[SPOILERS] O título deste episódio poderia facilmente reflectir o sentimento em relação a “Supernatural” há uns episódios atrás. Foram fillers atrás de fillers e aquilo que interessava verdadeiramente, o arco que a série tem desenvolvido ao longo de… bem… sempre, mas sobretudo nas últimas duas temporadas, parecia tardar a ganhar algum desenvolvimento. E eu estava pronto a abandonar toda a esperança que tinha em relação à série.
Felizmente, e não fosse este o último episódio antes duma paragem de dois meses, a série regressou à sua história principal e não desiludiu em deixar na expectativa sobre o resto da temporada.
O episódio começa pegando na última parte do anterior, onde a acérrima fã revelou que, afinal, a Bela (Lauren Cohan) tinha entregado a Colt – a arma cujas balas matam demónios e na qual os irmãos Winchester depositam a esperança de ser aquela a arma com que conseguirão livrar-se para sempre de Lúcifer (Mark Pellegrino) –, a um demónio chamado Crowley (Mark Sheppard). E deste encontro nasce uma nova e interessante perspectiva de toda esta ascensão de Lúcifer: o facto de nem todos os demónios a verem com bons olhos, não só porque não querem deixar a vida que têm actualmente, como temem que quando Lúcifer se vingar dos humanos e os exterminar por completo, se vire contra os demónios.
Ironicamente, ou talvez não, mais tarde a arma acaba por não funcionar e, apesar de viverem para lutar outro dia, os irmãos Winchester perdem ferozmente esta batalha, não só porque Lúcifer consegue cumprir o objectivo de trazer à superfície um novo Mal encarnado – desta feita, a Morte, outro dos Cavaleiros do Apocalipse (esperemos que, com a chegada deste, os efeitos do Apocalipse se façam sentir, finalmente, a uma escala mais global– como ainda perdem dois importantes elementos das suas hostes: Ellen (Samantha Ferris) e Jo (Alona Tal) Harvelle.
Se bem que toda a cena da foto de grupo – e a isso podemos juntar aqueles momentos antes da saída para a guerra, como, por exemplo, o Dean a tentar, mais uma vez, consumar a atracção sexual que existe entre ele e a Jo desde sempre – deu demasiado a entender que nem toda a gente iria regressar com vida desta batalha, a verdade é que, mesmo que o sentimento de que as coisas iriam correr mal se tivesse instalado, o testemunhar da despedida destas duas mulheres que há muito fazem parte da vida dos Winchester (bem como da nossa, como espectadores da série) foi bem mais poderoso do que eu podia antecipar.
Se há campo em que “Supernatural” tem algumas dificuldades em se afirmar é quando necessita de mostrar que consegue ser realmente uma série séria. A comédia fá-lo bem. O drama nem tanto. Mas isso não é algo necessariamente mau. A série não é, nem deve ser, algo para ser levado demasiado a sério. Não há necessidade de procurar tornar as coisas pesadas quando a sua essência sempre foi de natureza leve. Mas neste episódio, a série conseguiu ser eficaz em deixar o coração apertado. Desde o sacrifício da Ellen à despedida sentida do Dean (Jensen Ackles), não houve nada que soasse a fictício como já acontecera noutras ocasiões. E Samantha Ferris e Alona Tal deram aqui uma grande despedida às suas personagens, que foram casualidades duma guerra que até agora ainda não se tinha sentido tão na pele como foi sentida neste episódio.





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Adorei o episódio. Muito emocional, uma óptima despedida para a Helen e a Jo.
:4meio:
Agora vamos ver o que eles vao arranjar para matar Lucifer!
E houve uma coisa em que fiquei a matutar, Lucifer disse que ele era uma das 5 coisas que a Colt nao podia matar. Quais serao as outras 4?
Agora vamos ver o que eles vao arranjar para matar Lucifer!
Acho bem que a Colt não tenha resultado ou perdia grande parte da piada. Assim, o mais certo é terem de se sujeitar a deixar o Miguel e o Lúcifer apoderarem-se dos seus corpos e lutarem entre si.
E houve uma coisa em que fiquei a matutar, Lucifer disse que ele era uma das 5 coisas que a Colt nao podia matar. Quais serao as outras 4?
Provavelmente, os 4 Cavaleiros do Apocalipse.
Acho bem que a Colt não tenha resultado ou perdia grande parte da piada. Assim, o mais certo é terem de se sujeitar a deixar o Miguel e o Lúcifer apoderarem-se dos seus corpos e lutarem entre si.
Sim, tambem acho que fizeram muito bem em por a Colt a nao funcionar – seria uma saida demasiado facil. Mas, por outro lado, tambem espero que nao cedam a ideia dos irmaos serem possuidos. Parece-me a saida mais obvia neste momento e quero ser surpreendida
Provavelmente, os 4 Cavaleiros do Apocalipse.
Tambem foi o meu primeiro pensamento, mas… e os restantes anjos? E deus? (Se ainda estiver vivo, claro) Ha mais possibilidades…
92? estou abismado
Concordo contigo, foi um episódio brutal, emotivo, sentido… Impressionante!
Muito profundo, e fecha a primeira parte da temporada.
E o que vem daí promete
:4meio:
Coisa tá de lascar mesmo! :wereami: Primeiro as mortas de Ellen e da Jo.O que é pra abalar qualquer um :violin: .Segundo, o Colt.Alguém realmente acreditou que ele pudesse acabar com o Lúcifer?Agora se tornou crucial encontrar Deus, pois se não, o Dean vai ter que dizer “sim” pro Miguel! :suicide1:
Muito bom, mesmo. Impressionante e emocional. Não esperava que elas morresem. Admito mesmo que chorei!
ZB, quando é que regressa agora a série?
Dia 21 de Janeiro.
Eu já estava a ficar preocupado com o facto de o lucifer ‘morrer’ com a Colt… era muito pouco para o poder que ele tem. Temia que desses uma reviravolta qualquer e eles nem lhe dessem o tiro… mas o twist foi muito bom… Um excelente episódio.