[SPOILERS] Quantos de nós já não vimos um vídeo no Youtube, ou noutro lado qualquer, no qual uma mulher utiliza os seus gigantescos seios para esmagar um determinado objecto? Este género de “proeza” deu o mote para o episódio desta semana de “Nip/Tuck”. Oh não… lá vamos nós!
A paciente da semana, Jenny Juggs (Kiersten Warren, num registo algo parecido com Nora que interpretou em “Desperate Housewives”), é uma mulher cujos seios cresceram desmesuradamente e que vive em conflito consigo própria e com o mundo devido a essa (grande) diferença. O único trabalho que conseguiu arranjar foi como dançarina num dos clubes/bares que Christian (Julian McMahon) frequenta. O feitio de Jenny rapidamente se revela quando Christian se mostra mais interessado nas mamas do que na pessoa em si. Utilizando as duas poderosas armas que Deus lhe deu, Jenny ataca o cirurgião e deixa-lhe o pescoço e a cara em mau estado.
Depois seguiu-se a velha receita de “Nip/Tuck” que nós tão bem conhecemos: Jenny pede uma redução mamária para tentar libertar-se da prisão que lhe condicionou a vida… apenas para descobrir que perdeu parte da sua identidade ao remover os seios, que, segundo ela, agora se parecem com “duas picadas de mosquito”. Ela volta a agredir Christian, enlouquecida, e é levada para fora da clínica, em braços, pelos seguranças. Adeus e até nunca mais. Espero eu.
Esta história das mamas demasiado grandes não é propriamente nova. Lembram-se da freira que queria reduzir os peitos no episódio 5×04 – Dawn Budge II?
Teddy (Rose McGowan) resolveu por em prática o seu maquiavélico plano muito mais depressa do que aquilo que eu esperava. Sugerindo um inofensivo acampamento, a nova mulher de Sean (Dylan Walsh) conseguiu levá-lo a ele e os filhos, Annie e Connor, para uma rulote no meio da mata onde prepara tudo para os deixar aos três trancados e condenados a uma morte por inalação de gás. Felizmente Annie recusa-se a comer o seu smore (onde Teddy tinha escondido o comprimido para dormir) e acaba por conseguir acordar o pai. Os três conseguem fugir sãos e salvos.
Teddy já não teve tanta sorte. Depois de deixar a sua nova família para morrer, ela acaba por encontrar um homem noutra rulote ali perto. O que ela não sabe é que o homem também tem algo a esconder. A assassina torna-se assim a presa ao ser agredida e perseguida por este misterioso homem. Teddy consegue regressar à rulote mas Sean e os miúdos já se tinham ido embora… Deixamo-la encurralada com o seu agressor e ficamos ansiosos de saber o que acontecerá com a vilã da temporada. A magistral ópera que acompanhou a perseguição constituiu aquele toque musical eficaz que “Nip/Tuck” tão bem sabe utilizar.
Quais seriam as probabilidades de uma assassina esbarrar noutro assassino, por acaso, de noite, na mata, no meio de nenhures? Provavelmente muito poucas. Esse seria o único senão de toda esta grande reviravolta.
Ainda assim foi sem dúvida interessante ver Teddy numa posição mais vulnerável e fiquei mais do que curioso por saber que destino lhe vão dar. Rose McGowan primeiro estranhou-se, mas depois entranhou-se. Voltou a estar brilhante e a sua gelada beleza (por oposição ao “fogo” de Katee Sackhoff) deu a este personagem um novo ar e uma nova dinâmica que, nestes dois últimos episódios, funcionaram extremamente bem.
Por último, Matt é alvejado quando um dos seus assaltos como mimo corre mal. As suspeitas de Christian (e Sean) confirmam-se: Matt é o mimo que tem cometido vários roubos a estabelecimentos públicos, o que explica a fonte de todo o dinheiro que ele tem obtido.
Ora, não tendo este episódio sido particularmente mau, também não foi nada de extraordinário. Um pouco mais fraco que os dois últimos episódios, o grande problema deste foi mesmo a paciente da semana que não passou de mais uma maluca, mais um cromo para a caderneta.
Para a próxima semana, Julia regressará!
O Melhor: Teddy, de novo.
O Pior: Jenny Juggs.





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