V: 1×02 – There is no Normal Anymore (ABC)

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[SPOILERS] Acabaram-se os dias normais. Nada mais é como dantes. Ao segundo episódio, “V” reduz a velocidade e traz-nos consequências das acções decorridas durante o seu frenético-mas-demasiado apressado-na-forma-como-expôs-a-história piloto.

Antes de focar o resto do episódio, e hoje vou separar as águas por personagens, gostava de apenas de mencionar algo relacionado com o cliffhanger do final do episódio, que para mim não funcionou minimamente porque sabia de antemão que o Alan Tudyk não se ia embora tão cedo e que participaria em mais alguns episódios além do piloto. Seja como, apesar do efeito do cliffhanger ter sido nulo em mim, para um episódio que foi focado em grande parte no personagem do antigo membro de elenco de “Firefly”, parece-me que revelou ter a essência de qualquer gancho, que é manter o espectador interessado o suficiente para regressar no episódio seguinte (a não ser que esteja a ver o “Lost” e assim tem de esperar três temporadas…) e descobrir o que se vai passar a seguir.

E agora, uma abordagem aos restantes personagens, sem qualquer ordem específica:

Erica (Elizabeth Mitchell), a agente do FBI a tempo inteiro e mãe a part-time: “Trust no one”, que é como quem diz: “não confies em ninguém”. Ela passou o episódio a tentar esconder o facto que o seu parceiro de profissão de sete anos era um traidor, bem como vil como as cobras, ou melhor, como os lagartos, e que não sabia nada acerca do que se tinha passado naquele armazém onde se deu o massacre. Quando não mais conseguiu esconder parte da verdade, tentou sacudir a água do capote da melhor forma que pôde sem levantar poeira em torno de toda a história dele ser lagarto em pele de humano ou não se fosse queimar-se (caso o patrão fosse também um V). E ela tem razão em estar paranóica, pois será sempre difícil descobrir quem pode ou não ser V, dúvida que dota a série duma interessante camada de suspense (neste aspecto é algo semelhante ao “todos podem ser actives” da “Dollhouse”). +1 ponto para a agente do FBI a tempo inteiro e mãe a part-time.

Jack (Joel Gretsch), o padre que passa mais tempo sem o colarinho do que com ele posto: Pressionado pelos Cylons… perdão… digo, por uma nova divisão do FBI (a Visitor Threat Assessment Joint Task Force) sobre o porquê dum homem ter morrido na sua igreja durante o episódio anterior e a possível relação entre o sucedido e os Vs, ele acaba por entregar as fotos que revelavam a existência de Vs na Terra desde há muito e assim pondo em mãos pouco confiáveis (“trust no one”, lembram-se?) importantes provas. Por outro lado, está cada vez mais comprometido com a ideia de criar uma forma de resistência. Ponto neutro para o padre que passa mais tempo sem o colarinho do que com ele.

Tyler (Logan Huffman), o puto irritante: Ok, quando mencionei, no texto relativo ao episódio anterior, em que a determinada altura separei algumas personagens entre o “interessante” e o “nem tanto”, e coloquei o puto do lado das “interessantes” referia-me concretamente ao facto do papel dele ser o de alguém que seria fácil de odiar, e que ele começou a revelar logo desde início, pois esse sentimento em relação ao personagem poderá vir a ser importante no decorrer da série, caso esta nova versão tome o mesmo caminho da versão original (apesar dos personagens serem diferentes, não versão original também há um rapaz que se junta às brigadas de humanos criadas pelos Vs e depois… ok, digo apenas que ele tem algumas atitudes de vilania e para saber o resto terão de ver a série para descobrir). Claro que a história em si, do puto que se apaixona pela V boazona não tem grande piada e neste episódio isso foi ainda mais claro que o havia sido no anterior. -1 ponto para o puto irritante.

Ryan (Morris Chestnut), o lagarto traidor da sua raça: O papel que prevejo para este personagem será o de servir de ligação entre nós e o lado mais obscuro do mundo dos Vs, do qual, para já, ainda conhecemos muito pouco. Julgo que ele poderá ser peça importante nesse aspecto. Apesar de, neste episódio, a sua história não ter tido grande impacto. -1 ponto para o lagarto traidor da sua raça.

Valerie (Lourdes Benedicto), a futura mulher do lagarto traidor da sua raça: Para já, é a personagem menos desenvolvida da história. Acredito que quando ela descobrir a verdadeira identidade do noivo o seu papel na série se torne mais substancial. Até aqui não tem tido grande relevância, mas eu tenho para mim que ela será a Robin desta nova versão da história (e quem viu o original sabe bem o que eu quero dizer com isto). -1 ponto para a futura mulher do lagarto traidor da sua raça.

Chad (Scott Wolf), o jornalista pau mandado da Anna que agora já não o é: O mundo está cheio de oportunistas e o Chad vendeu a sua alma ao Diabo no episódio anterior em troca de audiências e duma escalada numa carreira que não parecia estar encaminhada como ele desejaria. Mas, neste episódio, ele redime-se. +1 ponto para o jornalista pau mandado da Anna que agora já não o é.

Não é um episódio que recomendarei aos meus netos. Nem sequer um episódio que me tenha ficado suficientemente na memória para escrever este texto sem ter de recorrer a um rever de cenas, mas não foram 40 minutos assim tão mal passados. E mesmo ainda aquém da série original, consigo lembrar-me, assim de repente, de uma dezena de coisas piores que vi nestas duas semanas que estive de férias.

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19 Respostas para “V: 1×02 – There is no Normal Anymore (ABC)” Subscribe

  1. João Fernandes 13/11/2009 às 18:53 #

    Para segundo episódio foi muito fraquinho com diálogos muito básicos e sem grandes acontecimentos de interesse. E isto do trust no one não é tão fácil de executar como parece vamos a ver se quem comanda a série tem capacidade para fazer deste tema algo de merecido.
    :2:

  2. LR 13/11/2009 às 19:13 #

    Também achei mais fraco, mas teve bons momentos. O problema é que senti como se não tivessem um plano definido para a série, e que esta está a flutuar como uma das naves.
    Morena Baccarin continua muito bem como a misteriosa Anna – “You still don’t understand humanity”
    :3:

  3. Maciel 13/11/2009 às 20:11 #

    Fraquito o episódio. O cliffhanger (como surpresa) também não funcionou em mim, apesar de nem saber em quantos episódios o Alan estará. Simplesmente tudo indicava nesse sentido.

    Há partes paradas neste episódio que deveriam ter estado no primeiro (ou melhor, o primeiro episódio devia ter sido um cruzamento destes dois). Espero melhores dias para a série.

    :3:


    neste aspecto é algo semelhante ao “todos podem ser actives” da “Dollhouse”

    Também me lembrei disso, mas espero que assumam isso (qualquer pessoa pode ser um V) e que não se esqueçam desta premissa à medida que a série avança.

  4. syrin 13/11/2009 às 21:19 #

    Booorriiinnggg.
    Há aqui diálogos que me lembram os da série original. O que, sendo uma série dos anos 80, não abona muito a favor desta.

    :2meio:

    • syrin 13/11/2009 às 21:20 #

      PS – Esta foi a crítica mais colorida que já vi por estas bandas. É para ver se torna a série mais interessante, é? :wink1:

      • ZB 13/11/2009 às 22:34 #

        Ah, pois. :)
        Mesmo assim este episódio viu-se bem melhor do que a maioria de S:AAB que vi até aqui.

        • syrin 13/11/2009 às 23:02 #

          Não acho. Até porque exijo bem mais de uma série actual do que de uma série que já tem 15 anos.

          • ZB 14/11/2009 às 15:28 #

            O que não faltam são séries que surgiram nos anos 90, e até nos anos 80, que são bem melhores que a grande maioria das actuais. Por isso, não é critério de exigência que eu adopte. Hoje podem haver melhores ferramentas de auxílio à produção, mas a forma de se contar uma história continua igual… e isso é que me interessa.

            • syrin 14/11/2009 às 16:19 #

              Sim, mas acho que devemos sempre olhar para as séries como produto do seu tempo. Talvez por isso, e mesmo com todos os seus defeitos, tenha gostado de rever a V original bem mais do que esta nova versão, que me parece, não só a nível de diálogos mas também de construção de personagens, bem mais fraquinha que a antecessora.

              • ZB 14/11/2009 às 16:44 #

                Ok, tudo bem. Mas se fazes comparações em relação a tudo o resto, também tens de fazer outra que é: o “V: Minissérie” e o “V: A Batalha Final” têm a sua história formatada para algo de curta duração. Esta, a intenção é fazer quatro temporadas (foi referido na altura da apresentação da grelha da ABC) de 13 a 22 episódios, isto claro se a série se conseguir manter. Logo, o desenvolvimento de personagens nunca pode ser equiparável, visto a história da minissérie ser bastante mais condensada.

                Quanto aos diálogos… Acho-os normais. Não acho que sejam grande coisa, mas também não vejo razões para serem tão criticados. Ou então sou eu… que vi o 2012 recentemente e aí sim se encontram diálogos maus a cada virar de esquina e ao pé desses, estes não me parecem maus.

                PS – Já viste a série que fizeram no seguimento da minissérie? Se não, hás-de ver e depois compara-a a esta…

                • syrin 14/11/2009 às 17:56 #

                  Esta, a intenção é fazer quatro temporadas (foi referido na altura da apresentação da grelha da ABC) de 13 a 22 episódios, isto claro se a série se conseguir manter. Logo, o desenvolvimento de personagens nunca pode ser equiparável, visto a história da minissérie ser bastante mais condensada.

                  Daí eu achar estranho esta forma apressada como tudo se passou nos primeiros episódios, especialmente no primeiro. Se a intenção é fazerem tantas temporadas, porque não desenvolver a história lentamente? Porquê aqueles saltos todos que nos deixam a pensar que várias (muitas) cenas importantes foram cortadas? A não ser que eles tenham outra direcção para esta história… a ver vamos.

                  Quanto aos diálogos… Acho-os normais. Não acho que sejam grande coisa, mas também não vejo razões para serem tão criticados.

                  Eu tenho-os achado bem fraquinhos. Mas também não me lembro de nenhum exemplo agora. Quem sabe para o próximo eu aponto.

                  Ou então sou eu… que vi o 2012 recentemente e aí sim se encontram diálogos maus a cada virar de esquina.

                  Ah, mas foste ver o 2012 à espera de diálogos? Aquilo é fixe é para ver coisas a serem destruídas. É um PWP cinematográfico! :D

                  PS – Já viste a série que fizeram no seguimento da minissérie? Se não, hás-de ver e depois compara-a a esta…
                  Não, só tenho mesmo a Mini -Série e a The Final Battle. A ver se arranjo isso… mas sim, sei que é mais fraquinha. :D

  5. cristiano 13/11/2009 às 23:05 #

    Estou a apreciar bastante esta série, também muito por culpa dos protagonistas, a nossa ‘Juliet’ e o Tom Baldwin de The 4400 :)

    :4:

  6. Ricardo 14/11/2009 às 00:15 #

    Eu gostei. :3meio:

    Concordo contigo em tudo. Quanto ao miúdo, também o acho irritante, mas tendo em conta a Laura Vandervoort, compreendo-o perfeitamente. :)

  7. Bubbles 14/11/2009 às 00:29 #

    Estou um bocado desiludida, estava a espera de melhor para o segundo episódio. Algo que me deixasse pregada ao ecrã.
    Fico a espera que evolua e não se fique apenas por uma boa ideia pouco desenvolvida…

    :3:

  8. Rui 14/11/2009 às 02:19 #

    Preferia a Laura Vandervoort como Kara… Era mais bonita :yuupii: Mete-me confusão como é que eles podem ser répteis ou insectos por de baixo de human flesh… Mas pronto… Epá detesto o cachopo pá…
    :3:

  9. musicslave 16/11/2009 às 14:37 #

    episódio morno, não desenvolveu personagens nem história, mas gostei do episódio.
    isto dos V poderem ser qualquer um tambem me fez lembrar Dollhouse.
    essa situação cria um ambiente de tensão que poderá ajudar a série a sair de algum marasmo.

    o puto é irritante mas é algo necessário tambem para criar ainda mais alguma tensão.

    gostei da mudança de atitude do jornalista, ainda vai criar muitos problemas aos V.

    o cliffhanger foi um pouco previsível e sem grande impacto, esperava mais.

    :3:

  10. carolinafs 18/11/2009 às 23:48 #

    Adorava que a Tory fosse um lagarto! Mal a vi pensei logo nisso, ela já está habituada ao conceito de dupla identidade e tudo. Episódio morno, um ponto para a Juliet.

    :3:

    • Cissa 06/12/2009 às 18:04 #

      oh carocas pensei no mesmo!!! o episódio foi mesmo morno tendo em conta q não parei o q estava a fazer para o ver fui fazendo o trabalhido e vendo o epi ao mesmo tempo….

  11. ArmPauloFerreira 19/11/2009 às 15:40 #

    Achei o episódio pouco à altura do que desejava. Não deixou assim grande vontade de querer ver imediatamente o seguinte. Tal como em FlashForward… dá-me a sensação de que pode esperar para qualquer altura voltar a ver o seguinte. Actualmente só Dexter me consegue manter em estado de “Caramba… ainda falta uma semana inteira para ver no que vai dar.”

    V tem qualidade e continuo a achar o jornalista/pivot Tv como a personagem mais interessante e até mais credível. A actuação da Elizabeth é boa mas continua a parecer-me forçada como figura de agente de acção e de mãe.

    Mesmo asssim foi um episódio interessante e que venham mais.

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