[SPOILERS] Expectativas. Aquela faca de dois gumes, as expectativas podem fazer ou destruir um episódio, a forma como gostamos ou não gostamos dele. E numa altura em que é quase impossível chegar a um episódio sem ter já visto reacções a ele na Internet, não há como evitar formar expectativas. Talvez daí esta minha desilusão face a este episódio de “How I Met Your Mother”.
Há quem diga maravilhas deste “The Window”. Há quem o apelide já do melhor episódio da temporada e um dos melhores da série. Para mim, este foi apenas mais um na conta. A história de Ted (Josh Radnor) parece avançar um pouco. Desde que foi deixado no altar por Stella que Ted anda sem rumo, avançando e recuando, deixando-se levar ao sabor da corrente. Mas de repente, depois de uma chamada misteriosa, Ted parece acordar. A mulher dos seus sonhos, aquela que sempre lhe escapou, encontra-se de repente livre. E há que aproveitar esta breve oportunidade enquanto ela não se fecha.
Temos, assim, o mote para os melhores momentos do episódio, com os sempre às ordens Marshall (Jason Segel), Lily (Alyson Hannigan) e Robin (Cobie Smulders) a de tudo fazerem para ajudar a distrair a mulher dos sonhos de Ted enquanto este filosofa com os seus alunos. Como já se esperava, a história não dá em nada, a mulher dos sonhos de Ted está, afinal, reservada para os sonhos de outro, e Ted termina como começou. Ou talvez não, pois esta experiência parece tê-lo ajudado a tomar a decisão de voltar à demanda pela mãe.
Se a história de Ted não me convenceu por aí além, já a de Marshall foi muito mais interessante. O passado, o presente e o futuro encontram-se aqui frente a frente, numa divagação sobre os sonhos do passado, a realidade actual e os projectos para o futuro. Se o Marshall do passado, com os seus quinze anos, macacão de ganga e cabelo indescritível é hilariante, já a constatação do Marshall do presente, de que não conseguiu alcançar os seus sonhos, acaba por ser um pouco mais amarga. Mas porque os sonhos de infância são, quase sempre, apenas isso, sonhos, a certeza de que junto da mulher – mesmo que diferente daquela com que sonhou – é que se está bem acaba por mostrar a Marshall (e a nós todos) que o nosso caminho somos nós que o escrevemos, todos os dias. E se o futuro nos deixa adivinhar algo, é que o caminho escolhido é o correcto. Pelo menos é o que parece significar aquela visita escondida do outro lado do bar.
Não foi hilariante, não foi marcante e teve muito pouco Barney (Neil Patrick Harris) para o meu gosto. Daí o desapontamento. Mas, já se sabe, nesta coisa das expectativas, cada um é que sabe.





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A série já teve muitos melhores, não achei o episódio perfeito nem impressionante nem muuuito bom. Foi um bom episódio, com mais uma boa história.
Foi hilariante a parte que envolveu o Marshall.
Achei a nota um pouco baixa… Acho que o episódio entraria perfeitamente num bom
:3meio:
Eu sem expectativas também não gostei…teve alguns momentos “interessantes” mas nada de mais. Não foi uma janela aberta de gargalhadas. E, claro, os argumentistas a empurrarem a Mãe para a universidade e agora a mostrarem alguém de fora não é muito, digamos, rectilíneo.
Eu também não achei nada de especial. Foi mais um, com algumas boas cenas mas outras muito calminhas. Acho que não estiveram particularmente inspirados.
:3:
A cena com a velhota a dizer “the window is open” foi genial mas fora isso também não me surpreendeu assim tanto.
Nao foi espectacular (de modo algum o melhor da temporada!) mas tambem foi mais que mediano. Para mim foi bom, sem tirar nem por
:3meio:
Também lhe dava um “Bom”. Gostei bastante deste, embora agora queira um episódio inteiramente dedicado ao Barney e à Robin porque estão só a ignorar o rompimento.
Palpita-me que, tão cedo, não irão pegar nisso. Quem sabe lá para o final da temporada…
um episódio morno, longe do melhor que já fizeram.
o Barney com pouco destaque dá nisto, mesmo assim ainda conseguiu o seu objectivo.
a parte do Ted é algo já batido, não deu em nada, e palpita-me que só la para o fim da temporada é que dará algo.
o Marshall e a Lilly foram o melhor do episódio. tambem gostei do entornar do vinho da Robin
tambem gostei do entornar do vinho da Robin
Também eu! É tão simples ser-se sensual. E nem é preciso mostrar nada