Friday Night Lights: 4×02 – After The Fall (DirectTV)

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[SPOILERS] A vida não está fácil para Eric Taylor (Kyle Chandler). Num estado em que o futebol assume um papel fulcral na vida das pessoas, a ida do antigo treinador dos Panthers para o lado Este de Dillon foi um passo arriscado. Habituado a ser competitivo, adepto do esforço árduo nos treinos, recompensado depois durante as partidas oficiais, Eric vê como a sua carreira sofre uma viragem de 180 graus. O jogo de estreia da sua nova equipa não corre bem. E dizer isso, assim, é um eufemismo. O encontro foi um suplício, obrigando o treinador a fazer algo quase impensável, uma espécie de crime lesa-majestade. Desistir ao intervalo, como forma de preservar o estado físico [mais do que o anímico] dos seus jogadores. Isso traz-lhe, obviamente, custos. Já nos tínhamos habituado, em episódios anteriores da série, a ver os relvados de jogadores e/ou técnicos pejados de cartazes, de teor insultuoso. Para Eric, o amanhecer pós-jogo torna-se um pesadelo, digerindo os efeitos nefastos de uma derrota dolorosa.

Mas Eric não é homem de desistir, quando se depara com um desafio, mesmo que este mais pareça uma tarefa hercúlea. Porque, para além dos escolhos normais, o forte grupo de investidores, liderado por Joe McCoy (D.W.Moffett), mostra não ter grandes escrúpulos em manipular os limites geográficos da linha divisionária, conforme os seus próprios interesses, se assim conseguirem os melhores jogadores.

A desistência, mais do que a pesada derrota, provoca um irreparável dano na equipa, levando-a a amotinar-se. Com uma mão cheia de nada, Eric sente que atingiu o fundo do poço. Opta por reerguer-se, ajudado por um aliado improvável. Vince (Michael B.Jordan), o seu melhor jogador, personalidade forte e problemática, forjada numa existência martirizada por delinquência, aproveita a boleia como hipótese de redenção. Os Lions lambem as feridas da derrota, procurando renascer como um grupo. Sólido e coeso.

Tami (Connie Britton) vê-se, de um momento para o outro, a braços com uma clivagem, quando descobre, após um alerta do fiel amigo Buddy (Brad Leland), que um dos melhores jogadores dos Dillon adulterou a sua morada, de forma a frequentar o mais elitista colégio. Quando Tami procura resolver a questão, de forma linear, é confrontada por Joe. E este, de forma não muito subtil, coage a bela esposa de Eric, provando ser um adversário temível.

Tarefa que igualmente não se apresenta fácil é a integração de alguns alunos no liceu de East Dillon. Os conflitos, ditados por diferenças de escalões sociais, parecem ser uma constante. É um género de terra sem lei, de ambiente crispado, tenso. Julie (Aimee Teegarden), que tomou a decisão de estudar na nova escola, e Landry (Jesse Plemons), são os primeiros a sentir o azedume que se desprende na convivência.

Matt Saracen (Zach Gilford) ganha uma espécie de mentor. Um génio criativo lunático, que será o guia, conselheiro e orientador do jovem artista. Numa abordagem um pouco a “la Karate Kid”, o antigo jogador dos Dillon Panthers sofre inicialmente na pele o temperamento peculiar do mestre, que o transforma numa espécie de serviçal para todo o serviço.

O melhor: 1. Sendo esta uma série sobre pequenos problemas do quotidiano, transportando-nos para uma espantosa aproximação da realidade, é salutar verificar que nem tudo é tratado de forma maniqueísta. Não existem bons e maus. Nem apenas zonas pretas e brancas. Subliminarmente, é colocada uma faceta bem humana ao casal Taylor. A ela, porque a defesa férrea da transferência de Luke pode não ser baseada apenas no que é certo, mas sim como forma de beneficiar o marido, treinador da equipa rival. A ele, dado Joe McCoy veladamente deixa entendido que o estratagema de falsificação de moradas era um expediente antigo. Usado igualmente pelo aparentemente impoluto Eric.

2. O mergulho de cabeça numa Dillon diferente do que até aqui tinha sido mostrado. Longe das festas do colégio, das casas de classe média, existe uma outra cidade. Feia, perigosa, povoada por gente sem esperança, habituada a ser ostracizada. É uma cidade mais áspera, crua e sem paliativos.

O pior: Não existe qualquer diferença. Falamos de Tim Riggins (Taylor Kitsch) e a personagem não cresce em densidade. Este Tim é igual ao da primeira temporada. Ou da segunda. O mesmo comportamento errático, os mesmos demónios interiores a consumi-lo, os mesmos erros. Enorme sensação de “déjà vu”.

Lista de EpisódiosNota (0/100)
Friday Night Lights: 4×01 – East of Dillon (DirecTV)82
Friday Night Lights: 4×02 – After The Fall (DirectTV)85
Friday Night Lights: 4×03 – In the Skin of a Lion (DirecTV)87
Friday Night Lights: 4×04 – A Sort of Homecoming (DirecTV)89
Friday Night Lights: 4×05 – The Son (DirecTV)90
Friday Night Lights: 4×06 – Stay (DirecTV)80
Friday Night Lights: 4×07 – In The Bag (DirecTV)82
Friday Night Lights: 4×08 – The Toilet Bowl (DirecTV)85
Friday Night Lights: 4×09 – The Lights in Carroll Park (DirecTV)79
Friday Night Lights: 4×10 – I Can’t (DirecTV)92
Friday Night Lights: 4×11 – Injury List (DirecTV)85
Friday Night Lights: 4×12 – Laboring (DirecTV)90

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Ari Gold, talking with Vinnie Chase: I swear by God you comeback stonger than ever Like Lance Armstrong. Only with two balls.

4 Respostas para “Friday Night Lights: 4×02 – After The Fall (DirectTV)” Subscribe

  1. Kris 12/11/2009 às 13:40 #

    Acho que mais um vez a Tami demonstrou a grande mulher que é.

    Excelente episódio.

  2. Maciel 12/11/2009 às 15:39 #

    Eu estou a gostar de todo este ambiente mais duro na escola. Mostra-nos uma outra realidade e já que temos novas personagens, nada como mostrar novos cenários. Gosto deste cenário mais rude (e ainda temos ali alguns problemas sociais)

    O Riggins é mesmo assim. Seria (para mim) muito estranho que ele assentasse e ficasse na universidade a fazer a sua vidinha todo calminho.

    Devo confessar que não estou a sentir a falta de certas personagens. Para já, eles estão-se a sair bem com as novas histórias.

    :4meio:

  3. pepy 13/11/2009 às 00:13 #

    Adorei o pequeno destaque dado a Luke. Parece-me uma personagem verdadeiramente promissora. Um misto de Matt Saracen com Jason Street.

  4. Paulo Ferreira 13/11/2009 às 21:04 #

    O episódio é mais um da típica qualidade de FNL. As novas histórias estão a ser introduzidas muito bem, sempre com muita qualidade. Agradeço mesmo a quem tornou possível um programa de baixa audiência como este ter 5 temporadas.

    :4meio:

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