[SPOILERS] Se eu tivesse um martelo. Título criativo e acertado. Talvez o melhor desta temporada, até ao momento. Frase que reflecte, de uma assentada só, as complicadas linhas que se foram desenhando nesta sexta página, e que se prendem num único objecto.
Se as palavras foram subtilmente perfeitas, as imagens foram de uma harmonia avassaladora. “If I Had a Hammer” é daqueles fogos lentos e raros, que só algumas séries conseguem oferecer. E já sabíamos há muito tempo que “Dexter” é um desses atletas, um desses ginastas capaz das mais maravilhosas proezas. Assim foi, depois da surpresa (para alguns) de que Trinity Killer (John Lithgow) tinha família, seguimos para a inevitável aproximação. Foi um choque a revelação de que a presa é em tudo igual ao caçador alterando a duração do processo. O que poderia ser a caça de uma noite transforma-se num estudo demorado e cuidado.
Por um lado, há que conhecer todos os traços do adversário – ainda para mais quando estamos a falar do serial killer mais bem sucedido de sempre na história dos EUA – e, por outro, existe uma certa admiração didáctica, um querer aprender com aquele que conseguiu casar dois mundos tão distintos. E é esta dicotomia que o episódio oferece: o embate que se torna no estudo, e na lição. O plano do aperto de mão é fantástico, assinalando com pompa cinematográfica que aquele era um grande momento, a entrada em jogo de mais um adversário de peso: Arthur Mitchell, professor, pai de família e orador. Apregoa a fé e ajuda quem necessita. A pele bem tricotada do cordeiro, que abre o episódio. E é chegada a altura de dizer que se Rudy (Christian Camargo) era doentio, a Lila (Jaime Murray) tresloucada e Miguel Prado (Jimmy Smits) poderoso, Mitchell é tudo isso e muito mais. Finalmente um adversário à altura, não só a nível de currículo mas também de interpretação.
Porque Lithgow é um colosso. Um actor assombroso que tanto nos dá um rosto de bondade como se transfigura na inevitabilidade do ódio. A dor que o massacra, presente em cada músculo e acção da sua vida. Ficámos pois a saber o que já se suspeitava: os seus fantasmas são os membros da sua família, mãe, pai e irmã. Estes ciclos de três são as recriações das suas mortes, a irmã na banheira, a mãe no andar e o pai com o martelo. Tivemos também oportunidade de conhecer a sua esposa e o seu filho, tendo este último um comportamento algo nervoso, comprometido, o que pode significar várias coisas: pode ser o reflexo de um pai austero ou pode querer dizer que o jovem está a par das actividades extra-familiares do pai. Seja como for a família de Mitchell parece-me demasiado artificial. Vamos ver.
Dexter (Michael C. Hall) utilizando a sua falsa humanidade aproximou-se de Mitchell ajudando-o no trabalho comunitário que ele leva a cabo. Testou-o, viu o seu lado negro – que cena incrível – e por fim utilizou a sua experiência como solução para os seus problemas. Sim porque o protagonista está com o casamento por um fio. A história do apartamento foi a gota de água para Rita (Julie Benz) e como último recurso o casal acaba no sofá de uma terapeuta. Um bom par de cenas assentes na já conhecida incapacidade de sentir, na tentativa de imitar comportamentos alheios, no desespero de não saber o que dizer. É então em Trinity que encontra resposta e é com o seu discurso que reconquista a confiança da sua esposa. O martelo passou de mãos e Dexter martelou firme o seu papel. As cenas finais em que ele, com a ajuda dos seus, arruma as armas na recém construída arrecadação fecham de modo brilhante esta aprendizagem.
Na esquadra, pouco ou nada de relevante se passou: Debra (Jennifer Carpenter) ainda se deixou embriagar de vingança e pensou acusar injustamente a pobre coitada, mas depressa percebeu que essa não é a sua natureza; Masuka (C. S. Lee) apareceu apenas para levar com uns “Dahhs” mentais e hilariantes do protagonista; Laguerta (Lauren Vélez) e Angel (David Zayas) continuam a arrastar um relacionamento demasiado insonso que não se encaixa em momento algum na narrativa central; e Quinn (Desmond Harrington) que continua uns furos acima de todos os outros.
Chegámos a metade do caminho e as coisas já estão neste pé. Dexter já identificou e conheceu o seu nemesis e o Vacation Killer parece ter sido mesmo morto. É óptimo existir um ritmo tão acelerado, – é incrível oferecer tanto em tão pouco tempo – só esperemos é que sejam criados novos mistérios e novos pontos de interesse para este novo meio. É que se assim for estamos perante uma temporada magnífica!
O melhor: John Lithgow a tempo inteiro.
O pior: O romance de Laguerta e Angel, que continua a não convencer.





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:wow: Não tenho dúvidas nenhumas de que no final poderemos dizer que esta foi uma grande temporada! Vamos no 6º episódio e aínda não houve um que desiludisse, e acho sinceramente que isso não vai acontecer. Dexter é das melhores séries dos ultimos tempos e estes episódios são a prova disso mesmo.
Mas tenho a dizer que já assisti ao 7º episódio e deixou-me mesmo :whhhattt: E mais não digo para também não estragar a surpresa :wink1:
Quanto a este episódio :5:
É o sexto episódio mas já achas que a temporada não vai desiludir…optimismo acima de tudo!
Não é optimismo, trata-se de acreditar numa excelente série.
E já agora, cada vez que leio os teus comentários penso imediatamente numa série de coisas que adoraria dizer-te, mas se as escrevesse aqui nunca se perceberia o tom como deveriam realmente ser ditas e portanto eu vou passar a ignorar todos os comentários que aqui faças, até que começem a ter nexo.
Whatever
Acabei agora de ver o 7º episódio e é mesmo Muito bom. Dexter cada vez mais próximo do Trinity, tanto fisicamente como psicologicamente… Mas a verdade é que o 8º episódio vai ser de arrasar!! Depois de ver o preview fiquei :whhhattt:
“É óptimo existir um ritmo tão acelerado, – é incrível oferecer tanto em tão pouco tempo – só esperemos é que sejam criados novos mistérios e novos pontos de interesse para este novo meio.”
De facto nada pessoal!
Margaret continuo sem te perceber. Como queres que escreva uma crítica que não seja baseada em parte naquilo que penso ou sinto. É óbvio que a minha opinião pessoal influencia a minha análise mas todas as críticas são assim. Não concordas que é bom existir um ritmo acelerado?
Lol que estupidez, é óbivio que é pessoal, uma crítica tem que ser pessoa, senão não era crítica, era uma notícia.
crítica
(feminino de crítico)
s. f.
1. Análise, feita com maior ou menor profundidade, de qualquer produção intelectual (de natureza artística, científica, literária, etc.). = apreciação
2. Capacidade de julgar.
Se não percebes volta para a escola que lá eles ensinam isso.
Aí é que está…se não percebes porquê continuas a escrever criticas?
é porque e não porquê.
Se não percebes porque continuas a…..escrever?
Olha a Trolla voltou. Vá, deixem-na em paz que ela quer é conversa.
Quanto ao episódio… disseste tudo, Miguel, grande episódio, grandes interpretações, grande temporada desta maravilhosa série.
Esqueci-me da nota:
:4meio:
Vai-te embora Trolla
ray:
Ainda não reparaste que aqui ninguém concorda/gosta dos teus comentários?
Eu sei que escreves o que escreves só para puxar a discussão.
Eu sei que te sentes só e por isso adoras que haja pessoas a responder às tuas opiniões.
Eu sei que não tens vida própria, ao contrário de nós, e por isso não há nada melhor do que vir para aqui chatear-nos.
Mas não achas que já é demais??
Já expressaste a tua opinião. Certa ou errada, a verdade é que já o disseste. E também já obtiveste as respostas que querias.
Portanto, que tal dar por encerrado este assunto? :cool7:
O último comentário da Trolla foi apagado. Não respondam que não vale a pena. Se continuar a chatear, vê os comentários todos bloqueados.
Ah muito bem! Liberdade liberdade é o que se quer mas não por estas bandas.
OFENDI ALGUÉM?????
Ai ai :whocares:
Aceitei este comentário apenas para focar que sim, se começas a tratar mal as pessoas és bloqueada. Se quiseres participar tudo bem, agora se continuas a ofender és banida definitivamente.
É que tu não vens aqui nem para falar de séries nem para falar de Dexter. Vens apenas com o propósito de provocar com frases sem qualquer tipo de fundamento. A discussão quer-se e é precisa, mas nunca nesses moldes infantis e mal fundamentados que tu aplicas. Fiz-te uma série de questões para tentar compreender a tua posição e anotar a crítica, estamos sempre a aprender e é assim que podemos melhorar o nosso trabalho. Não respondeste nem a uma. Isto provoca o quê? Cansaço, extremo cansaço.
Por causa dessa artolas a maioria dos comentários falam mais dela do que propriamente do que interessa….DEXTER!!! :shiny:
Vamos deixar de lado quem não interessa ok? Passem a bloquear os comentários ou a apagá-los e nem se volta a tocar no assunto…
Mas outra vez esta conversa??
O LR já disse tudo o que havia a dizer: uma crítica é uma opinião. E que eu saiba as opiniões ainda são pessoais.
Se queres ler resumos de episódios, Margarete, então estás realmente no sítio errado.
Se discordas com a opinião de quem escreve os textos, estás no teu direito. Tens liberdade para o fazer, como é óbvio. Mas há várias formas de mostrar discordância e a tua é das piores que existe, muita parra pouca uva, falas muito mas ainda não li nada teu que merecesse ser lido.
E que eu não tenho minimamente paciência para isso, nem para pessoas como tu, que nem um argumento sabe fazer sem ser “Whatever”. Até a minha sobrinha de 10 anos consegue arranjar algo mais eloquente.
Por isso, podes comentar as vezes que quiseres, mas todos os teus comentários serão, a partir de hoje e para sempre bloqueados, apagados, seja o que for. Até podes conseguir colocá-los, mas podes ter a certeza que assim que eu os veja, e até pode ter passado um mês, mas podes ter a certeza que a tua conversa aqui não tem mais LIBERDADE nenhuma.
Realmente o Dexter está no seu melhor, cada vez que sai uma nova temporada do Dexter fico com um arrepio na espinha, não queria ficar desiludido, e aparentemente tal não aconteceu nem na 3ª nem se esta a passar na 4ª temporada.
Realmente não poderiam ter encontrado melhor actor para desempenhar o papel de Dexter.
Esta temporada realmente esta a dar tanto em tão pouco tempo que por vezes esqueço-me que estou perante uma série e não um filme.
O romance de Laguerta e Angel realmente não está a correr como esperado, pelo menos por enquanto, pode ser que nos traga alguma novidade num futuro próximo, acredito que sim.
Que episódio! Ainda estou boquiaberta e a auto-repreender-me por não ter visto mais cedo. O que vale é que já tenho aqui o próximo!
:4meio:
Adorei o episódio. Mesmo. Esta temporada está um espectáculo. A verdade é que, apesar de sempre ter gostado da série, nunca a adorei porque raramente consegui sentir empatia pelo Dexter. Ultimamente, desde que esse problema foi resolvido e a personagem evolui, tenho adorado a série. Agora vamos a ver se consigo ver todos os episódios até à final.
:5:
Muito bom. Até agora, esta temporada está a surpreender-me.