pagar os seus estudos de Direito, sendo por isso convidada a efectuar um estágio no gabinete o promotor. Inverosímil!
Na reviravolta da praxe, descobre-se que o poço de virtudes, personificado em Buckley, era fajuto. O procurador tornou-se, após a prisão do cabecilha da rede de prostituição, no seu substituto. Por sua vez, atendendo à posição que ocupava, profissionalmente, tornou-se um alvo fácil de chantagem. E assim, mexendo os cordelinhos na sombra, estava Scarlett (Michaela McManus), cara de anjo ocultando a verdadeira natureza manipuladora, que quase conseguia ludibriar toda a gente.
O Melhor: A genuína preocupação de Castle (Nathan Fillion) com os problemas da filha, tentando sempre ser ele o ombro amigo, para um amparo, ou o fiel escudeiro, para a proteger, dividindo-se em papeis variados.
O acto cavalheiresco, declinando de forma firme, mas cortês, um beijo de Scarlett, que prenunciava uma conquista fácil.
A personagem interpretada por JB Smoove, com alguns momentos hilariantes.
O Pior: A história escorreita, de argumento linear, sem surpresas. Pode ser bom, quando a fórmula é usada de quando em vez. Mas se esta toma uma regularidade semanal, o aborrecimento começa a surgir, pela monotonia do que se vê… e prevê.







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Gostei do episódio.
:3meio:
Gosto da série e do seu estilo leve, mas realmente precisa de algo mais para evitar que comece a perder audiência.
Os casos semanais têm sido, na sua maioria, demasiado simples, e têm descurado um pouco o desenvolvimento das personagens. Nos últimos episódios pouco, ou nada, têm sido desenvolvidas. Os episódios têm sido demasiado superficiais e centrados nos casos que estão a resolver.
Era bom que mudassem alguma coisa, as piadas do Nathan Fillion não vão salvar a coisa para sempre.
:3:
Gostei do twist da Lindsey, perdão, Scarlett ser a verdadeira culpada. Já é a segunda que saindo de One Tree Hill se vira para a prostituição =P
:3meio:
Quem foi a primeira? :wtf:
Olha a Lindsey! Gostei do twist, mas foi tãaaao óbvio! Bom episódio.
Gostei bastante do episódio, ainda mais que o anterior.
É o que eu digo, Castle coloca-me sempre um sorriso nos lábios.