[SPOILERS] O Dia da Acção de Graças. Tradição que não é nossa mas que inunda os nossos vícios televisivos nestes dias de Novembro. Não pode passar ao lado e há dias para todos os gostos: dias cómicos, dias dramáticos, dias amorosos. Depois há o dia do Dexter (Michael C. Hall).
Torcido e ambíguo, como a faca que corta o peru. E é neste feriado que as coisas ficam realmente estranhas. “Road Kill” tinha trazido de volta o mistério para cima da mesa e adensado a relação entre Arthur (John Lithgow) e Dexter. “Hungry Man” agarra nestes dois rastilhos e pega fogo ao circo:
- Vamos directos à grande surpresa, ao grande final: Christine (Courtney Ford) é filha de Arthur! A cena que encerra o episódio deixa qualquer um de queixo caído. Por muitas previsões jogadas ao ar nada antevia tal ligação. Será que Trinity teve ou tem uma segunda família? Será que esta sua filha sabe toda a verdade? Será que ela o ajuda? Será afinal esta a grande dupla de assassinos desta temporada? Será? Será? Será? São muitas questões para tão poucas respostas, para uma trama cada vez mais rica e complexa. Certo é que esta revelação vem consolidar a teoria de que foi a jornalista a alvejar Debra (Jennifer Carpenter) e a matar Lundy (Keith Carradine), ou pelo menos vem fornecer um motivo. A própria irmã de Dexter percebe, através de um descuido de Christine, de que esta sabe demais e poderá estar então envolvida. Aguarda-se o confronto, aguarda-se o esclarecer de todas as dúvidas, aguardam-se mais excelentes twists como este.
- Já tínhamos visto Athur no exterior, no dia-a-dia de quem ensina ou de quem mata, mas ainda não tínhamos sido convidados a entrar. E dentro de casa, com a sua família, a doença ganha toda uma outra proporção. Os seus não são produto do amor, não são alvo do carinho, são sim reféns de uma mente rígida e deformada. Vive-se o medo constante. Dexter, que o deixou viver, sente cada vez mais esse erro na pele e decide, a pedido de Jonah (Brando Eaton), comparecer ao almoço de Acção de Graças. Impinge-se então no seio da família para assistir à verdadeira natureza do seu patriarca, do homem que prende a filha a cadeado e parte um dedo ao filho. O desenrolar da acção manteve o ritmo certo, desde os pedidos desesperados da família até ao almoço, onde Mitchell perde as estribeiras. E aí, aquele que sempre soube manter a sua capa, perde também o controlo da situação, como nunca antes o tínhamos visto. Dexter explodiu, agarrou no seu némesis e disse: eu devia ter-te morto quando pude. O outro olha assustado, olha como se tivesse a ver outro monstro, outro senhor do poder. É o fim da amizade entre os dois, é o fim da representação. Dexter tornou este caso mais pessoal do que estava à espera e agora as coisas estão ainda mais complicadas. A cena que nos levou do almoço ao confronto físico foi a melhor cena da temporada, um exercício perfeito de tensão, de sentimentos ocultos, de acções que aquecem até aquele ponto de ruptura. Absolutamente excepcional.
- E enquanto o nosso herói anda às avessas com a família Mitchell, a sua própria família começa a tremer. Isto porque a sua imaculada esposa troca um beijo com o vizinho, aquele que está sempre lá, aquele que preenche um aparente espaço vazio. Apesar de não ter gostado do facto de Masuka (C. S. Lee) ter assistido à facadinha através da janela – não aprecio novelas – esta é uma história que poderá trazer novo fôlego à relação do casal: não só porque a irá colocar em risco, mas também porque desta feita é Rita (Julie Benz) quem colocou o pé na argola (e ainda bem para ver se a personagem arrebita!).
Este Dia de Acção de Graças foi o melhor dia desta temporada. Desde a evolução descarada da narrativa em todas as frentes, até à surpresa final, este foi um episódio absolutamente soberbo.
O Melhor: O almoço dos Mitchell.
O Pior: O romance Angel/Laguerta continua completamente fora do contexto.

















November 24th, 2009 at 19:29
Wowow! Adorei, fantástico. O melhor foi mesmo tudo à volta dos Mitchell, mesmo creepy – Desde a cena de partir os dedos, àquele almoço. No fim ainda se agarraram a ele a protege-lo do Dexter, que estragou o seu disfarce. John Lithgow tem de ganhar montes de prémios por este papel.
No fim adorei quando o puto disse que estava grato por ter o Dexter, enquanto que os Mitchell não estavam lá muito gratos pelo Arthur. E aquela surpresa no fim, nada à espera.
Não percebi é a reacção do Masuka quando apanhou os outros dois (ficou perturbado demais…) e o facto de ninguém estranhar o facto de Dexter ter saído para trabalho (nem mesmo o Masuka e Debra que trabalham com ele)… O pior mesmo da série é aquele romance da La Guerta com Angel, no qual não deposito muito interesse.
De resto nada apontar. Ansioso pelo o próximo (a promo para o próximo = :O)
Excelente review!
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Maciel Reply:
November 24th, 2009 at 19:38
e o facto de ninguém estranhar o facto de Dexter ter saído para trabalho (nem mesmo o Masuka e Debra que trabalham com ele
O Dexter sempre teve estes trabalhos estilo freelancer (devido à sua reputação). Já não é a 1.ª vez que ele vai para outros sítios em trabalho.
O episódio foi brutal, excepcional, genial e magnífico. Teve de tudo e aquele final (mesmo sem ele, o episódio já estava a ser espectacular) ainda elevou mais o nível.
A cena que nos levou do almoço ao confronto físico foi a melhor cena da temporada, um exercício perfeito de tensão, de sentimentos ocultos, de acções que aquecem até aquele ponto de ruptura. Absolutamente excepcional.
Sem dúvida Miguel. Toda essa caminhada foi um luxo. E aquele confronto entre aqueles dois gigantes da morte, foi colossal.

PS: Gosto bastante dos teus textos
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LR Reply:
November 24th, 2009 at 19:54
O Dexter sempre teve estes trabalhos estilo freelancer (devido à sua reputação). Já não é a 1.ª vez que ele vai para outros sítios em trabalho.
Tens razão e eles já devem estar todos habituados. A Debra até o criticou por não estar lá para o Thanksgiving, dizendo que está cada vez mais parecido ao seu pai.
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syrin Reply:
November 24th, 2009 at 19:40
Não percebi é a reacção do Masuka quando apanhou os outros dois (ficou perturbado demais…)
Penso que será pq o Masuka não tem família, e deve achar a família do Dexter “perfeita”. O que viu desfez essa imagem.
Quando o vi com os bolos na mão vi logo que ele ia apanhar a Rita com o vizinho. Escusava era de ter deitado fora aqueles bolos… :s
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LR Reply:
November 24th, 2009 at 19:49
Pois eu compreendi isso, para ele o Dexter é um ídolo, mas mesmo assim achei que ele ficou demasiado perturbado, e acho que ainda por cima deu para ele ver que a Rita afastou o outro (ou talvez não, não sei).
Quanto aos bolos ele deitou fora para depois a Debra não estranhar ele voltar com eles.
Mas ya, o Masuka é muito fixe, por isso escapa e a descrição que ele deu dos bolos e a resposta da Debra = LOL :D
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Maciel Reply:
November 24th, 2009 at 19:52
Mas ya, o Masuka é muito fixe, por isso escapa e a descrição que ele deu dos bolos e a resposta da Debra = LOL :D
Essa cena foi muito fixe. “It’s a gift” LOL!!!
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David P. Reply:
July 1st, 2010 at 21:46
Eu acho q a melhor parte é qd o arthur parte o dedo e diz q este foi pelo para-brisas…lol
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November 24th, 2009 at 19:36
Este episódio deixou-me toda arrepiada: as expressões do Trinity, o Trinity a partir o dedo ao filho, aquela “família” (!!!!!!!!!!), o ataque do Dexter, a revelação final…
Tal como tu, não gosto da história da Laguerta e do Angel, pela primeira vez passei as cenas à frente, porque o que queria mesmo era ver o que se iria passar do lado do Dexter. E carambas, não esperava que fosse assim.
Este episódio é simplesmente um dos melhores da série até aqui. Grande!
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Maciel Reply:
November 24th, 2009 at 19:54
Tal como tu, não gosto da história da Laguerta e do Angel
Essa história deverá ser para haver consequências nas personagens (uma nova chefona talvez??). Eles têm repetido aquela conversa de ambos com o chefe (acabou-se a relação, bla, bla).
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syrin Reply:
November 24th, 2009 at 20:08
O problema é que, até lá, vamos ter de os aturar. Ugh!
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Maciel Reply:
November 24th, 2009 at 20:42
Vá! Deixa lá os cotas divertirem-se a experimentarem o material da esquadra!!
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November 24th, 2009 at 19:38
Ah, e já me esquecia – o Masuka RULA!!
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November 24th, 2009 at 23:15
Grande episódio. Aquela família é qualquer coisa. A miúda a fazer-se ao Dexter, este a rebentar em cima do trinity e o final fantástico.
A repórter sempre me pareceu a suspeita mais provável mesmo assim o seu motivo era mau, agora tudo faz muito mais sentido.
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November 25th, 2009 at 11:35
Tudo o que teve Dexter/Trinity foi excelente. O final foi… completamente imprevisível. As cenas do Masuka foram muito porreiras (e também não achei nada exagerada a sua reacção; o Dexter é suposto ser um dos melhores amigos dele e quem não ficaria assim caso apanhasse a mulher dum amigo aos beijos a outro?). E a Deb é aquela máquina… com o puto ao colo: “Fuuu….dge”.
Agora o resto… Muito fraquinho. Batista/LaGuerta, Rita/vizinho e Quinn/jornalista-filha do assassino em série. Banal. De pouco interesse. E retiram a um episódio que poderia ser fantástico parte da sua vitalidade.
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November 25th, 2009 at 20:40
Muito bom episódio, adorei!
Tal como a maioria, acho o relacionamento do Batista com a LaGuerta, péssimo, e o único ponto negativo da narrativa da 4ª temporada.
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November 25th, 2009 at 21:11
Genial. Como na temporada anterior, acção não é o elemento principal da maior parte dos primeiros episódios. Trata-se de preparar o terreno, de pôr os personagens onde é suposto, a sentir o que é suposto, para depois nos últimos episódios ir tudos pelos ares. Quase literalmente, a julgar pela cena em que o Dexter ataca o Trinity… Brilhante!
Vejo tantos elogios à interpretação do John Lithgow, mas nunca é de mais frisar a excelente actuação do Michael C. Hall, especialmente neste episódio com a explosão do Dexter na casa daquela “família” bizarra. Só uma cena como essa para nos distrair de storylines menos interessantes, mas nem por isso tão chatas como as têm pintado. Acho que ainda vão surgir grandes momentos do affair da Rita com o vizinho…
Não sei o que farei no tempo entre o fim da temporada de Dexter e o começo da última de LOST. As únicas séries que me fazem saltar da cadeira e delirar com o que acabo de ver!
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November 25th, 2009 at 21:47
Penso que já foi tudo dito e concordo com o que li. Resumindo, o episódio foi Excelente, para mim o melhor da temporada.
Michael C. Hall tem estado brilhante e John Lithgow bate qualquer um com um desempenho fenomenal. Os Emmy’s não podem escapar.
E por fim, excelente review. Dá gosto ler reviews tão bem escritas.
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November 27th, 2009 at 20:06
Adoro episódios que me deixam de queixo caído. E também adoro quando se faz a luz nas personagens e em nós ao mesmo tempo. Impressionante!
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December 14th, 2009 at 19:25
Adorei! A família do Trinity foi o ponto alto. Eu ainda nem acredito que eles o tentaram proteger. A mulher cheia de medo, a filha a implorar por fugir e o filho a quase ser morto pelo pai?!??! E ainda o protegem! OMG!
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