[SPOILERS] Eles estão de volta. As luzes de sexta à noite voltam, novamente, a brilhar. Já muito se falou sobre esta série. E muito mais se falará. Esse será, por certo, o grande desafio. Novas histórias, agora que algumas personagens marcantes acabaram o liceu, em Dillon. A conjugação das mesmas com o regresso, espera-se, desses mesmos caracteres que aprendemos a conhecer…e a gostar. E, porque “Friday Night Lights” é sobre futebol americano, também teremos o quinhão semanal de adrenalina e suspense. No estado de Texas, o pontapé numa bola oval não é um desporto. É assumidamente uma religião. E Dillon não foge à regra. Respira-se futebol. Vive-se futebol. Naquele remoto vilarejo, existe uma espécie de casta superior. Aqueles que envergam o equipamento da principal equipa da cidade, os Panthers, uma espécie de heróis arrogantes, dos tempos modernos.
Algo mudou, entre a terceira e quarta temporada. Eric Taylor (Kyle Chandler) conheceu, ao longo da série, vários altos e baixos. Sempre de cabeça erguida, personalidade forte, que o fazia ser respeitado. Mas, desta feita, ele começa de novo. Com quase nada. O estádio majestoso, o imenso staff técnico, os equipamentos reluzentes. Tudo se evaporou. Agora, mentor na East Dillon – depois de despedido pela influencia de Joe McCoy (D.W.Moffet) -, treinando os Lions, a vida não se apresenta fácil para o treinador carismático. Se a isso adicionarmos um grupo de jogadores imaturo e indisciplinado, a tarefa de construir uma equipa parece ser hercúlea. A reestruturação distrital, aventada e discutida na época anterior, avançou a todo o vapor. E East Dillon é uma espécie de gueto, onde cabem quase todos aqueles que não interessam à mais promissora Dillon High.
Pese a maioria das personagens se ter graduado, rapidamente encontramos outros rostos conhecidos. Sem grande surpresa, Tim Riggins (Taylor Kitsch) continua a sua via-sacra particular. Tim é uma espécie de caso perdido, entre a indigência moral e a rebeldia inata, deixando para trás aquilo que, aparentemente, tinha alcançado com a ajuda da namorada e do irmão. A escalada no mundo académico. E isso custa-lhe, para já, o desprezo de Billy (Derek Phillips), casado e prestes a ser pai, que o acusa de não crescer. O conflito promete ser dilacerante, logo depois de o final da terceira temporada o discurso de Billy ter sido galvanizador, impedindo Tim de desistir. A vida de Tim não se afigura fácil, no ano de transição. Saindo dos Panthers, passou de centro do universo para um anónimo jovem, igual a tantos outros.
No centro da tempestade que assola a pequena povoação texana, encontra-se Tami (Connie Britton), esposa de Eric. O cargo de directora da escola provoca-lhe, devido ao divisionismo, muitos antagonismos. Terá um ano repleto de dificuldades, mergulhada num ninho de víboras, onde pontifica Joe McCoy, personalidade dominante nos investidores e mecenas da escola.
Matt Saracen (Zach Gilford) que, por amor à avó, desiste de um prometedor curso em Chicago, onde daria vazão à sua paixão pelas artes, continua a namorar com Julie (Aimee Teegarden). Mas os tempos, para ele, são difíceis. Trabalhando como entregador de pizzas, como ajuda financeira ao pagamento do curso, tem em JD McCoy (Jeremy Sumpter) o seu grande rival na equipa. E este surge agora como um adolescente mimado, arrogante, frívolo e fanfarrão.
Quanto a caras novas, pouco existe ainda de relevante a acrescentar. Vince Howard (Michael B. Jordan), que ao abrigo de um programa da polícia fica sob a alçada e responsabilidade de Eric Taylor, será um dos que assumirá maior protagonismo, no futuro. Jovem que namora com a delinquência, viverá sempre sob esse estigma. A incógnita quanto ao seu futuro permanecerá, mas estou certo que propiciará bons e tensos momentos com o seu agora mentor. A star was born…
O melhor: O que se pode dizer, findo o primeiro contacto com esta nova temporada? Que quase tudo permanece imutável. E isso é bom. “Friday Night Lights” habituou-nos a uma qualidade exacerbada. Drama intenso, histórias com fulgor, alegrias partilhadas e tristezas pungentes. Uma série que colocava a ênfase em pequenos detalhes, com uma calibrada carga emocional criado uma enorme empatia entre o espectador e as personagens. Sem estereotipados sentimentalismos. A série parece ser capaz de reinventar-se, concedendo-nos novas e refrescantes histórias. Humanas.
Para além de tudo mencionado no parágrafo acima, o contraste entre ambas as escolas, claramente visível na noite de sexta, com os jogos a serem disputados no mesmo horário. Entusiasmo e exaltação versus depressão e apatia. Colorido, animação e fervor contra desinteresse, indolência e prostração. Vai ser uma grande temporada. Ai vai, vai…
O pior: Não sei se pelas saudades ou por qualquer outra coisa, não encontrei nada de que não gostasse. Este drama, ambientado no mundo liceal do futebol americano, sempre exerceu um grande fascínio sobre mim. Gosto das histórias, da forma como as mesmas são impregnadas de emoção, tensão e esperança. E tive tudo isso de volta.





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Tudo o que dizes no melhor e no pior é exactamente aquilo que sinto pela série e mesmo com os momentos menos bons a série continua a ser melhor do que a maioria. Fico sempre com vontade de mais quando chega o momento final dos episódios.
:3meio:
Eu também gostei bastante do regresso. E acho que rapidamente nos vamos habituar às novas personagens. Há ali uma boa mistura do que ficou com o que virá. Venham mais episódios.
:4:
Eu gostei do regresso, mas faltou ali qualquer coisa para que me enchesse verdadeiramente as medidas.
Já agora, não acharam aquela nova miúda muito ao estilo da Tyra? Até fisicamente parece que tem ali certos traços da Adrianne Palick.
:3meio:
ZB,
Nem reparei. Estava a olhar para os [belos] atributos da rapariga :yeahhh1:
Gosto do look. Botas de cowboy e calções bem diminutos :shiny:
Mas ser parecida é bom. Não? O que se quer é bons atributos.
Estava-me a referir à questão como curiosidade e não pelo facto de ser algo bom ou mau. Podiam ter optado por alguém completamente diferente, mas decidiram seguir o mesmo estilo. E sim, bons atributos são sempre bem-vindos, se bem que eu preferia os da Minka Kelly.
É para o pessoal não estranhar as novas personagens
Lamento, mas a Minka não faz o meu estilo. Mas sim, ela tem muitos (e bons) atributos.
A Minka não faz o teu estilo? Como é que a Minka pode não fazer o estilo de alguém? Ela é uma deusa!
Sim, ela é uma deusa. Não disse o contrário. Mas não é o estilo que eu aprecio.
Quando ela aparecer por aqui eu mando-ta
Combinado!
EU adoro o estilo da série e adorei o seu regresso. Mas então agora o Pai do JD deixa o rapaz andar em festas a fazer porcaaria e ele de repente fica todo fanfarrão? FNL é bom mas nas mudanças de temporada acontecem coisas inexplicáveis. Já da 2ª para a 3ª o rapaz que estava ao cuidado do Buddy simplesmente desapareceu.
Mas sim senhor esta temporada promete.
:4:
Paulo, é bem observado, mas essa mudança comportamental poderá ter a sua lógica. McCoy era um pai castrador, porque pretendia a titularidade do filho e esta, com Eric Taylor no comando da equipa, só viria se o jovem provasse o seu valor, nos treinos. Agora, com Wade colocado cirurgicamente no comando dos Panthers, já se sabe que JD será sempre titular, daí o afrouxar nas regras asfixiantes de outrora.
FNL é bom mas nas mudanças de temporada acontecem coisas inexplicáveis.
Isso realmente é verdade. Tira-lhe alguma seriedade de argumento. E essa do Pai do JD foi bem observada. Nem me lembrava.
Eu adoro Friday Night Lights. Está verdadeiramente entre as minhas séries preferidas.
Gosto imenso da nova história do Coach e da Tamy. Foi um prazer voltar à cidade de Dillon.
Espero que o Matt tenha mais protagonismo, pois é a minha personagem preferida. Eu acho que ele devia ter sido mesmo regular em vez de ser guest star em 7 episódios.
Nunca gostei do JD. Espero que os novos personagens sejam melhores que ele. Para já, gostei da rapariga, mas realmente vocês têm razão. É muito parecida com a Tyra. Tanto no temperamento como na vida familiar.
Quase 1 ano depois aqui estou eu a pegar na quarta temporada e as saudades eram muitas, a começar por aqueles acordes iniciais do genérico. É bom ver que a série continua a encher medidas e só espero que melhore a partir daqui.