[SPOILERS] Eu já nem sei bem o que fazer com “Nip/Tuck” nem o que escrever sobre esta série. Se é verdade que ocasionalmente continua a dar-nos bons momentos envolvidos na estética perfeita que a caracteriza, ainda é mais verdade que ultimamente tem desperdiçado tempo com balelas desinteressantes, personagens e histórias do mais oco que se possa imaginar.
O Dr. Mike Hemoui (Mario López) resolve pedir conselhos a Christian (Julian McMahon) – haveria alguém mais (des)apropriado? – para conseguir apimentar a vida sexual com Kimber (Kelly Carlson). O cirurgião aconselha-o a ir a uma boutique para travestis comprar um provocador fato de látex. Kimber, ao contrário do que Christian esperaria, fica “comovida” (?) com o gesto e o relacionamento entre ela e Mike segue, então, de vento em popa. Como se isso me interessasse muito…
A filha de Sean (Dylan Walsh), Annie (Kelsey Lynn Batelaan), regressa de Nova Iorque para passar uns dias com o pai e o irmão mais velho. Agora uma adolescente rebelde e revoltada, Annie sofre de um distúrbio nervoso, no mínimo, estranho. O carapuço que veste serve para ocultar a falta de cabelo no escalpe, que ela arranca… e come. Sim, come. Come o próprio cabelo. E ao descobrir esta situação… chegámos ao ridículo de Sean ter de retirar uma bola de cabelo (que não é digerido pelos sucos gástricos) do intestino/estômago da filha depois de ela passar mal. Parece algo bizarro, mas como muitas das histórias que já passaram por “Nip/Tuck”, esta doença é real e existe mesmo… chama-se tricofagia. Foi também interessante ver como Annie se começa a encaminhar para a adulta problemática e conflituosa que conhecemos no episódio 4×11 – Conor McNamara, 2020.
Cabelos à parte, a estrela do episódio foi Teddy (Rose McGowan). A psicótica anestesista, agora casada com Sean, cometeu o seu segundo assassinato. Depois de ter intoxicado com gás o cirurgião para quem trabalhava em Las Vegas, Teddy volta a atacar quando uma paciente a reconhece. Briggitte Reinholt é uma socialite austríaca que passa a vida a viajar e a fazer cirurgias plásticas um pouco por todo o lado (Lisboa é inclusive referida!). Quando Teddy se prepara para a anestesiar, Briggitte reconhece-a da clínica de Las Vegas e chama-lhe Dixie.
Para proteger a sua identidade e prosseguir com o plano de deitar a mão ao seguro de vida de Sean, Teddy amarra a paciente à cama e enche-lhe a cara e o pescoço com sanguessugas que a deixam sem pinga de sangue. Ao que parece, em pequeno número, os bichinhos e o seu anticoagulante são muito eficazes para facilitar o processo de recuperação pós-cirurgia. Mas em grande quantidade o resultado acaba por ser a morte. A cena foi espectacular. Gostei bastante. Os olhos da Rose McGowan e o uso daquela máscara, aliados à repulsa das sanguessugas, à música e ao desespero da vítima desenharam momentos tensos e, sem dúvida, marcantes.
Este episódio deixou-me mais receptivo a esta nova Teddy. Tudo bem quem o sex appeal de Katee Sackhoff era maior e mais provocador, mas Rose McGowan esteve à altura do desafio e conseguiu brilhantemente transformar a sua beleza em maldade pura… e o episódio acabou bastante bem com ela a avançar em direcção a Annie e Connor, depois de saber que Matt estava fora do testamento de Sean.
Cabelos e travestis à parte… foi um bom episódio.
O melhor do episódio: Rose McGowan e a cena do assassinato.
O pior do episódio: Toda a história dos cabelos… enfim… porque não arranjar uma doença mais comum? O travesti heterossexual e a sua mulher eram totalmente dispensáveis.





Blogue Sangue Fresco
Cinema Notebook
Sons of Anarchy Portugal






Este gostei, não me custou nada ver, este é que é um típico episódio à Nip/Tuck finalmente.
:3meio: