[SPOILERS] Uma coisa que me continua a surpreender em “Californication” é a sua habilidade para trazer situações novas. Por mais malucas, ousadas ou deslocadas que nos pareçam certas cenas, fica sempre algo por mostrar. E nunca nos deixam pensar que já vimos tudo.
E foi isso que pensei quando assisti ao duelo entre Hank (David Duchovny) e Stacy (Peter Gallagher). O surgimento de Stacy em casa é logo uma surpresa para os presentes. A farda indica os propósitos e as armas mostram o quão longe ele está disposto a ir para duelar com Hank. E se o ditado diz «vão-se os anéis, ficam os dedos» aqui vão-se as armas e ficam as mãos…prontas para a luta. Um trio masculino rebola pelo jardim, as honras são defendidas e a “multidão” feminina observa. Cena simples, engraçada, surreal e eficaz.
Mas antes da guerra houve outra grande cena que gostaria de destacar. Falo do ajuntamento em casa de Felicia (Embeth Davidtz) e do facto de ter deixado Hank desconfortável. Ali estava ele no seu meio mas, ao mesmo tempo, inibido pela presença daquele quarteto feminino. E se Felicia dizia «Apertem com ele!», Jackie (Eva Amurri) executava a ordem, Jill (Diane Farr) secundava-a e Karen (Natascha McElhone) ajudava a fazer a festa.
Mais três destaques do episódio:
- Richard Bates (Jason Beghe) regressa à série e traz consigo mais sanidade. Isso e uma escaldante história com Karen. Foi interessante verificar a ligação desta com Richard. E ainda mais interessante foi verificar a reacção de Hank (acima de tudo ciúmes) perante tais revelações. Para quê atirar pedras ao telhado dos outros quando o nosso nem existe?
- A história envolvendo Marcy (Pamela Adlon) e Charlie (Evan Handler) foi também interessante. Longe da banalidade de outras alturas, foi consequente e engraçada. E o rumo (definitivo, espera-se) que querem dar ao casal é mais um ponto positivo.
- Becca (Madeleine Martin) apareceu muito pouco (mais uma vez!). Ainda deu um ar da sua graça, mas parece mesmo que esta temporada não foi pensada para ela. Uma pena.







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Gosto das maluquices de Californication, mas também gosto de, por vezes, ter momentos mais sérios que não nos deixem classificar esta série como apenas mais uma comédia. Na season 1 tivemos o episódio em que o pai do Hank está a morrer, na season 2 o episódio que culmina com a morte do Ashby. Nesta temporada acho que ainda não tivemos nenhuma. E é uma pena.
Eu também gosto da seriedade da série intercalada com as maluquices. Mas interpretei o último episódio como tal. Não é algo tão sério como os casos que deste, mas deu para colocar alguma seriedade na maluquice.
Quando a Felicia disse que faltava uma pessoa pensei que vinha aí a maluca da Gretchen para apertar ainda mais com o Hank. Foi bem engraçado!