[SPOILERS] Quando falamos de séries parece que acabamos sempre por cair no problema das expectativas. Quer seja aquelas que a série criou em nós ou aquelas que sozinhos imaginámos, a verdade é que é impossível não sairmos por vezes defraudados. Esta semana não foi excepção.
“Wheels” deixou-nos a querer mais. Mais das personagens secundárias, mais surpresas, mais músicas com impacto na história. E quando queremos sempre mais somos como as crianças no Halloween a tentar conseguir o máximo de doces possível só para depois levar com uma barra de cereais em cima. A única diferença é que nós não podemos fazer birra.
É assim que esta semana ficamos em território morno, com histórias puramente ridículas – cantar para uma ecografia – outras que não há maneira de avançar – falsa gravidez, anyone? – e aquelas que nos fazem rir mas acabam por aparecer algo do nada. De igual forma, toda a ideia das baladas expressarem os verdadeiros sentimentos das personagens saiu algo furada, em grande parte por isso já acontecer habitualmente na série e constituir um grande cliché.
Compensando estes delitos pudemos finalmente ver a história da gravidez de Quinn (Dianna Agron) avançar nos respectivos três ângulos amorosos ao mesmo tempo que somos brindados com dois números musicais com um desconforto hilariante. O melhor continua a ser o dueto Mr. Schue/Rachel (Matthew Morrison / Lea Michele) acima de tudo pelas expressões faciais que nos fizeram esquecer o caricato que a situação foi.
Foi uma semana mais fraca é verdade, com demasiada música para tão pouca história e uma ou outra presença que se dispensava. No entanto as piadas por vezes subtis mantiveram-se o que acabou por mostrar que mesmo quando a inspiração não é tanta na comédia há sempre uma escapatória.
“Endless Love” – Lionel Richie e Diana Ross
“I’ll Stand By You” – The Pretenders
“Don’t Stand So Close To Me”/”Young Girl” – The Police/Gary Puckett & The Union Gap
“Crush” – Jennifer Paige
“(You’re) Having My Baby” – Paul Anka
“Lean On Me” – Bill Withers
O Melhor: As piadas com Brittany (Heather Elizabeth Morris) – ”I mean, he’s cheating off a girl who thinks the square root of 4 is rainbows.”
O Pior: Muita parra, pouca uva.







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A Brittany não fala muito mas quando abre a boca saem grandes piadas. :rotf:
Uma coisa que me faz alguma confusão é o papel da Rachel no esquema geral da série, ela é nos apresentada como figura central mas a cada episódio fazem dela uma personagem mais difícil de gostar e arranjam histórias que só servem para a manter em cena não abonando a favor da personagem.
Pelo menos em relação à Quinn têm conseguido uma evolução, desde que ela saiu da roupa de cheerleader tem estado cada vez melhor.
:2meio:
Também ainda não percebi bem qual é a ideia deles. Ela num momento está muito apaixonada pelo Finn, depois tem uma mega crush pelo Mr Schue mas basta uma conversa na casa da banho para lhe passar…
E estou a adorar a Quinn!
Eu também fiquei um pouco ali no meio com este episódio.
1- Odeio baladas;
2- Não se ouviu sequer falar de Sue Sylvester;
3- A personagem Pepper podia ter sido melhor aproveitada, mas aquele flashback foi engraçado.
4- Não gosto quando o Will põe-se a cantar.
5- Apesar de não desgostar de Finn, acho não devia ser uma personagem principal, nem o cantor principal.
Mas por outro lado, gostei mais ou menos da forma como o tema da paixoneta por o professor foi abordado e deu para rir com as situações caricatas que surgiram daí (como a cara da Rachel e da Emma quando Will canta aquele mash-up)
A história da gravidez da Quinn avançou e foi bem explorada levando a um bom momento dramático (mas que raio ia na cabeça do Finn para se por a cantar aquela música aos pais dela, é mesmo burro o rapaz – mas é mesmo suposto ele ser assim). Cada vez gosto mais da Quinn e da actriz que a interpreta.
Terri teve umas tiradas engraçadas (“If I don’t get enough sleep my anti-depressants won’t work, and then I’ll go crazy, and I’ll kill you!” e quando pôs a Rachel a limpar a casa de banho).
E condordo, aquela da “square root of 4 is rainbows” foi também muito engraçada!
:3:
Acho que o Finn para personagem e cantor principal é um bocado fraco, não só como actor mas também no próprio papel que representa. Parece que não consegue ser mais do que aquilo que vemos, sem grande profundidade…
E neste episódio nem odiei a Terry o que já de si é um grande avanço! :whip:
Concordo plenamente. Eu estava ansioso pelo regresso de Glee porque o Wheels tinha sido espectacular e eu pensava que a série tinha atingido o ponto ideal, mas este episódio desiludiu-me. As histórias não andam para a frente, as músicas não foram grande coisa e a comédia, apesar de não ter sido má, a série já fez melhor.
Depois há um enredo que não estou a gostar da direcção, o Finn é que está a passar por tudo isto de ser pai, quando o filho nem é dele e ele nem sequer fez sexo com a Quinn. Agora ela vai viver para casa dele? E a Mercedes é parva? A dizer ao Puck que ele tinha de se afastar? Quer dizer, o filho é tanto dele como dela. Confusão. Acabem com este enredo horrível.
O que eu não consigo entender é até que ponto é preciso ser burro para perceber que não é possível engravidar uma rapariga do ar. Lembro-me sempre daquelas cartas para a Maria a perguntar se se podia engravidar depois de pôr o dedo no rabo ou assim…
sim, e apanhar uma DST já que o preservativo rebentou.
Isso faz parte da caracterização super mega estereotipizada das personagens que a série utiliza para fazer troça dos próprios estereótipos – isto faz mais muito parte do escrita e estilo série. Acho que Finn é suposto ser muito burro e tapadinho. Em que mundo deve viver ele para pensar que se pode engravidar daquela maneira
Agora concordo com que o Ricardo diz sobre a reacção da Mercedes, sim ela é das que está mais farta do “baby drama”, mas não percebo a sua atitude…
Tens razão, Glee leva os estereótipos longe demais. Não sei até que ponto o gozar com os estereótipos se torna simplesmente uma série com estereótipos. Por exemplo, Skins, que é uma das melhores séries de sempre, usa os estereótipos, mas depois bate-lhes, transforma-os, muda-os, entorta-os de tal maneira que as personagens ganham vida própria muito para além deles.
LOL
Carolina, adorei essa das cartas para a Maria. :rotf:
Sem dúvida que não foi tão bom quanto o anterior.
Ainda assim viu-se bastante bem.
Sem dúvida que o Finn é um bronco, mas a burrice acaba por ter a sua piada.
E verdade seja dita prefiro um protagonista assim, meio totó mas que sabe cantar, do que um príncipe encantando mergulhado em mistério e drama, antipático e com um cabelo rebelde (Twilight :rolleyes2: ), que só lá está para ser uma cara bonita.
E concordo com o que dizem da Rachel, a rapariga tem um vozeirão e de vez em quando também se sai com umas coisas bem engraçadas, mas as azelhices e birras que ela arranja são ajudam muito a que a audiência goste dela.
Também não gosto lá muito de ouvir o Mr. Schuester a cantar ou vê-lo a dançar. Sei lá acho esquisito… mas o Matthew Morrison cumpre super bem as tarefas.
Depois do dramalhão do bebé foi bom termos aquela canção final onde todos cantam. É um pessoal espectacular. Viva o Glee Club!
:3meio:
O pior do episódio foi mesmo a ausência da Sue :S
Gostei bastante do episódio! A cena de “Endless Love” foi a coisa mais engraçada que eu já vi. A Lea Michelle é sensacional, engraçadíssima e canta muito bem. “Don´t stand so close to me” também foi muito bom!!