[SPOILERS] Sei que escrevo sobre “Dexter” mas a minha grande vontade neste momento era ter um flashforward. De cair redondo no chão e visualizar o meu futuro daqui a, hmmmm, deixa ver, uma semana chega. O tempo certo para agarrar no final desta temporada e devorá-lo de uma vez só!
Mas voltemos à calma. Fiquemos serenos e aguentemos a espera. Olhemos para “Hello Dexter Morgan”, o penúltimo episódio desta temporada. Iniciamos onde “Lost Boys” nos tinha deixado: Dexter (Michael C. Hall) salva o rapaz e Christine (Courtney Ford) é presa. O ritmo mantém-se frenético. Quem vê um rapaz a ser quase morto e não vai à polícia?, pergunta Arthur Mitchell (John Lithgow) quando percebe que alguma coisa está errada. Kyle Butler devia tê-lo denunciado, contado à família, feito algo. Mas não, limitou-se a salvar a criança e a desaparecer. Dexter tenta despistá-lo, trazendo para cima da mesa a questão do dinheiro. Mas Mitchell, como bom predador, não se fica e começa à procura do seu inimigo. Mata e percebe que foi enganado. Quem é afinal aquele homem que se fez seu amigo?
Dexter, que vê o tempo cada vez mais curto. Não só Mitchell está cada vez mais perto, derramando sangue inocente, como os seus colegas estão cada vez mais perto de Mitchell. Chega então a altura de colocar em prática um dos seus elaborados esquemas, onde engana e despista, para poder ser ele a aplicar em paz a sua justiça. Encontra então um camionista num dos supostos suspeitos de Lundy, mata-o e planta alguns objectos com o ADN do verdadeiro Trinity. Hilário o modo despachado como teve de aniquilar o velho camionista, quase pedindo desculpa por estar um bocadinho à pressa. O plano resulta e a polícia de Miami pensa então que encontro o verdadeiro Trinity Killer.
Isto porque Christine nunca revelou a identidade do seu pai. Através do seu ADN a polícia conseguiu descobrir que ela era filha de Trinity, faltava apenas o nome dele. Ela é apertada, interrogada e abandonada. Nunca chega a ceder e quando percebe que a única pessoa que ela sempre amou não quer saber de si põe fim à própria vida. A cena em que Debra (Jennifer Carpenter) vai a casa dela, em que ouve a sua confissão e vê o seu suicídio é dos melhores momentos que a série já ofereceu. A procura de perdão de uma alma perdida, confusa, que apenas queria ser amada. As comparações entre as duas, uma com o pai polícia e outra com o pai assassino, foram muito bem desenhadas, num diálogo engenhoso que culminou na despedida de uma personagem interessante e misteriosa. Por responder fica a questão: que relacionamento foi este que Mitchell teve com a mãe de Christine? Poderá sair daqui alguma surpresa?
Antes de chegarmos ao título, que é também o momento final, não nos podemos esquecer das relações. Laguerta (Lauren Vélez) e Batista (David Zayas) casaram para poderem namorar à vontade sem as perseguições do seu chefe. Dexter foi o padrinho e esta continua a ser uma linha tão paralela a tudo o resto que por vezes parece saída de outra série. Rita (Julie Benz) confessa a Dexter que beijou o vizinho e este tem a única reacção possível e genuína: fica indiferente. Porque no fundo ele não quer saber, ele não sente nada, não se importa e isso está claro quando ele pergunta como é que ela quer que ele reaja. Ela não quer indiferença e ele percebe isso. Então manda um murro no vizinho e beija a mulher. Adapta-se à vida conjugal, finge melhor que nunca ser um marido (ou será que Dexter nunca esteve tão perto de realmente sentir?).
E para o final o melhor. Mitchell monta uma armadilha a Dexter e segue-o até ao seu local de trabalho. Rouba um crachá de visitante e entra por ali adentro. Vê o painel das investigações do seu caso e então, a meio do passeio, os seus olhos encontram os do protagonista. Dexter levanta-se, corre para Mitchell e ficam os dois frente a frente. O segundo olha para o crachá do outro e diz: “Hello Dexter Morgan”. E assim se constrói aquele, que a meu ver, é um dos momentos televisivos do ano. O real confronto entre dois gigantes, personagens e actores, que agora sem máscara se encontram frente a frente. De arrepiar, de aplaudir, de ficar imóvel à espera do final. E desde a primeira temporada que “Dexter” não oferecia um adeus tão promissor!
O Melhor: Aquele final!
O Pior: Parece que alguém se casou.





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:5:
Espectacular!!!!
Grande epísódio, grande temporada.
E sim o Dexter sente, é uma das coisas boas nesta série é a evolução do personagem que a princípio se apresenta como sendo totalmente indiferente e agora já não é bem assim.
A sua reacção à notícia de Rita é como dizes genuína, mas depois quando olha para o vizinho afinal há aqui algum bichinho a morder. Gostei muito dessa cena.
E o final é avassalador não descreveria melhor, dois grandes actores, dois grandes personagens, enfim dois colossos.
:5:
Brilhante. O último episódio promete, e muito!!! Este confronto Dexter/Arthur. E com a atenção focada exclusivamente sobre estes dois, os outros personagens vão lançar bombas sobre o último episódio que nos irão apanhar desprevenidos. E Jennifer já avisou… vamos ficar traumatizados com o final. Arranjem alguém que também veja Dexter para conversar. Tenho a certeza que vamos todos precisar.
Sim também li essa entrevista da Jennifer, ela garante algo mesmo bombástico!Ela diz também que as teorias dos fãs são fantásticas mas é impossível bater os argumentistas da série. Há muito tempo que não aguardava por um final tão promissor!Que acham que vai acontecer?
Oh meu deus, que episódio! Nunca mais acaba, estou ansiosa para o grande final!
Grande episódio, grande desempenho dos actores, grande final e grande temporada. Excelente a todos os níveis.
Espero que o final não desiluda. Esta coisa das entrevistas sobre finais avassaladores já foi chão que deu uvas. Nem peço muito. Basta manter o nível.
:4meio:
excelente episódio.
as interpretações são muito boas.
até arrepia quando o John diz: “Hello Dexter Morgan”
o jogo do gato e do rato, com o Dexter a passar de gato a rato, vai passar por apuros.
o burburinho para o finale é muito, elevou as minhas expectativas, vermos se não saem defraudadas
:4meio:
Fiquei desapontado com a falta de discernimento do Trinity para lidar com a situação da filha. Deve ser dos saberes mais antigos que uma pessoa que procura aprovação doutras e é desprezada, mais dia menos dia volta-se contra ela. Se não existe um provérbio relacionado com isto, deveria haver. Para umas coisas o personagem é tão inteligente… para esta situação, em que uma simples palavra de apreço, e até podia fingir (estava ao telefone!!!)m vai desprezá-la ainda mais!? A uma das poucas pessoas que sabe o seu segredo!? Mas não era tão óbvio que ela se iria virar contra ele!? E depois vem a Deb… que quando interrogou a Christine na esquadra a primeira vez, soube ser inteligente para tornear a questão dela ter aparecido tão depressa ao local em que o Lundy foi morto e colocá-la a um canto praticamente resolvendo o caso, mesmo que ela não tenha confessado. Aqui, não. Chega lá e nem vê que a outra está mortinha por lhe revelar a identidade do pai e diz-lhe praticamente de caras que já sabem que o pai/Trinity é o tal camionista…
Fora isso, gostei do episódio.
:4:
Ah, e isso do Dexter não ter sentimentos é treta desde o início. Se assim fosse ele tinha escolhido o irmão que era semelhante a ele e não a irmã com quem cresceu e de quem aprendeu a gostar…
Já agora, lembrei-me duma coisa para o twist final (é apenas um palpite, mas vou colocar como spoiler na mesma…)
Acho que o Trinity despachou-a assim por ainda estar com receio de a polícia já estar no seu encalço…mas sim realmente poderia ter tido um pouco mais de respeito pela filha que sempre fez tudo para o proteger.
A questão dos sentimentos acho que tem vindo a crescer de temporada para temporada. Foi evoluindo.
Exacto, mas no início ele acreditava realmente que não sentia e agora tem vindo a descobrir que afinal…
Sim, sim, da perspectiva dele. Os seus voice-overs davam sempre a entender isso que dizes. Mas depois as suas acções eram em contrário ao que ele afirmava. Ele pensava que era duma forma que não demonstrava ser.
exactamente, e isso é o que faz a excelência da personagem, ela está-se a enganar, quer seguir o codigo, mas lá no fundo ele tem sentimentos, o que já o levou a situações complicadas
Tal como nós, a imagem que o Dexter tem dele próprio é errada. Ele sempre disse que não tinha sentimentos, mas o que temos vindo a descobrir é o contrário. Nesta temporada parece-me que o Dexter se tem vindo a aperceber cada vez mais que não é tão insensível quanto pensa.
Preferi os dois episódios anteriores. Faltou neste mais interacção entre os dois serial killers. Também reparei no pormenor que o ZB descreveu. Achei que realmente não fazia sentido, especialmente para alguém tão metodológico e cauteloso como o Trinity. De qualquer forma, mal posso esperar pelo último episódio. :wink1:
:4:
Gostei muito. Dexter caíu bem na armadilha de Arthur, que foi mais esperto que ele. Ele a olhar para as fotografias das suas vítimas e o final = epic win.
Não esperava que a Christine se suicidasse, mas achei que ficaram ali umas pontas soltas e uns quanto erros (alguns apontados já aqui nos comentários).
Tanta coisa com a La Guerta e o Batista para um pequeno casamento?
De qualquer maneira as expectativas são muito altas para o finale.
A Showtime tem sido bué exigente para que não saíssem spoilers, fizeram guiões falsos, fecharam o cenário a quem não precisasse mesmo de lá estar e ainda fizeram acordos de não divulgação. E dizem ainda por aí que vai mudar o rumo completamente da série. Espero que saía daí alguma coisa grande!
:4meio:
Para ser assim uma coisa tão bem guardada, as melhores hipóteses seriam: ou alguém descobrir o que o Dexter é ou ele ser mesmo apanhado, se bem que a primeira já aconteceu com o Doakes, logo não seria assim uma reviravolta tão grande, e a segunda talvez mudasse a série a uma escala grande de mais.
Não achei este episódio tão bom quanto os anteriores. A cena d Laguerta e do Angel é como dizes – tão distinta que mais parece de outra série, e isso faz-me confusão.
Mas o final… ai aquele final!
T minus 5 days and counting!
B-R-U-T-A-L!!!
:5:
Eu diria que no último episódio alguém vai descobrir quem é o verdadeiro Dexter Morgan…
Tenho a dizer-vos que o final do último episódio é completamente chocante! OMG OMG OMG OMG OMG OMG
ele não quer saber, ele não sente nada
Não concordo nada. O personagem já demonstrou por mais que uma vez que tem sentimentos!
Estou mortinho pelo final!!! Dexter! Dexter! Dexter!
Muito bom. Aquela cena entre a Debra e a Christine é espectacular, tal como a cena em que a Debra está relutante em apagar o nome do Lundy.
Agora, quero o final!