[SPOILERS] No episódio anterior vimos o presente a resolver uma questão passada. Passado duvidoso de um protagonista brilhante. Queríamos ver mais do jogo, das cartas e dos dados, mas enquanto tal não acontece, voltamos atrás de novo. E aqui a dúvida chama-se Ben Reynolds (Mekhi Phifer).
“Lie to Me” agarra então na única personagem que não me tinha convencido até ao momento e atribui-me a chamada bofetada de luva branca. O palco foi do jovem actor, bem como o caso. Único. E o que se passou foi o seguinte: Reynolds tinha no seu currículo um trabalho como agente infiltrado no seio de um perigoso grupo criminoso. Um passado que foi cumprido e que como tudo o resto, passou. Presentemente o chefe deste gangue aguarda julgamento quando a testemunha principal da acusação é morta. Passam então à segunda escolha: Reynolds, que apesar de se mostrar inicialmente cooperativo rapidamente volta atrás com a palavra e diz que não testemunha de modo algum. E a questão do episódio foi só uma: porquê?
Já foi aqui referido por inúmeras vezes que esta série tem o dom de conseguir abordar o mais variado leque de temas sem nunca deixar de ser fiel a si mesma. Foi também aqui escrito que nenhuma outra série do género dá esta profundidade às personagens. E assim assistimos a um policial à antiga onde uma personagem quase sem relevo ganha outra consistência. A interpretação de Phifer aguenta-se firme em todos os (brilhantes) confrontos com Lightman (Tim Roth) e transmite com confiança o problema que tem entre mãos: a morte de uma pessoa enquanto fingia ser outra. Todas aquelas voltas de um agente infiltrado vêm ao de cima, com os seus defeitos e as suas virtudes. Fingir que somos podres sem nunca deixarmos de ser decentes. No final a culpa não morre solteira e Lightman consegue montar um esquema que liberta o seu funcionário. E prende de vez o mafioso.
Com um ritmo alucinante este foi mais um excelente episódio. Mais um passo dado com carisma e personalidade. Continua tudo no lugar e a narrativa vai avançando habilmente, entre as histórias deles e as dos outros. Estou cada vez mais certo que não existem episódios maus de “Lie to Me”, apenas episódios menos bons.





Blogue Sangue Fresco
Cinema Notebook
Sons of Anarchy Portugal






Adorei este episódio. Andava com pena do Mekhi Phifer que pouca relevância tinha até aqui mas que com as cenas com o Lightman pôde provar aquilo de que é capaz.