[SPOILERS] Um génio da mentira dá jeito em qualquer lado, em qualquer esquina da vida. É um dom multiusos que pode ser aplicado no lado bom – polícia, investigação, perseguir malfeitores – ou no lado mais dúbio – jogo, máfia, crime. Lightman (Tim Roth) pega no primeiro para entrar no segundo. E está ganho o dia.
Um velho amigo de Cal regressa a sua vida para lhe cobrar um favor. É dia de pagamento e assim como no passado ele salvou a vida do protagonista, no presente o protagonista terá de fazer o mesmo. E em que consiste este pequeno favor? Inicialmente trata-se de recuperar, numa mesa de jogo, uma determinada quantia de dinheiro de forma a poder pagar a um carismático (e bem interpretado) líder criminoso. Aqui, no mundo das espadas e das copas, a profundidade poderia ter sido outra: vimos apenas um jogo de cartas que soube a pouco. É realmente uma espécie de pecado saboroso ver Lightman nos meandros do jogo, a utilizar a sua perícia para detectar jogadas e simulações. Mas todo o tema e todo o passado do protagonista nesta área não foram de todo utilizados, deixando o momento passar. Para muita pena minha.
Passamos então do método do “quem fez” para o do “como resolver o problema”. E apesar do início enganador (não sei bem para quem) tudo acaba bem e Lightman consegue, com a ajuda de um agente infiltrado, apanhar os traficantes em flagrante. Dívida cobrada, caso encerrado.
A segunda história vai até aos corredores de um colégio onde uma cassete anónima desperta o alerta para um possível atentado interno. O trio Foster (Kelli Williams), Loker (Brendan Hines) e Torres (Monica Raymund) agarra o desafio e inicia os processos típicos de despiste e descoberta. Num labirinto menos complexo que o usual chegamos ao rosto responsável, uma rapariga vítima de agressões psicológicas por parte dos colegas e, descoberto em última instância, do professor. Quebrada pela dor do dia-a-dia fez o filme como forma de alerta, um aviso de que iria por fim à sua própria vida. Tal foi evitado e, mais uma vez, assunto encerrado.
Com casos menos intrincados que o usual, este episódio consegue abranger novas áreas mas sem nunca se atirar de cabeça para as mesmas. Ou seja, cumpre mas não surpreende.
O melhor: O ligeiro aroma de Lightman no mundo do jogo.
O pior: Uma dupla de casos demasiado linear.





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Achei este ep exagerado. A forma rápida como Lightman descobre as verdades e mentiras soa pouco credível qd é apresentada desta maneira…
De resto Lie To Me é muito bom.
Seria talvez interessante explorar um pouco o passado – aparentemente não muito recto – de Lightman, do qual tivemos uma pequena amostra, com a chegada de um antigo parceiro de dúbios negócios.
Foram dois casos, interessantes, mas nem por isso muito diferentes do que tem sido apresentado, pelo menos no caso do potencial atentado terrorista. Quanto ao que envolveu directamente Cal, gostei. E aquelas aptidões para o poker davam-me um jeitão :youwish: :3meio:
Fiquei agradavelmente surpreendida com este episódio. Achei interessante o poder que o professor exerce influenciando os alunos a terem atitudes que ele valida sem o fazer directamente e gostei do twist da história de Lightman mesmo tendo percebido logo quem era o infiltrado.
:3meio: